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» Le Monde diplomatique – edição portuguesa, II Série, n.º 63
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» Le Monde diplomatique – edição portuguesa, II Série, n.º 62
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Nos artigos do Le Monde Diplomatique, retratos do ultraconservadorismo que alimenta a ascensão de Sarah Palin e do Tea Party
No crepúsculo da Era Bush, centenas de neo-conservadores norte-americanos embarcam num cruzeiro marítimo, durante o qual debatem o "sucesso notável" dos EUA no Iraque, a "inexistência" do aquecimento global e o "risco iminente" de dominação muçulmana sobre a Europa. Nosso repórter estava com eles
Trânsfuga da esquerda, Bernard-Henry Lévy tornou-se o agressivo ideólogo de um novo centro, que se aproxima cada vez mais da direita. Ao contrário dos antigos truões, que usavam seu talento para criticar o status quo, BHL só faz atacar as idéias progressistas e adular os poderosos
Como Bush descartou as propostas para uma saída diplomática no Oriente Médio e investiu num plano semi-messiânico, que ameaça incendiar a região e pode humilhar os EUA
A oposição ao conflito no Iraque já não está restrita ao movimento pacifista. Entre os próprios conservadores norte-americanos, crescem a cada dia as correntes que condenam a aventura militar do presidente e pedem o início da retirada
Em seu mais recente livro, o formulador da hipótese de “fim da História” critica duramente o governo Bush, reconhece o papel dos Estados nacionais e admite que o poder dos EUA tem limites
Com a cumplicidade dos EUA e Europa, e o aplauso dos neoconservadores, Israel aprofunda a guerra contra os árabes. Os poderosos do Ocidente querem a “guerra de civilizações”?
Apostando no comunitarismo para enfraquecer os países e as forças opostas à sua hegemonia, impondo-se como instigador e árbitro de verdadeiras guerras civis de baixa intensidade, os Estados Unidos estimulam uma desestabilização que dificilmente poderão controlar
Um conveniente escândalo foi armado para desacreditar as Nações Unidas e seu trabalho de minimizar as conseqüências trágicas do embargo imposto ao Iraque durante doze anos
O reaparecimento, no governo de George W. Bush, dos mais sinistros representantes do imperialismo nas décadas de 70 e 80, torna imperiosa, para a América Latina, a necessidade de diversificar suas relações, seus apoios, seus intercâmbios
Discriminados e sem direitos religiosos, os xiitas sauditas vivem na principal zona de produção de petróleo do país, o que inspira neoconservadores norte-americanos a sonharem com a divisão do reino, mas não, os representantes desta minoria
Em 1995, o cidadão Daniel Pipes, hoje assessor de Bush, acusou os islamitas de terem perpetrado o mega-atentado de Oklahoma. Os atentados de 11 de setembro o transformariam em profeta. Seu pai já contribuíra para criar o “Império do Mal”
Após alguns “acidentes de percurso” – tais como o fim da guerra fria, com o colapso da União Soviética e a conseqüente inexistência de um “inimigo” – a ultra-direita norte-americana retomou, no atual governo Bush, um projeto iniciado em 1976
Duas correntes discutem o futuro político do Iraque após a queda de Saddam Hussein: uma delas, a dos “pombos”, é a do Departamento de Estado e da CIA; a outra, dos “falcões”, é a do vice-presidente norte-americano e dos militares
O surgimento de uma ’intelligentsia’ judaica neo-conservadora na década de 1970, nos Estados Unidos, propiciou uma aliança com a direita fundamentalista norte-americana. Esta união seria sacramentada e incentivada nas décadas seguintes