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Cresce em todo o mundo a crítica a um cálculo que equipara o "desenvolvimento" ao valor monetário das mercadorias produzidas. E se dinheiro não for sinônimo de bem-estar? E se tiverem importância fatores ignorados pelo índice, como preservação da natureza, educação e busca da igualdade?
O padrão de produção e consumo típico do capitalismo, e hegemônico há séculos, está em crise. Em seu lugar, emergem relações sociais mais sustentáveis, democráticas e... prazerosas
Em 2003, o Monde diplomatique publicou o artigo "Por uma sociedade de decrescimento". Desde então, o tema tornou-se objeto de debate dentro do movimento alterglobalista e está longe de se esgotar. Este artigo apresenta o que "partidários do decrescimento" propõem aos países que sonham ser como o "Primeiro Mundo"
Para acolher em nosso planeta mais 4 bilhões de seres humanos no futuro, com moradia, educação, saúde e alimentação, é preciso energia. Ao invés da inquietação com a alta do barril do petróleo, uma opção é aprendermos coletivamente a diminuir o seu consumo
A busca de um crescimento econômico infinito não é compatível com a manutenção dos equilíbrios naturais e nem sempre resolve os problemas sociais. Mas não se deve perder de vista que o conceito de desenvolvimento é muito mais amplo do que o faz supor o capitalismo
O crescimento pelo crescimento torna-se o objetivo primordial, senão o único da vida, na sociedade capitalista, o que acarreta uma degradação progressiva do ambiente e dos recursos globais. Vivemos, atualmente, às vésperas de catástrofes previsíveis
Existe uma frágil distinção conceitual entre crescimento e desenvolvimento. Não se pode negar o desenvolvimento do hemisfério Norte, no entanto, ao impô-lo para todo o planeta, gerou os estragos utilizados para distinguir um conceito do outro