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Num continente assolado pela pobreza, espalham-se as campanhas para transformar a Previdência em direito de todos. As políticas “de mercado” do FMI e Banco Mundial são o obstáculo
Com novo mandato e maioria reforçada no Congresso, Bush propõe uma reforma para privatizar o que resta de Previdência pública. Se colocada em prática, pode inspirar seus pares em escala internacional
O caminho para diminuir ou acabar com o déficit da Previdência não passa por taxar ainda mais os assalariados. Deve-se levar a empresa – isto é, o lugar de criação das riquezas – de volta ao centro do financiamento
Com o fim da II Guerra Mundial, os partidos políticos franceses tentaram criar uma “previdência social” para todos, fundada sobre o trabalho, co-gerida pelos trabalhadores e pelo Estado. Nos 50 anos que se seguiram, essas conquistas foram solapadas
A justificativa do governo francês para sua reforma estrutural é a seguinte: com a queda do crescimento econômico, diminuem os depósitos, aumenta o déficit e diminui o consumo. Portanto, para a área da saúde, a palavra de ordem é privatizar
O dogma de que é preciso baixar os custos das políticas sociais para a retomada do emprego e do crescimento precisa ser submetido a críticas - existem medidas que aportariam novos fundos e reduziriam déficits sem penalizar o aposentado
Enquanto se orquestra um ataque ao sistema de aposentadorias em todo o mundo, sem qualquer aumento da participação das empresas ou do capital na pensões de seus empregados, pesquisa da OIT denuncia que 5 mil pessoas morrem por dia no trabalho
Há uma grande campanha nos meios de comunicação que visam convencer a população de que é necessário escolher entre a maneira mais equitativa e menos dolorosa de repartir a diminuição dos recursos para as aposentadorias, pressupondo que não há outra saída. Nada mais falso.
Difundidos nos países anglo-saxões e tomando corpo nas outras regiões do ocidente, os fundos de pensão por capitalização deixam o poupador dependente da volatilidade do mercado financeiro e ameaçam destruir a aposentadoria pública
No Quebec, fundos de pensão organizados e dirigidos por federações e sindicatos dos trabalhadores se tornaram a principal instituição de capital de desenvolvimento da província. Poderia este modelo ser uma forma de “domesticação” da globalização financeira?