Jornalismo Crítico | Biblioteca e Edição Brasileira | Copyleft | Contato | Participe! |
Uma iniciativa


» Direito ao aborto: “A mulher não é um hospedeiro”

» Golpes no Brasil (II): As três viradas entre 1930-45

» Pochmann: Os bárbaros antidesenvolvimentistas

» 1º de julho de 2022

» 30 de junho de 2022

» Bifo: O mundo em guerra civil psicótica

» Meditação sobre os que partem e os que ficam

» A indispensável metamorfose agroecológica no Brasil

» “A cidade dos Sem-Teto”

» O Brasil debate as plataformas cooperativas

Rede Social


Edição francesa


» Le poids des pamphlets, le choc des classes

» En Russie, réprimer plus et enfermer moins

» Apprendre à nager n'est plus donné à tout le monde

» Bouillonnement de l'art contemporain africain

» Les Sri-Lankais défient le pouvoir

» Clarice Lispector, l'étoile de Rio

» Séparatismes ukrainiens

» Les mineurs, la mer et autres histoires

» Le droit à l'avortement menacé

» Occident contre Occident


Edição em inglês


» Fragmented Yemen

» Ukraine's logistical crisis

» Tensions and blackmail over Western Sahara

» Migrants still risk their lives to reach England

» Africa: agribusiness or diversity?

» Poisoning our oceans

» UN Earth Summits: how the rot set in

» In Mexico, will slow and steady win the day?

» Sri Lanka plunges into crisis

» Uncertain loyalties and competing narratives


Edição portuguesa


» Campanha de Verão

» Lançamento: Atlas das Utopias Reais: Criatividade, Cultura e Artes

» Livro: Atlas das Utopias Reais: Criatividade, Cultura e Artes

» Leitura furiosa

» Lisboa e a Memória do Império. Património, Museus e Espaço Público

» Outros Tons de Azul

» Que pode o teatro face ao crescimento das extremas-direitas?

» Mapeamento de uma arte político-social: "Untitled", de Paula Rego

» Assembleia-Geral da Outro Modo

» O problema da riqueza


MEMÓRIA DE HENRI CURIEL

A atualidade do internacionalismo

Imprimir
enviar por email

Ler Comentários
Compartilhe

Isabelle Avran - (12/03/2000)

Quase vinte dois anos depois do assassinato em Paris do militante internacionalista Henri Curiel, acusado por seus inimigos de terrorismo, os relatórios a seu respeito continuam fechados e inacessíveis, e nenhuma investigação permitiu evitar a impunidade de seus assassinos e mandantes. Seus antigos amigos quiseram homenageá-lo, respeitando seu bom senso: interrogar a história da mesma forma que o presente para vislumbrar o futuro com clareza e eficiência. Daí surgiu a idéia de um colóquio dedicado à crise da solidariedade internacional e à solidariedade na crise, "Das brigadas internacionais aos sem-documentos". As atas desse colóquio agora estão disponíveis.

Desejando fazer justiça a um ativismo pela paz, à solidariedade sem fronteiras, seus companheiros de ontem não escapam à tentação do elogio: "Ele recomeçará", garantem eles, apoiando Gilles Perrault, autor da primeira biografia de Henri Curiel. [1] Uma certa nostalgia de uma militância muitas vezes baseada em um pragmatismo discreto porém salutar de um cotidiano aleatório, por vezes perigoso mas sempre solidário, aflora na proposta. Mas ela não altera o debate.

As novas formas de luta

Sobre a História temos inicialmente: os retratos de Che Guevara e Mehdi Bem Barka, retorno à guerra do Rif, as Brigadas Internacionais, o engajamento antifacista, a oposição às guerras coloniais, a criação do movimento comunista egípcio, a ajuda aos movimentos de libertação, o diálogo entre Israel e Palestina, cujo resultado Henri Curiel não conheceu. Em seguida, fala-se sobre a atualidade do internacionalismo. Para além de uma análise internacional detalhada dos movimentos de libertação nacional, econômica, pela democracia, o livro convida a um questionamento sobre as perspectivas do internacionalismo e as novas formas de luta que se desenham.

Ilan Halévi recupera o papel dos cidadãos e daquilo que hoje se chama sociedade civil, papel que surge, nota ele, no vazio de cinismos estatais ou razões de Estado. Barbara Masakela, comentando a transição pós-apartheid na África do Sul, questiona o papel dos movimentos de libertação deixados ao poder do Estado. Outros artigos retomam a importância das ingerências, não somente humanitárias, como também políticas, acima dos conflitos. Sylvie Roy e François Houtart colocam em evidência, além da solidariedade, a nova consciência das convergências de interesses e lutas, embora mantendo cada uma sua especificidade, frente às conseqüências desastrosas sociais e culturais, e, podemos acrescentar, ecológicas ... de uma globalização construída sobre o primado do lucro de alguns. As manifestações de Seattle e o fracasso da cúpula da Organização Mundial do Comércio estão aí para lhe dar razão.

Des brigades internationales aux sens-papiers. Crise et avenir de la solidarité internationale . Rencontres internationales Henri Curiel. Le temps des cerises, Paris, 1999.

Traduzido por Denise Lotito.



[1] Gilles Perrault, Un homme à part, Barrault, Paris, 1984.


Fórum

Leia os comentários sobre este texto / Comente você também

BUSCA

» por tema
» por país
» por autor
» no diplô Brasil

BOLETIM

Clique aqui para receber as atualizações do site.

Destaques

» O planeta reage aos desertos verdes
» Escola Livre de Comunicação Compartilhada
» Armas nucleares: da hipocrisia à alternativa
» Dossiê ACTA: para desvendar a ameaça ao conhecimento livre
» Do "Le Monde Diplomatique" a "Outras Palavras"
» Teoria Geral da Relatividade, 94 anos
» Para compreender a encruzilhada cubana
» Israel: por trás da radicalização, um país militarizado
» A “América profunda” está de volta
» Finanças: sem luz no fim do túnel
Mais textos