Jornalismo Crítico | Biblioteca e Edição Brasileira | Copyleft | Contato | Participe! |
Uma iniciativa


» Lei Rouanet e a cultura em demolição

» Rebelião em Londres: é o clima ou o sistema?

» A “inteligência caolha” da família Bolsonaro

» Opacidade: o direito de escapar à vigilância total

» O crime de Guarapuava e as elites sem freios

» Boaventura: os EUA flertam com o direito názi

» Argentina: ainda bem que há eleições…

» O bispo que não vai para o céu

» Prisões brasileiras: relato de dentro do inferno

» Bernardet: “Tirei o corpo fora”

Rede Social


Edição francesa


» Rwanda, retour sur un aveuglement international

» La riposte des exclus

» La justice, pilier ou béquille de la démocratie ?

» La canicule, révélateur d'une santé malade

» La caution des scientifiques

» Dans l'enfer blanc de l'amiante

» Fiasco à La Haye

» L'immigration au miroir des échecs de la gauche

» « Faxer » ou périr, une culture de l'urgence

» Comment Sciences-Po et l'ENA deviennent des « business schools »


Edição em inglês


» The making and unmaking of Brazilian democracy

» Mica mining, why watchdogs count

» LMD's New York debates

» Decriminalizing the drug war?

» April: the longer view

» Housing, rubbish, walls and failing infrastructure in East Jerusalem

» Mining profits go to foreign investors

» Combatting climate change: veganism or a Green New Deal?

» Berlin's fight for expropriation

» Afghanistan: the fighting continues


Edição portuguesa


» Edição de Abril de 2019

» A nossa informação, as vossas escolhas

» O cordão sanitário

» O caso do Novo Banco: nacionalizar ou internacionalizar?

» Edição de Março de 2019

» Sabe bem informar tão pouco

» O presidente e os pirómanos

» Edição de Fevereiro e 2019

» As propinas reproduzem as desigualdades

» Luta de classes em França


DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS

O quebra-cabeça das minorias

Imprimir
Enviar

Ler Comentários
Compartilhe

Representados no Parlamento, os húngaros fazem parte da multiétnica sociedade eslovaca, bem como os ciganos. Ao contrário destes, porém, desenvolvem uma atividade cultural em clima de liberdade

Karel Bartak - (12/04/2000)

É uma novidade. Através do Partido da Coalizão Húngara (SMK), os 400 mil húngaros que vivem na Eslováquia estão representados no Parlamento. É uma experiência formidável", explica Bela Bugar, presidente do SMK e vice-presidente do Parlamento. "Os eslovacos estão compreendendo que podem contar conosco, que nós ficamos fora das discussões entre eles, e podemos, dessa forma, constituir um polo de estabilidade." Como prova de boa vontade, ele cita a lei sobre as línguas minoritárias, cuja adoção era uma exigência do Parlamento Europeu, sediado em Bruxelas: os deputados húngaros a aprovaram, apesar das reservas manifestadas por sua comunidade com relação ao conteúdo.

O discurso anti-húngaro, no entanto, não desapareceu por encanto, especialmente nas regiões centrais do país, exclusivamente eslovacas. "Os húngaros nunca se contentarão com o seu estatuto, ainda que este seja mais confortável que os estatutos que regem as minorias na Europa Ocidental", adverte Anna Malikova, presidente do Partido Nacional Eslovaco (nacionalista, com 8% de intenções de voto). "Eles vão continuar lutando pela igualdade entre a língua deles e o eslovaco, o que é inadmissível." Apesar de uma certa agitação, a atividade cultural dos húngaros continua transcorrendo num clima de liberdade. Já o projeto de criação de uma universidade específica, continua sendo um tabu — há o risco de que, numa futura União Européia ampliada, os eslovacos de origem húngara se voltem contra a "mãe-pátria".

"Aversão pela integração"

A questão cigana também é quente. O forte surto de emigração de ciganos romani da Eslováquia levou vários países da União Européia a reintroduzir os vistos de entrada. Resultado: surgem novas filas em frente à embaixada britânica de Bratislava. Numa tentativa de contornar o problema, as autoridades multiplicam programas que visam a integrar os ciganos, confiando-lhes cargos de responsabilidade. Em vão: "Já não sabemos o que fazer. O estilo de vida deles é tão diferente do nosso, a aversão que eles têm por qualquer tipo de integração é tamanha que a barreira que os separa do restante da população permanece intacta", explica o ministro da Justiça, Jan Carnogursky. Com exceção da extrema-direita, o assunto toca a todos os partidos políticos. Os ciganos são os grandes perdedores da mudança de regime. Assistidos até ontem pelo comunismo, hoje são marginalizados pelo capitalismo. "Sem querer subestimar as dimensões sociais, demográficas e culturais, que são muito preocupantes, o principal continua sendo a educação: é ela que irá resolver o problema a longo prazo, em duas ou três gerações", avalia o vice-primeiro-ministro, Pavol Hamzik.

LEIA MAIS: Sobre a República Checa e a Eslováquia, nesta edição: A espantosa ascensão do PC Checo A imagem sombria da Eslováquia

Traduzido por Jô Amado.




Fórum

Leia os comentários sobre este texto / Comente você também

BUSCA

» por tema
» por país
» por autor
» no diplô Brasil

BOLETIM

Clique aqui para receber as atualizações do site.

Leia mais sobre

» Hungria
» Desigualdades Raciais
» Direito à Diversidade Cultural e à Transculturalidade
» Desigualdade e Fraturas Sociais

Destaques

» O planeta reage aos desertos verdes
» Escola Livre de Comunicação Compartilhada
» Armas nucleares: da hipocrisia à alternativa
» Dossiê ACTA: para desvendar a ameaça ao conhecimento livre
» Do "Le Monde Diplomatique" a "Outras Palavras"
» Teoria Geral da Relatividade, 94 anos
» Para compreender a encruzilhada cubana
» Israel: por trás da radicalização, um país militarizado
» A “América profunda” está de volta
» Finanças: sem luz no fim do túnel
Mais textos