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ORIENTE MÉDIO / AS NOVAS RELAÇÕES DE PODER

Paz armada

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Os EUA prepararam-se há pelo menos uma década para as novas relações de poder que surgiram no Oriente Médio após a retirada israelense do sul do Líbano. Seu plano essencial é ampliar o controle sobre a região, através de novas alianças e de uma presença militar norte-americana ainda mais hegemônica

Geoffrey Aronson - (12/07/2000)

Logo após a chegada de Yasser Arafat a Gaza, o assessor para segurança nacional do presidente William Clinton, Tony Lake, expôs, em maio de 1994, no Washington Institute for Near East Policy (um think-tank pró-israelense), as ligações que os dirigentes políticos norte-americanos tinham estabelecido entre a guerra do Golfo e os acordos de Oslo. Explicou que a paz entre Israel e seus vizinhos árabes estava destinada a permanecer uma paz armada para isolar os "Estados bandidos" (rogue states) [1] iraquiano e iraniano. Os regimes árabes continuariam deixando no ostracismo o presidente Saddam Hussein. O Irã ficaria privado de sua relação estratégica com a Síria. Seria preciso também estabelecer uma coalizão israelense-árabe contra o extremismo islamita, que ele definiu como "uma ameaça para nossos interesses nacionais". Esta estratégia representava, segundo ele, um "paradigma para o ingresso de nosso país na era do pós-guerra-fria". No confronto entre "violência ou paz, retrocesso ou liberdade, isolamento ou diálogo", os Estados Unidos comprometeriam seu poder e seu prestígio.

Esta posição estava longe de ser conjuntural e foi retomada, em 20 de outubro de 1999, no Israel Policy Forum, por Sandy Berger, sucessor de Lake. "A menos que se possam resolver os problemas em suspenso do processo de paz - explicou — as forças centrífugas entrariam em ação nesta região que possui uma quantidade cada vez maior de armas de destruição maciça. O perigo de um conflito que envolva armas como estas é real e portanto é de interesse dos Estados Unidos o sucesso do processo de paz."

Simplesmente "boa vizinhança"

Ephraim Halevi, responsável pelo Mossad, serviço secreto israelense, explicava, num recente discurso para uma platéia de diplomatas israelenses. [2] "Todos aqui presentes sabem que um tratado de paz com a Siria vai ser assinado em breve." Mas acrescentava que o desejo de normalização de Israel nunca seria satisfeito, porque os tratados de paz seriam tidos por seus vizinhos apenas como "cessar-fogo". Diplomatas do ministério da Defesa de Israel receberam ordem de nunca utilizar a palavra "normalização", mas simplesmente "boa vizinhança". [3] A mudança na terminologia não é somente uma concessão à sensibilidade dos árabes mas reflete a convicção de que a paz no Oriente Médio será aquilo que o primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, chamou uma "paz armada", caracterizada por uma guerra fria permanente com os países árabes. [4]

Armamento não-convencional e de mísseis

As perspectivas manifestadas pelo ministro sírio das Relações Exteriores, Faruk El Chareh, confirmam esta perspectiva: "Construir a paz no futuro significaria transformar uma situação de conflito (militar) em um conflito (diferente) político, ideológico, econômico, comercial etc., que poderia nos trazer bem-estar. Devemos dar oportunidade a este tipo de conflito, da mesma maneira como demos ao conflito militar." [5]

Israel, com todo seu dinamismo e sua força, preparou-se da maneira mais elaborada e ampla, tanto no plano militar como ideológico, para essa nova era. Para Ehud Barak, trata-se em primeiro lugar de melhorar ainda mais as enormes capacidades israelenses de combate e de informação, principalmente nas áreas não-convencionais e de mísseis. Um acordo entre Israel e a Síria permitiria obter uma importante ajuda militar norte-americana, não para "compensar" a perda do Golan, mas para permitir a Israel perseguir seus inimigos "além do horizonte" e se precaver contra as armas de destruição maciça e os mísseis.

Um sistema de mísseis antimíssil

A aquisição dessas tecnologias é viável porque Israel conseguiu colocar-se na interseção de duas problemáticas fundamentais dentro das preocupações da política estrangeira norte-americana: a instauração de uma paz regional e a construção de uma infra-estrutura de segurança e informação que proteja o país de ataques de mísseis vindos de "Estados bandidos". O principal objetivo da relação entre Israel e Estados Unidos é a criação, desenvolvimento e posse compartilhados de um sistema de mísseis antimíssil (Theatre Missiles Defense, TMD). Dessa forma, apesar do fim da guerra fria, a posição de aliado estratégico dos Estados Unidos adquirida por Israel foi reforçada, ao contrário do que era previsto por numerosos observadores nos últimos dez anos.

Em 20 de novembro de 1999, Ehud Barak deixou clara a visão geral mais explícita sobre as ameaças e os paliativos que são a base desta parceria estratégica. "A proliferação de armas de destruição maciça, os programas nucleares de regimes extremistas e o desenvolvimento do terrorismo financiado pelos Estados são ameaças que visam diretamente Israel, os Estados Unidos e, na verdade, todas as democracias do mundo. A responsabilidade de toda a comunidade internacional consiste portanto em desenvolver uma cooperação em termos de segurança eficaz para enfrentar o conjunto dessas ameaças. Não há melhor exemplo neste sentido que os laços estratégicos e a cooperação no campo da informação que se multiplicaram entre os Estados Unidos e Israel. O Arrow [um sistema de míssil antimíssil] foi desenvolvido pelos dois países afim de enfrentar os mísseis terrestres que estão nas mãos dos regimes facínoras e extremistas. Nossos amigos em Washington sabem que o apoio a Israel diz respeito ao interesse nacional norte-americano. Nossa parceria se baseia em uma mesma compreensão das ameaças existentes e dos riscos que corre nosso modo de vida."

Um desafio estratégico

No centro dessa parceria, que não é sempre tão idílica como afirma Barak, encontra-se o arsenal israelense de armas não-convencionais. Embora a capacidade israelense nesse campo por muito tempo tenha dificultado a estratégia norte-americana na região e as iniciativas internacionais sobre o controle de armamentos, os Estados Unidos reconhecem agora sua contribuição como positiva. Israel se integra, tanto do ponto de vista conceitual como prático, na estratégia global de defesa nuclear norte-americana.

Nações como o Irã e o Iraque, que tentaram desafiar o super-poder regional israelense ou a dominação norte-americana transformaram-se de adversários regionais em adversários estratégicos e suas relações com outros "Estados bandidos", principalmente a Coréia do Norte, foram identificadas em Washington como o desafio estratégico, tanto regional como mundial, do período pós-guerra fria.

Os Estados da região situados na periferia do confronto, entre eles o Egito, a Arábia Saudita e a Síria, enfrentam um dilema estratégico. Como países sem capacidade no campo de mísseis e armas não-convencionais - e não dispondo dos benefícios de relações privilegiadas com Washington -, devem avaliar as vantagens de uma parceria, em posição inferior a Israel, com os Estados Unidos.

A aliança de Israel com a Turquia

A Síria, aliada do Irã, de seus fornecedores do Extremo-Oriente, e, em certa medida, da Rússia, não dispõe dos trunfos tecnológicos e militares do alinhamento incondicional defendido por Washington. Um rompimento com o Irã será o preço exigido para a paz com Israel. Um dos elementos determinantes do domínio de Israel na região é sua incontestável aliança com a Turquia, descrita por Benjamin Netanyhu, ainda quando primeiro-ministro, como o "eixo central" da aliança regional para enfrentar "os regimes radicais dos Estados que constróem mísseis balísticos capazes de transportar armas não-convencionais". [6]

Essa rede de relações mostrou-se bem mais atraente para os dirigentes israelenses do que tudo o que possam oferecer os acordos de Oslo ou mesmo os de Camp David. Mas os dirigentes sírios e iranianos vêem nisso um ato de agressão contra eles. O ministro sírio das Relações Exteriores, Faruk El-Chareh, preveniu que "Israel visava o Golfo através da Turquia", [7] enquanto que os iranianos viam essa colaboração como um meio para facilitar a Israel o acesso a informações sobre seu país, principalmente pela instalação de postos de escuta em suas fronteiras.

O apoio norte-americano a Israel é apenas um aspecto, embora o mais dinâmico, da política regional de Washington. Depois de repetidos esforços, o Egito anunciou sua intenção de adquirir dois lançadores Patriot adaptados para se defender de ataques de mísseis. No Golfo e por ocasião de encontros com governantes sauditas em Washington, o secretário da Defesa, William Cohen, foi um defensor infatigável da Cooperative Defense Initiative (CDI), um sistema de pré-alerta em grande escala contra mísseis baseado em uma troca rápida de informações entre os países do Golfo e o Pentágono.

O elemento-chave para a paz armada

"Demos muita importância a melhorar nossa maneira de trabalharmos juntos para enfrentar as armas de destruição maciça, explicou William Cohen durante seus encontros. Pré-alerta compartilhado, desenvolvimento de defesas ativa e passiva para chegarmos às armas químicas e biológicas, e às maneiras de enfrentar as conseqüências potenciais de um ataque - todos são aspectos muito importantes da CDI." [8]

Ao contrário de Israel, os países do Golfo responderam com ceticismo aos esforços do Pentágono. Expressaram suas dúvidas e resistem a se comprometer numa estratégia que os coloca em conivência com Israel, e contra o Irã e o Iraque, adotando uma tecnologia de vários bilhões de dólares... que ainda não foi testada. A CDI continua sendo um elemento-chave no dispositivo de segurança militar que os Estados Unidos tentam construir numa era de "paz armada". Ela consiste na criação de uma extensa rede de sistemas de vigilância, no Golfo e no Oriente-Próximo, até a Turquia, controlados pelos Estados Unidos e dirigidos contra os regimes de Bagdá e Teerã - e, se a paz for rompida, igualmente contra Damasco.

Preocupações nucleares

Após um teste bem sucedido do míssil Arrow em novembro de 1999, Israel está em vias de se tornar o primeiro país a empregar esse sistema, uma das tecnologias mais pesquisadas do pós-guerra-fria. A Turquia, a Holanda e Taiwan também têm interesse. Nessa área, a transferência de tecnologia israelense para a China provocou uma crise nas relações entre Israel e Estados Unidos, embora Pequim se tenha comprometido, em contrapartida, a não vender novos mísseis terra-terra para o Oriente Médio.

O Irã, mais ainda que o Iraque, continua sendo o principal objetivo deste edifício de defesa em construção. Em agosto de 1999, o general Amos Gilad, chefe do serviço secreto militar israelense, confirmou que a maior ameaça para Israel não viria de um Estado palestino na Cisjordânia e na faixa de Gaza, nem de um ataque surpresa da Síria através do planalto do Golan, mas da posse de armas nucleares pelos dirigentes de Bagdá e Teerã. [9]

Putin revoga restrições de Yeltsin

"A ameaça nuclear — explicou recentemente Uzi Dayan, chefe do Estado-Maior conjunto — é real. Devemos levá-la muito seriamente em consideração. Isso acrescenta outra dimensão à nossa reflexão em matéria de segurança." E prosseguiu: "A resposta aos mísseis terra-terra e a ameaça nuclear requer que tomemos parte ativa no desenvolvimento e construção de diferentes níveis de réplica. Devemos primeiro prevenir e fazer fracassar por antecipação a ameaça, agrupando contra ela um largo front internacional. Ao lado disso, reside a dissuasão, depois a possibilidade de recorrer a golpes preventivos de muito longa distância, se a dissuasão fracassa. Vem enfim a possibilidade de abater mísseis, através do sistema Arrow." [10]

A despeito da grande quantidade de meios desenvolvidos por Israel, as constatações feitas durante a guerra do Golfo - a necessidade de forças estratégicas de dissuasão e o fracasso de Israel em desencorajar a utilização de mísseis pelo Iraque - continuam a guiar a reflexão estratégica israelense. Além de que Ehud Barak não conseguiu obter um compromisso por parte da Rússia no sentido de pôr fim à sua ajuda ao programa de desenvolvimento dos mísseis iranianos. "Acho que os russos vão continuar apoiando o esforço iraniano para fabricar armas nucleares e mísseis terra-terra", reconheceu , quando de sua visita a Moscou em julho de 1999. [11] A 7 de maio de 2000, o presidente russo recentemente eleito, Vladimir Putin, informou o governo Clinton que não atenderia às restrições que Washington quer estabelecer na região. Revogou as restrições marginais impostas ao comércio russo em matéria de tecnologia nucleares, fixadas por Boris Yeltsin em 1992. O comércio se fará agora não importa com que nação, inclusive o Irã.

Aproximação Israel-Irã?

No entanto, a retirada israelense do Sul do Líbano poderia modificar a situação. A 4 de abril de 2000, numa declaração na Universidade de Haifa, Yossi Beilin, ministro da Justiça, tornou-se o primeiro militar israelense importante a reconsiderar a hostilidade para com a revolução iraniana. [12] "O Irã do presidente Khatami e o Irã pós-eleições (de fevereiro de 2000) é um país com muito mais sutilezas e muito mais complexidades do que o que estamos habituados a conhecer. Em razão das mudanças positivas intervindas no Irã, é necessário modificar nossa percepção a seu respeito. Uma nova abertura está ao alcance das mãos."

Em meados de março, o ministro alemão de Relações Exteriores, Joschka Fischer, transmitiu uma mensagem do Irã a seu homólogo israelense, David Levy, ressaltando que uma solução no Líbano traria uma mudança significativa ao clima entre os dois países.

Os mísseis do Hezbollah

As observações de Beilin provam que haveria uma solução alternativa à visão dominante em Israel: o reconhecimento do Irã como parceiro. A idéia de "uma estratégia na periferia, uma aliança dos países não-árabes da região, "conta com um apoio silencioso no Irã", segundo um iraniano próximo dos reformadores.

Mas ainda não chegamos lá. O Irã reforçou seu potencial de dissuasão contra Israel fornecendo ao Hezbollah, em fevereiro de 2000, mísseis terra-terra Al Fajr 3 e 5, atualmente armazenados no Líbano, aparentemente no Vale do Bekaa, sob controle iraniano ou sírio. Segundo fontes militares israelenses, estes mísseis, com o alcance de setenta quilômetros, podem atingir todo o Norte de Israel. Representam uma mudança na equação estratégica regional e refletem, não somente uma política iraniana combativa de afirmação da perenidade de seus interesses no Líbano, mas também a tentativa de criar uma dissuasão estratégica contra os ataques maciços israelenses contra o Irã.

Nova geração de tecnologia armamentista

Barak, que já não qualifica o Irã como "inimigo" mas como "ameaça", pensa que os iranianos ainda não estão prontos a reconsiderar as relações com Israel. "Enquanto o Irã continuar se equipando de armamento nuclear e não-convencional, não há possibilidade de uma mudança política", observou seu porta-voz após o discurso de Beilin. [13] Mesmo aqueles que, como este último, são favoráveis a uma mudança na política israelense, aceitam o consenso em relação à modernização dos mísseis, assim como das forças de pré-alerta e de dissuasão, em total coordenação com Washington, assim como os esforços para frear o fluxo de materiais de "uso duplo" provenientes da China, da Coréia do Norte, da Rússia e de outros Estados da CEI, para o Oriente Médio.

Um dos principais argumentos nas deliberações internas israelenses sobre as relações com o Irã é a necessidade de não frear o impulso assumido pelos Estados Unidos para desenvolver uma nova geração de tecnologias de ponta e de sistemas de armamentos contra a ameaça dos mísseis e armas não-convencionais por parte dos "Estados bandidos". Mostrar o Irã como um inimigo implacável continua a ser importante na tentativa israelense de ganhar uma "ajuda para a segurança", avaliada em 17 bilhões de dólares, que implicaria também num acordo de paz com a Síria. Se tal acordo com Damasco fracassar, Israel deverá encontrar outros argumentos para poder, ainda assim, beneficiar-se deste maná.

Traduzido por Celeste Marcondes.



[1] Os termos "Estado bandido", "Estado fora-da-lei"ou ainda "Estado pária" foram eliminados da linguagem diplomática norte-americana em junho do ano 2000, para serem substituídos por "Estado fonte de preocupação" (State of concern). Le Monde, 21 de junho de 2000.

[2] Yediot Aharonot, Tel-Aviv, 21 de janeiro de 2000.

[3] Maariv, Tel-Aviv, 25 de janeiro de 2000.

[4] Haaretz, Tel-Aviv, 3 de agosto de 1999.

[5] As-Safir, Beirute , 12 de janeiro 2000, reproduzido pelo Middle East Media and Reserch Institute, 15 de fevereiro de 2000.

[6] Ler Haaretz, de 2 de setembro 1996 e também, de Alain Gresh, "Surtos de guerra no Oriente Médio", Le Monde Diplomatique, novembro 1996.

[7] Televisão árabe da Síria, 17 de agosto 1998.

[8] News Briefing, Office of the US Secretary of Defense, 2 de novembro de 1999.

[9] Haaretz, 16 de setembro de 1999.

[10] Haaretz, 17 de setembro de 1999.

[11] Yediot Aharanot, 4 de agosto de 1999.

[12] Haaretz, 5 de abril de 2000.

[13] Jerusalem Post, 5 de abril de 2000.


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