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GUERRA DA ARGÉLIA

Cronologia: 7 anos de guerra

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(12/09/2000)

1954 1º de novembro: Por iniciativa da Frente de Libertação Nacional (FLN), começa a insurreição na Argélia.

1956 6 de fevereiro: Recebido, em Argel, com uma chuva de tomates, o presidente do Conselho de Ministros Guy Mollet, empossado após a vitória da esquerda nas eleições de 2 de fevereiro, cede aos "ultras". [1] No dia 12 de março, a Assembléia Nacional concede-lhe poderes especiais. Até o final do ano, já há quase meio milhão de soldados franceses na Argélia.

1957 Janeiro-outubro: Período da Batalha de Argel, durante o qual o exército francês generaliza a prática de tortura.

1958 13 de maio: O exército toma o poder na Argélia e cria o Comitê de Salvação Pública.

12 de junho: Com o trunfo da ameaça de um golpe de Estado militar em Argel, o general De Gaulle toma posse como presidente do Conselho. Com sua vitória no plebiscito de setembro, e em seguida nas eleições legislativas de novembro, De Gaulle torna-se o primeiro presidente da V República e propõe uma "paz dos bravos" aos combatentes da insurreição argelina.

1959 16 de setembro: De Gaulle reconhece o direito à autodeterminação dos argelinos.

1960 24-31 de janeiro: A chamada "semana das barricadas" em Argel.

1961 8 de janeiro: Plebiscito sobre a autodeterminação da Argélia. Os "ultras" reagem, criando a Organização do Exército Secreto (OAS, em francês).

21-22 de abril: Tentativa de golpe de Estado pelos "generais desleais" na Argélia.

17 de outubro: A repressão policial a uma manifestação pacífica de argelinos, em Paris, provoca várias dezenas de mortos.

1962 8 de fevereiro: Nas proximidades da estação de metrô Charonne, em Paris, forças policiais investem contra uma manifestação anti-OAS, matando nove franceses. O enterro das vítimas, no dia 13, contou com meio milhão de manifestantes.

18 de março: Assinatura dos acordos de Evian e, no dia seguinte, o cessar-fogo. A independência da Argélia será ratificada por plebiscito — no dia 8 de abril, na França, e no dia 1º de julho na Argélia. No dia 5 de julho, a guerra é coisa do passado



[1] Militares de extrema-direita.


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