Jornalismo Crítico | Biblioteca e Edição Brasileira | Copyleft | Contato | Participe! |
Uma iniciativa


» A desigualdade brasileira posta à mesa

» Fagulhas de esperança na longa noite bolsonarista

» 1 de setembro de 2020

» O fim do mundo e o indiscreto racismo das elites

» O milagre da multiplicação de bilhões — para os bancos

» Movimento sindical em tempos de tormenta

» 31 de agosto de 2020

» A crucificação de Julian Assange

» Nuestra America: os cinco séculos de solidão

» Ir além do velho mundo: lições da pandemia

Rede Social


Edição francesa


» La France se penche sur sa guerre d'Algérie

» Injustice française

» Accaparement des méninges

» An 01 de la gauche, on arrête tout, on réfléchit

» « Il Manifesto », le prix de l'engagement

» Des treillis sous les blouses blanches

» Hanoï s'étend vers l'ouest

» Contourner et désenclaver Anvers

» « La France gesticule… mais ne dit rien »

» Russie, un territoire à géographie variable


Edição em inglês


» January: the longer view

» Mutual suspicion in Greece's borderlands

» Border tensions

» Disunited States of America

» The British monarchy's smoke and mirrors

» UK Brexiteers' libertarian goal

» Time to reform the Peruvian system

» Russia's attempted return to Africa

» ASEAN's diplomatic triumph

» When Algerians took to the streets


Edição portuguesa


» Edição de Janeiro de 2021

» O presidente, a saúde e o emprego

» Quem será o próximo inimigo?

» Edição de Dezembro de 2020

» A democracia desigual e os neoliberais autoritários

» A amarga vitória democrata

» A segunda morte da Europa

» Ofereça uma assinatura de 6 meses, apenas €18

» Edição de Novembro de 2020

» A máquina infernal


TRABALHO

Greves pela rede

Imprimir
enviar por email

Ler Comentários
Compartilhe

Nos Estados Unidos, as ciber-lutas já se popularizaram: a maioria das grandes empresas norte-americanas deve enfrentar a revolta de assalariados pouco habituados à luta sindical. Mesmo a Microsoft tem que enfrentar um "sindicato virtual", Wash Tech

Martine Bulard - (20/12/2000)

Ocupar o centro de informática de uma empresa ou bloquear um site da Internet inundando-o de mensagens inoportunas tornam-se formas de lutas particularmente eficazes. Quando em 12 de abril de 1999, os assalariados da Elf Exploitation, em Pau, ficaram sabendo que a direção queria demitir metade dos efetivos, paralisaram o coração informático da empresa, organizaram-se como intersindical e criaram seu próprio site, Elf-en-Résistance. A informação circulou, os intercâmbios se espalharam e os 4.000 expatriados participaram da ação. Uma greve pela rede.

Sindicatos entram na luta

Nos Estados Unidos, essas ciber-lutas já se popularizaram, quase sempre por iniciativa de assalariados descontentes. Diante do dilúvio de correspondência eletrônica protestando contra o questionamento do sistema de aposentadoria, a direção da IBM teve que renunciar ao seu projeto. "Esta revolta do pessoal da IBM", destaca a correspondente do Nouvel Economiste [1] em Nova York, "fez muito barulho no mundo dos negócios e motivou os assalariados de outras empresas norte-americanas." E a maioria das grandes empresas norte-americanas deve enfrentar a revolta de assalariados pouco habituados à luta sindical. Mesmo a Microsoft tem que enfrentar um "sindicato virtual", Wash Tech, que teria sido impossível de criar pelos meios habituais, já que os assalariados ficam muito dispersos.

Na França, foram os movimentos sociais que abriram o caminho. Mas os sindicatos começam a se preocupar e a utilizar a tela do computador como um meio de fazer a informação circular. "Isso nos permite alcançar os sindicalizados mais rapidamente", observa Noël Lechat, secretário-geral da CGT do setor das empresas de estudos. "A Internet tem sido verdadeiramente um instrumento de debate sobre as grandes questões relacionadas à reorganização do tempo de trabalho." Mas sua utilização na empresa depende da boa vontade dos diretores. Às vezes, como na Cégétel ou na France Télécom, são assinados acordos em que os sindicatos têm direito a uma página na intranet, a rede interna da empresa. É melhor que nada, mas é apenas um painel de informação eletrônica. É impossível intervir em tempo real.

Uma decisão sem precedentes

Contatar os assalariados por correio eletrônico continua sendo, quase sempre, bastante arriscado. Algumas empresas proíbem, outras fecham os olhos... até o momento em que decidem fechar a torneira. Algumas até entram na justiça. "A falta de legislação sobre o assunto é incrível", protesta Noël Lechat que, em nome do seu sindicato, propõe uma nova lei. Os sindicatos deveriam ter acesso livre à rede interna e às caixas postais e deveriam ter acesso à lista de endereços de todos os assalariados. Na condição, é claro, de limitar suas mensagens, para não submergir os assalariados com correspondência eletrônica. De resto, estes mesmos não aceitariam isso. Quanto ao caráter confidencial das mensagens recebidas e enviadas pelos assalariados, deveria ser garantido e claramente inscrito no código de trabalho. A decisão do tribunal correcional de Paris no dia 2 de novembro de 2000 deveria ser comemorada: pela primeira vez, num julgamento que deveria criar jurisprudência, a justiça afirma que o correio eletrônico no local de trabalho constitui, de fato, "correspondência privada". [2]

Traduzido por Maria Elisabete de Almeida.



[1] "Les salariés américains fondent sur la Net", Le Nouvel Economiste, Paris, 16 de junho de 2000.

[2] "Le mail est bien une correspondance privée", Transfert.net (2 de novembro de 2000).


Fórum

Leia os comentários sobre este texto / Comente você também

BUSCA

» por tema
» por país
» por autor
» no diplô Brasil

BOLETIM

Clique aqui para receber as atualizações do site.

Destaques

» O planeta reage aos desertos verdes
» Escola Livre de Comunicação Compartilhada
» Armas nucleares: da hipocrisia à alternativa
» Dossiê ACTA: para desvendar a ameaça ao conhecimento livre
» Do "Le Monde Diplomatique" a "Outras Palavras"
» Teoria Geral da Relatividade, 94 anos
» Para compreender a encruzilhada cubana
» Israel: por trás da radicalização, um país militarizado
» A “América profunda” está de volta
» Finanças: sem luz no fim do túnel
Mais textos