Jornalismo Crítico | Biblioteca e Edição Brasileira | Copyleft | Contato | Participe! |
Uma iniciativa


» Morte e gozo sobre rodas

» Tecnologia, Ignorância e Violência

» Universidades: a “nova” estratégia do governo

» Pós-capitalismo na era do algoritmo (2)

» Por uma Reforma Tributária Solidária

» Mudar o mundo sem desprezar o poder

» Seria a Medicina moderna uma ilusão?

» Pós-capitalismo na era do algoritmo (1)

» Uma “potência acorrentada”

» Sobre jeans, trabalho insano e folia

Rede Social


Edição francesa


» Quand les intellectuels s'enflammaient pour une cause…

» La France favorable à un système international de gérance

» Les savants, le public et la sonde Rosetta

» Les mondes perdus de l'anticipation française

» L'ordre mondial selon John Maynard Keynes

» L'offensive des intellectuels en Iran

» Les charniers de Franco

» Sabra et Chatila, retour sur un massacre

» La résistance de George Orwell

» Mémoires et malmémoires


Edição em inglês


» July: the longer view

» An interview with Franco ‘Bifo' Berardi

» Learning the lessons of the Arab Spring

» May 2019 parliamentary election

» A religious map of India

» Universal access to care

» Benin's fight against tuberculosis

» Towards an equal and healthy Africa

» Ivorians mobilise against AIDS

» Health for all, a global challenge


Edição portuguesa


» Edição de Julho de 2019

» Inconsistências (ou o sono da razão?)

» Comércio livre ou ecologia!

» Edição de Junho de 2019

» As pertenças colectivas e as suas conquistas

» A arte da provocação

» 20 Anos | 20% desconto

» EUROPA: As CaUsas das Esquerdas

» Edição de Maio de 2019

» Os professores no muro europeu


TECNOLOGIA & DESENVOLVIMENTO

A serviço da humanidade

Imprimir
Enviar

Ler Comentários
Compartilhe

Quando a ciência cai nos braços do mercado, deixa de atender às necessidades básicas. É necessário, portanto, substituir o mercado por um parceiro capaz de dirigir a pesquisa na direção dos “bens públicos globais”

Philippe Rivière - (01/08/2001)

“Assim como a educação”, salienta o relatório do PNUD, “a tecnologia é o motor de uma melhoria das condições econômicas e sociais”

Se, como previsto, os Estados Unidos contratarem, 100 mil programadores indianos na área de informática nos próximos anos, a perda , para a Índia, será de cerca de dois bilhões de dólares por ano... A proposta de “tabelar a evasão de cérebros”, que consta do XI Relatório Mundial sobre o Desenvolvimento Humano1, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), lembra que os progressos técnicos só têm valor quando postos a serviço da humanidade. No prefácio, Mark Malloch Brown, administrador do PNUD, propõe uma nova “parceria” entre ciência e desenvolvimento. “Assim como a educação”, salienta, “a tecnologia é o motor – e não somente a conseqüência – de uma melhoria das condições econômicas e sociais.”

Quando a ciência cai nos braços do mercado, deixa de atender às necessidades básicas. Se, por um lado, as patentes não incentivam o desenvolvimento de produtos para os quais não existe uma demanda em condições de os pagar, por outro, uma espécie de “preço global” torna as descobertas proibitivas e inacessíveis às populações pobres. É necessário, portanto, substituir o mercado por um parceiro capaz de dirigir a pesquisa na direção dos “bens públicos globais”.

Uma questão polêmica

O relatório tem várias propostas para reduzir a desigualdade de acesso às tecnologias: uma abordagem inovadora poderia ser a das “promessas de compra”

O relatório abunda de propostas para reduzir a desigualdade de acesso às tecnologias. Uma abordagem inovadora poderia ser a das “promessas de compra”. “Em 1714, o governo britânico oferecia 20 mil libras esterlinas – uma fortuna, na época – a quem descobrisse uma forma de medir a longitude em alto mar. Motivado por isso, o relojoeiro e inventor John Harrison desenvolveu um cronômetro marítimo, em 1753, extremamente preciso e que lhe permitiu ganhar o prêmio.” Se um fundo – mundial ou regional – propusesse comprar, para milhões de pacientes, um medicamento contra a malária, ninguém duvide que a indústria farmacêutica reencontraria sua vocação inicial2...

O relatório também aborda duas questões consideradas indissociáveis: a gestão do risco tecnológico e a definição das prioridades de pesquisa. “Os debates sobre as tecnologias emergentes tendem a refletir as preocupações dos países ricos. (...) O livro eletrônico talvez seja percebido como uma ameaça pelos empregados das grandes editoras mundiais, mas poderia ser uma bênção para programas educativos nos países pobres.” Num tom mais polêmico, o relatório apela para um sério esforço de pesquisa pública visando a criar novas variedades agrícolas – inclusive por meio das modificações genéticas – para proporcionar maiores recursos de nutrição e produtividade aos camponeses pobres do hemisfério Sul. Se é o caso de levar em conta os riscos ambientais, não seria também o caso dos potenciais benefícios dos mais pobres fazerem parte da equação? (Trad.: Jô Amado)




Fórum

Leia os comentários sobre este texto / Comente você também

BUSCA

» por tema
» por país
» por autor
» no diplô Brasil

BOLETIM

Clique aqui para receber as atualizações do site.

Destaques

» O planeta reage aos desertos verdes
» Escola Livre de Comunicação Compartilhada
» Armas nucleares: da hipocrisia à alternativa
» Dossiê ACTA: para desvendar a ameaça ao conhecimento livre
» Do "Le Monde Diplomatique" a "Outras Palavras"
» Teoria Geral da Relatividade, 94 anos
» Para compreender a encruzilhada cubana
» Israel: por trás da radicalização, um país militarizado
» A “América profunda” está de volta
» Finanças: sem luz no fim do túnel
Mais textos