Jornalismo Crítico | Biblioteca e Edição Brasileira | Copyleft | Contato | Participe! |
Uma iniciativa


» Internet: liberdade é controle

» O capitalismo como imensa coleção de perguntas

» Assim os laboratórios torturam animais

» Bolsonaro, o anacronismo genial-idiota

» 10 mandamentos para as elites impenitentes

» As explosões que abalaram a Arábia Saudita

» O que são os “Laboratórios do Comum”

» Trump e Bolsonaro: em busca dos porquês

» Legalidade não faz jus a Brizola

» Como a Estônia concretizou o passe livre

Rede Social


Edição francesa


» Depuis 2010, la majorité de la population est urbaine

» Match démographique : Urugay-Paraguay

» Match démographique : Uruguay-Paraguay

» Chaos postsoviétique

» Richesse et population, un monde à double face

» Machines hostiles

» Refaire le monde à coups de bistouri

» Libye, l'appel du devoir

» La gauche française bute sur l'Europe

» Fédéralisme à l'allemande et évolutions politiques


Edição em inglês


» An end to Mediterranean standoffs?

» The logs of war

» Benjamin Netanyahu, best friend of the far right

» September: the longer view

» Afghan peace talks: Trump tweets, Taliban fights

» An inexhaustible myth in times of extreme adversity

» What happened to social solidarity?

» Sudan: conflict, violence and repression

» Russia's appointed billionaires

» Another end is possible


Edição portuguesa


» Edição de Setembro de 2019

» Portugal não pode parar?

» Quem elegeu Ursula von der Leyen?

» Edição de Agosto de 2019

» Plural e vinculado à esquerda

» Os talibãs de São Francisco

» Edição de Julho de 2019

» Inconsistências (ou o sono da razão?)

» Comércio livre ou ecologia!

» Edição de Junho de 2019


TECNOLOGIA & DESENVOLVIMENTO

A serviço da humanidade

Imprimir
Enviar

Ler Comentários
Compartilhe

Quando a ciência cai nos braços do mercado, deixa de atender às necessidades básicas. É necessário, portanto, substituir o mercado por um parceiro capaz de dirigir a pesquisa na direção dos “bens públicos globais”

Philippe Rivière - (01/08/2001)

“Assim como a educação”, salienta o relatório do PNUD, “a tecnologia é o motor de uma melhoria das condições econômicas e sociais”

Se, como previsto, os Estados Unidos contratarem, 100 mil programadores indianos na área de informática nos próximos anos, a perda , para a Índia, será de cerca de dois bilhões de dólares por ano... A proposta de “tabelar a evasão de cérebros”, que consta do XI Relatório Mundial sobre o Desenvolvimento Humano1, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), lembra que os progressos técnicos só têm valor quando postos a serviço da humanidade. No prefácio, Mark Malloch Brown, administrador do PNUD, propõe uma nova “parceria” entre ciência e desenvolvimento. “Assim como a educação”, salienta, “a tecnologia é o motor – e não somente a conseqüência – de uma melhoria das condições econômicas e sociais.”

Quando a ciência cai nos braços do mercado, deixa de atender às necessidades básicas. Se, por um lado, as patentes não incentivam o desenvolvimento de produtos para os quais não existe uma demanda em condições de os pagar, por outro, uma espécie de “preço global” torna as descobertas proibitivas e inacessíveis às populações pobres. É necessário, portanto, substituir o mercado por um parceiro capaz de dirigir a pesquisa na direção dos “bens públicos globais”.

Uma questão polêmica

O relatório tem várias propostas para reduzir a desigualdade de acesso às tecnologias: uma abordagem inovadora poderia ser a das “promessas de compra”

O relatório abunda de propostas para reduzir a desigualdade de acesso às tecnologias. Uma abordagem inovadora poderia ser a das “promessas de compra”. “Em 1714, o governo britânico oferecia 20 mil libras esterlinas – uma fortuna, na época – a quem descobrisse uma forma de medir a longitude em alto mar. Motivado por isso, o relojoeiro e inventor John Harrison desenvolveu um cronômetro marítimo, em 1753, extremamente preciso e que lhe permitiu ganhar o prêmio.” Se um fundo – mundial ou regional – propusesse comprar, para milhões de pacientes, um medicamento contra a malária, ninguém duvide que a indústria farmacêutica reencontraria sua vocação inicial2...

O relatório também aborda duas questões consideradas indissociáveis: a gestão do risco tecnológico e a definição das prioridades de pesquisa. “Os debates sobre as tecnologias emergentes tendem a refletir as preocupações dos países ricos. (...) O livro eletrônico talvez seja percebido como uma ameaça pelos empregados das grandes editoras mundiais, mas poderia ser uma bênção para programas educativos nos países pobres.” Num tom mais polêmico, o relatório apela para um sério esforço de pesquisa pública visando a criar novas variedades agrícolas – inclusive por meio das modificações genéticas – para proporcionar maiores recursos de nutrição e produtividade aos camponeses pobres do hemisfério Sul. Se é o caso de levar em conta os riscos ambientais, não seria também o caso dos potenciais benefícios dos mais pobres fazerem parte da equação? (Trad.: Jô Amado)




Fórum

Leia os comentários sobre este texto / Comente você também

BUSCA

» por tema
» por país
» por autor
» no diplô Brasil

BOLETIM

Clique aqui para receber as atualizações do site.

Destaques

» O planeta reage aos desertos verdes
» Escola Livre de Comunicação Compartilhada
» Armas nucleares: da hipocrisia à alternativa
» Dossiê ACTA: para desvendar a ameaça ao conhecimento livre
» Do "Le Monde Diplomatique" a "Outras Palavras"
» Teoria Geral da Relatividade, 94 anos
» Para compreender a encruzilhada cubana
» Israel: por trás da radicalização, um país militarizado
» A “América profunda” está de volta
» Finanças: sem luz no fim do túnel
Mais textos