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HISTÓRIA

Berlim, uma fronteira indestrutível

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Há 40 anos, a República Democrática da Alemanha levantou o Muro iria separar as zonas ocidental e oriental de Berlim. Visitando os vestígios do ex-Muro de Berlim, um etnólogo descobre cicatrizes que marcaram o imaginário europeu do século XX

Marc Auge - (01/08/2001)

Berlim é, ao mesmo tempo, um laboratório e um museu. Por si só, é um resumo da história do século passado e um testemunho vivo da que se inicia

As grandes cidades têm uma relação particular com a história. Esta última invade seu espaço para a comemoração, para a celebração ostensiva das vitórias e conquistas. A arquitetura acompanha a história como uma sombra, mesmo quando as sedes do poder se deslocam ao sabor das evoluções e das revoluções internas. A história também é violenta e, muitas vezes, o espaço das grandes cidades sofre seus golpes de maneira direta. E elas ficam com as cicatrizes. Essa vulnerabilidade e essa memória são como as do corpo humano e, sem dúvida alguma, são elas que nos tornam a cidade tão próxima, tão emocionante. Nossa memória, nossa identidade são questionadas quando a “forma da cidade” muda, e não é muito difícil imaginar o que representam as alterações mais brutais para quem for vítima dessas mudanças.

Berlim é, em grande medida, uma cidade experimental: vê-se nela a força do passado e do abandono, as possibilidades e os limites do voluntarismo, as relações entre a cidade e a sociedade, assim como entre a cidade e a arte, uma vez que das pinturas no Muro à arquitetura agressiva da Potsdamerplatz, da pós-modernidade à cultura alternativa, a capital da Alemanha reunificada é, ao mesmo tempo, um laboratório e um museu. Ela é, por si só, um resumo da história do século passado e um testemunho vivo da que se inicia.

Mercedes-Benz: um monstro de vidro

As poucas indicações fornecidas pelos guias sugeriram que os restos do antigo Muro tinham conquistado o status de “memoriais”, espaços de comemoração

Quis, então, chegar mais de perto, já que me diziam que a cidade seria logo fisicamente unida outra vez e que, da antiga separação, restavam, agora, apenas alguns vestígios dificilmente perceptíveis.

A primeira coisa a fazer, obviamente a mais fácil, mesmo que parecesse uma gincana meio bizarra, era sair em busca dos restos do Muro. As poucas indicações fornecidas pelos guias sugeriram que os restos tinham conquistado o status de “memoriais”, espaços de comemoração que – aprendemos com Pierre Nora – não são necessariamente o lugar de uma memória efetiva, ainda viva. Comecei pelo mais evidente, o “Checkpoint Charlie”, de que o cinema e a literatura cultivaram em nós uma espécie de lembrança, mesmo que jamais tenhamos passado por lá.

Fui a pé, sob um sol glorioso, saindo de Charlottenburg, bairro rico do lado ocidental. Parei perto da Kurfürstendamm, a famosa Ku’Damm, uma das avenidas comerciais mais elegantes da capital, para apreciar o possível contraste e as transformações. De fato, quando se anda mais para o leste, pelos bairros de Tiergarten e Kreuzberg, sente-se uma mudança progressiva de ambiente. Há um certo ar “alternativo”, as tatuagens e o piercing parecem a regra, cheios de cafés baratos. Mas, quando se vira em direção ao norte para chegar à Potsdamerplatz, por onde passava o Muro, a paisagem muda. Vista do oeste, a praça é dominada, esmagada por construções do estilo mais moderno possível. O bloco Mercedes-Benz, um monstro de vidro, foi projetado pelo arquiteto Renzo Piano. Os proprietários do edifício (Sony, Mercedes, Synthelabo, Hyatt...) se exibem sem qualquer escrúpulo. Poderíamos muito bem estar em Hong Kong, Tóquio ou Vancouver. Mas não, pois essa falésia se projeta sobre uma área de terrenos baldios cheia de guindastes.

Propagandas divertidas

Comecei pelo “Checkpoint Charlie”, de que o cinema e a literatura cultivaram em nós uma espécie de lembrança, mesmo que jamais tenhamos passado por lá

A cicatrização não ocorreu. Paradoxalmente, talvez a ferida não seja tão visível em qualquer outro lugar quanto nesse, de arquitetura ostentatória. Uma “maquete” permite contemplar a paisagem futura, mas não se sabe se o sentimento de “fronteira” que prevalece resulta das dimensões do canteiro de obras ou da enormidade deliberada do que já está construído – um pouco como se, em Paris, tivessem construído la Défense na praça da Concorde, para recusar ou negar a oposição rive droite/rive gauche.

O “Checkpoint Charlie” fica depois da Potsdamerplatz, ligeiramente ao sul. Pegando a Leipzigerstrasse em direção ao leste, e virando em seguida à direita pela Mauerstrasse (a rua do Muro), chega-se bem de frente, como quando os tanques soviéticos enfrentavam os tanques norte-americanos. “Checkpoint Charlie” tornou-se um lugar folclórico e o célebre cartaz que lá ficava – “You are leaving the American sector” (Você está saindo do setor norte-americano), traduzido nas três línguas dos envolvidos, aparece em inúmeros cartões postais. O local também é objeto de algumas propagandas divertidas. Por exemplo, na rua do Muro, diante do edifício da “L’Oréal”, um salão de beleza chama-se “Hair Point Charly”.

Uma cidade arejada

Parei perto da Kurfürstendamm, a famosa Ku’Damm, uma das avenidas comerciais mais elegantes, para apreciar o possível contraste e as transformações

Essa rua desemboca na Friedrichstrasse, no meio da qual continua a existir uma guarita militar norte-americana (U.S. Army Checkpoint), protegida por sacos de areia... Quando cheguei perto dela, uma turista norte-americana radiante fingia estar montando guarda para ser fotografada. Não muito longe dali, do Museu do Checkpoint Charlie, estava estacionado um ônibus, onde podem ser vistos fotos e filmes sobre a história do muro, objetos utilizados durante fugas bem-sucedidas e depoimentos sobre ações não-violentas, em favor dos direitos humanos no mundo.

Durante dois dias, os ônibus de turistas iriam ajudar em minha busca dos restos do Muro. Com o mapa na mão, assim que me aproximava do alvo, já havia um ou dois, estacionados, para mostrar o local exato. Talvez poucos, pois o turismo em Berlim não é o de Paris. A largura das ruas, o fluxo do trânsito e uma demografia relativamente restrita (três milhões e meio de habitantes para uma superfície oito vezes maior do que a de Paris) fazem de Berlim uma cidade arejada, onde é bom andar, praticamente sem multidão, às vezes quase deserta. Os turistas, com exceção de alguns norte-americanos e de um punhado de franceses, eram quase todos alemães. No fundo, pareceu-me reconfortante que o Muro – sua construção, sua destruição e sua memória – fosse considerado pelos alemães principalmente como assunto deles, apesar de todas as imagens que o acompanham e que, com o tempo, tomam ares de imagens de Epinal1 em escala planetária, do Ich bin ein Berliner (Eu sou de Berlim), de John F. Kennedy em 1963, do violoncelo de Rostropovitch em 1989.

O memorial e a capela da reconciliação

Nos bairros de Tiergarten e Kreuzberg, há um certo ar “alternativo”, as tatuagens e o piercing parecem a regra, cheios de cafés baratos

No dia seguinte, chovia; fui de metrô. Quando se vai na direção norte, passa-se por estações que ficam ao longo do Muro. É um trem de superfície. À direita, terrenos industriais desertos, ruas vazias, surgem canteiros de obras, em uma desordem impossível de decifrar e de onde emergem, às vezes, imponentes montes de concreto, ruínas de casamatas desaparecidas e fragmentos do Muro – quase identificáveis, ainda que sob o risco de confundi-los com outros muros de origem incerta – grafitados furiosamente, que cortam a paisagem de maneira aleatória como para confundir o jogo e desviar o olhar do passante muito curioso. Essa no man’s land (terra de ninguém) dispensa comentário. À esquerda, é quase uma zona rural – o que se vê muito, em Berlim (vi coelhos selvagens a dois passos da Porta de Brandenburg) – e o olhar se perde nos ramos de árvore em que o vento bate.

O bloco Mercedes-Benz, um monstro de vidro, foi projetado pelo arquiteto Renzo Piano. Poderíamos muito bem estar em Hong Kong, Tóquio ou Vancouver

A mesma impressão misturada (de subúrbio agradável, terrenos baldios e fronteira incerta) no caminho de volta. Desci em Nordbahnof (Estação do Norte) para ir à Bernauerstrasse, um dos principais pontos do Muro, se é que se pode dizer assim, uma vez que se encontram ali dois autênticos monumentos: o Memorial (pedaços do Muro em metal, paredes lisas e opacas que, ao mesmo tempo, prolongam e interrompem uma parte do Muro original, esbranquiçada, como se vitrificada, da qual desenhos e grafites foram definitivamente apagados); e a nova capela da reconciliação, edificada no lugar da antiga, destruída, em 1985, para dar visão à zona de tiro. Ao sair da estação, por um instante, fiquei perdido na Gartenstrasse (rua dos Jardins), onde também havia muros grafitados; em seguida entrei na Bernauerstrasse (tinha visto, não muito longe, um ônibus estacionado). Abrigando-me da chuva no acostamento da rua, percebi, de repente, que estava encostado, sem me dar conta disso, no muro, no verdadeiro Muro de Berlim – reconhecível por sua parte mais alta arredondada e em que as pinturas, ao longo de uns cinqüenta metros, tinham escapado do tratamento radical da zona do Memorial. Atrás, se estendia, a perder de vista, soterrado sob os ramos e folhagens das árvores, o cemitério dos Inválidos, onde também se encontram alguns fragmentos do Muro e que, nessa manhã chuvosa, contribuía para o ambiente meio irreal da paisagem.

Um século entre os muros de Berlim

O “Checkpoint Charlie” é objeto de algumas propagandas divertidas. Diante do edifício da “L’Oréal”, um salão de beleza chama-se “Hair Point Charly”

Dentro do pequeno museu, havia o arsenal de sempre: cartões postais, lembranças, livros, filmes e algumas fotografias, entre elas a de um ex-ministro francês da Defesa, Charles Hernu, meditando, em 1984, em frente ao Memorial, erigido nesse mesmo lugar naquela época. Sua visita não escapou à vigilância e às câmeras dos vopos (policiais militares da República Democrática da Alemanha) que, sem dúvida, não imaginavam contribuir, dessa maneira, para as retrospectivas futuras da cidade sem Muro.

Na volta, parei de novo na Potsdamerplatz, para terminar minha pesquisa da véspera. Não longe do “Checkpoint Charlie”, de fato, há um pedaço notável do Muro na Niederkirchnerstrasse. Está ornamentado com afrescos e grafites, mas os ônibus que param nesse local têm outro destino: a exposição “Topografia do Terror”, dedicada ao III Reich e provisoriamente instalada em seus alicerces, do lado oriental de Berlim, nas escavações que localizaram as fundações de um antigo prédio da Gestapo. A exposição de fotografias (todas comentadas em alemão, sem tradução) é particularmente impressionante, inclusive porque se situa no próprio centro da capital nazista, da qual atualiza a imagem. O prédio do ex-Ministério da Aeronáutica de Goering fica bem perto, intacto, e é atualmente ocupado pelo Ministério das Finanças. Goering, “Checkpoint Charlie”, a Potsdamerplatz e alguns turistas meio perdidos: um século entre os muros de Berlim.

East Side Gallery

Os ônibus de turistas iriam ajudar em minha busca dos restos do Muro. Assim que me aproximava do alvo, um ou dois deles mostravam o local exato

À noite, retomei o metrô para ir observar o último vestígio do Muro que chama a atenção dos visitantes. Troquei de linha em Alexanderplatz (na superfície, uma arquitetura muito stalinista, no subsolo uma multidão muito heterogênea, que se dispersava à passagem de alguns skinheads com jaquetas militares) para descer em Ostbahnof (Estação do Leste). Uma rua da Comuna de Paris (suponho que já tivesse esse nome antes de 1989) desce para Mühlenstrasse ( a rua dos Moinhos), onde se vê, ao longo de pouco mais de um quilômetro, o lado oriental do Muro.

Na Mühlenstrasse, a situação é meio particular: a rua acompanha o Spree, o rio de Berlim, que continuou aberto à navegação, e um imenso terreno baldio se estende entre a rua e o Muro. O lado oriental dele não fica cheio de improvisações pictóricas: reina a ordem e, além disso, o Muro situa-se no final da zona proibida. Em 1990, entretanto, a parte preservada da Mühlenstrasse foi confiada a diversos artistas, que a decoraram. Foi denominada East Side Gallery (Galeria do Leste). Várias dessas pinturas foram reproduzidas em diversos catálogos. Algumas ainda estão em bom estado; outras se degradaram ou foram cobertas por criações menos inspiradas. O mais marcante, sob o céu cinzento dessa noite de verão, era uma sensação de solidão e de abandono. Passei apenas por dois ou três grupos de jovens, que nem olharam para o Muro: ele fazia parte da paisagem. Na verdade, uma estranha paisagem: de um lado da rua, o Muro, a galeria East Side, e mais além os tetos de Berlim Ocidental, vistos bem ao longe; do outro lado, uma calçada esburacada, cheia de capim, buracos e terrenos baldios ao longo de casas abandonadas, com janelas também emparedadas, como o espaço à sua frente.

A geometria do Iluminismo

A largura das ruas, o fluxo do trânsito e uma demografia relativamente restrita fazem de Berlim uma cidade arejada, onde é gostoso andar

O Muro era interrompido na esquina da Mühlenstrasse com a ponte sobre o Spree (o Oberbaumbrücke, um dos célebres antigos pontos de passagem entre o lado oriental e o ocidental). Atravessei a ponte e voltei a pé, passando por Kreuzberg. Nas bancas de jornal, a imprensa turca fazia-se tão presente quanto a alemã. Mulheres com o rosto coberto por um véu faziam as compras antes do jantar. Alguns casais, aproveitando a estiagem, tomavam cerveja ao ar livre.

No terceiro dia, véspera de minha partida, desisti de minha gincana e passeei à toa por Berlim, atravessando, sem dúvida várias vezes, e sem prestar atenção, a antiga linha divisória. Um pulo no Schloss Charlottenburg, o castelo de Frederico I e Frederico II, permitiu-me encontrar a elegante geometria do Iluminismo, a leveza do século XVIII, aparentemente preservada neste local em que Watteau e os pintores franceses reinam como mestres nas dependências da realeza. Apreciei, no Reichstag (Parlamento), a arte de acomodar as ruínas, o que ficou bastante bem com a arquitetura contemporânea. A cúpula de vidro sob a qual se sentam os deputados, símbolo de poder e de transparência, fica no centro do palácio restaurado e a dois passos da antiga fronteira, da qual ainda se vêem vestígios. Essa arte também está presente na igreja comemorativa do imperador Guilherme, e sua torre nova parece apoiar-se no antigo campanário, quebrado, que dá para o céu.

Uma crença vaga e irracional

Creio que a fronteira Ocidente/Oriente jamais se apagará. Sem dúvida, já existia sem o Muro e seria um simplismo atribuir todas as rupturas visíveis em Berlim à antiga ruptura entre os dois Estados

Nesses lugares onde o presente se sobrepõe ao passado sem o apagar, algo fala, sem dúvida, de Berlim e da Alemanha: de uma pretensão à modernidade mais moderna e mais consumista (dois dos maiores centros comerciais da Europa situam-se nos arredores da igreja comemorativa), mas de uma pretensão que jamais é simples, jamais sem nuanças ou sem remorsos. Embora os MacDonald’s talvez não sejam em lugar algum tão discretos como em Berlim – onde se fundem com a arquitetura dos novos bairros – são as cervejarias, onde se consome a qualquer hora a cozinha mais tradicional, que são mais freqüentadas.

O espaço da cidade é proporcional a esses contrastes e a essa tensão. Creio que a fronteira Ocidente/Oriente jamais se apagará. Sem dúvida, já existia sem o Muro. Sem dúvida também, seria um simplismo atribuir todas as rupturas visíveis em Berlim à antiga ruptura entre os dois Estados. Muitos muros atravessam as megalópoles do mundo de hoje, separando, de uma forma mais, ou menos, abrupta, ricos e pobres, nativos e imigrantes, velhos e jovens, conformistas e revoltados... Mas, em Berlim, esses contrastes se inserem em um território onde as feridas exprimem as loucuras do século XX. Berlim continua, como disse Emmanuel Terray, “o paraíso das sombras2”.

Apesar das proclamadas promessas dos edifícios da Potsdamerplatz e da atividade permanente dos canteiros de obras, o sentimento de espera, e às vezes de melancolia, que suscita o inacabado da cidade – como nas periferias de Roma e de Lisboa exploradas pelas câmeras de Nanni Moretti e de Wim Wenders – talvez aqui seja acompanhado por uma crença vaga e irracional: de que as loucuras do século em que acabamos de entrar sejam proporcionais àquelas que tentamos, hoje, exorcizar, comemorando-as. (Trad.: Wanda Caldeira Brant)




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