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Um doutorado fraudulento

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A atribuição a Elisabeth Teissier, astróloga profissional, orientanda de Maffesoli, do título de doutora por uma tese que faz apologia da astrologia, lançou luz sobre o anti-intelectualismo travestido de crítica ao poder que tem confundido tanto o meio acadêmico

Diana Johnstone, Jean Bricmont - (01/08/2001)

Elisabeth Teissier mobiliza uma plêiade de autores na moda, dando um lugar de destaque a seu orientador, o professor Michel Maffesoli

Para se compreender o que de fato está em questão no “caso Teissier”, convém compará-lo ao “caso Sokal”, que data de 1996. Chegando a publicar numa revista norte-americana de estudos culturais, Social Text, uma mistificação recheada de absurdos científicos e filosóficos intitulada “Transgredir as fronteiras: em direção a uma hermenêutica transformadora da gravitação quântica”, o físico Alan Sokal abalou uma parte do mundo intelectual e acadêmico1. A façanha de Elisabeth Teissier, que conseguiu obter o título de doutor com uma tese sobre a “Situação epistemológica da astrologia através da ambivalência fascínio/rejeição nas sociedades pós-modernas” é ainda mais reveladora de um determinado modismo. Pois nesse caso não se trata simplesmente da incompetência dos editores de uma revista em distinguir entre o sentido e a falta de sentido, mas de um diploma importante outorgado por uma universidade de prestígio.

Salvo ocorra uma enorme surpresa por parte de Elisabeth Teissier, é claro que suas intenções e as de Sokal são radicalmente diferentes. Determinados procedimentos, no entanto, são idênticos. Sokal recheava seu texto com citações fora de propósito e com nomes de autores célebres, sem jamais esquecer de elogiar os editores de Social Text; da mesma forma, Teissier mobiliza uma plêiade de autores na moda, dando um lugar de destaque a seu orientador, o professor Michel Maffesoli. Como Sokal, ela fundamenta sua tese principalmente na idéia relativista segundo a qual a ciência “oficial” seria apenas um discurso entre outros, discurso certamente inferior a um conhecimento mais totalizante, que ela chama de “ciência régia dos astros”.

A inutilidade do empirismo

Ela fundamenta sua tese na idéia de que a ciência “oficial” seria só um discurso entre outros, inferior ao que ela chama de “ciência régia dos astros”

Essa ambigüidade, ou melhor, essa confusão em torno da palavra “ciência” permite ao sociólogo Alain Touraine desculpar Teissier por ter “afirmado que a astrologia é uma ciência”. “É verdade”, constata ele, “que ela define a astrologia como ciência humana”, afirmação que ele desqualifica porque, em sua opinião, a astrologia “provém das ciências naturais – que a rejeitam”. Touraine conclui que Teissier não dedicou sua tese a uma falsa ciência, como se afirma: “Ela só a dedicou a ela mesma2.” Evidentemente, a tese contém essencialmente a narrativa das aventuras de Teissier, seus desentendimentos com a mídia, suas “revelações”, suas relações com personagens importantes, e sobretudo sua apreciação subjetiva dos fatores que proporcionam o fascínio pela astrologia ou sua rejeição. Mas, ao falar de si própria, ao longo de umas 900 páginas da tese, a interessada proclama que seu objetivo é restaurar a antiga condição dessa “ciência régia dos astros”, enquanto matéria ministrada na França na universidade.

Com esse objetivo, e contrariamente ao que declara Alain Touraine, ela afirma continuamente a cientificidade da astrologia. À página 765, por exemplo, diz ela: “As teorias astrológicas deveriam, portanto, ter a condição de teorias científicas, uma vez que são falsificáveis pela observação, pela estatística.” No entanto, apesar de se referir várias vezes às estatísticas de Michel Gauquelin – que procurou estabelecer uma ligação entre o planeta Marte e o destino dos campeões esportivos –, não se manifesta sobre o estudo detalhado que as contesta, estudo fundamentado em um protocolo aceito pelo próprio Gauquelin3. A inutilidade das provas empíricas fica evidente, no caso de Tessier, quando se lê, à página 127, o horóscopo que ela apresenta de André Malraux, cujo talento particular seria “provavelmente herdado de vidas anteriores (esta, pelo menos, é a teoria de alguns astrólogos, entre os quais me incluo)”.

O “fascínio” e a “rejeição”

Teissier proclama que seu objetivo é restaurar a antiga condição dessa “ciência régia dos astros” enquanto matéria ministrada na universidade francesa

Bem mais do que uma ciência entre outras, a astrologia seria uma espécie de ciência do todo, que explicaria os sistemas filosóficos e religiosos, como, por exemplo, “o marxismo, o spinozismo, o luteranismo, a psicanálise freudiana ou jungiana etc.”, uma vez que estes estão “em correspondência com seus autores por meio da sua personalidade”. Conclui-se então, à página 11, que “a astrologia, enquanto ciência por excelência da caracterologia, explicava a diferença e a variedade de uns e de outros”.

Tais exemplos, que podem ser multiplicados a gosto4, revelam a característica muito particular dessa “tese de sociologia”.

A abrangência do escândalo pode não ser evidente para quem não tenha tido a oportunidade de consultar essa tese, uma apologia da astrologia desprovida da menor tentativa de argumentação sistemática. Afirmando tratar da epistemologia do fascínio/rejeição, Teissier considera como estabelecida sua versão da astrologia e só aplica seu ceticismo ao que ela caracteriza como atitudes de “fascínio” e de “rejeição”, analisadas de maneira subjetiva. Não há método, nem pesquisa sistemática e, principalmente, nenhum rigor ou distanciamento em relação ao assunto tratado.

Hostilidade à racionalidade

Ela refere-se várias vezes a Michel Gauquelin – que procurou estabelecer uma ligação entre o planeta Marte e o destino dos campeões esportivos

As normas mínimas de um trabalho acadêmico (exatidão das citações e das referências) não são respeitadas. A tese se inicia com uma citação de Einstein a favor da astrologia, apresentada sem referência e sem que nada garanta que não tenha sido totalmente inventada. Em sua argüição, o professor Maffesoli se extasia diante de “uma importante bibliografia que abrange mais de 600 títulos”. Ao contrário: ele deveria ter ficado preocupado com esse detalhe5.

O “caso” suscita vários problemas de base para quem queira que o trabalho intelectual contribua, por meio de uma melhor compreensão do mundo, para sua transformação. O primeiro é a relação com a objetividade e a verdade. Na esquerda intelectual, uma desconfiança sadia para com os excessos tecnológicos, com a autoridade e com as hierarquias propiciou, ao longo das últimas décadas, uma hostilidade crescente diante de noções tais como a racionalidade ou a ciência, identificadas com “o poder6”. Esse anti-intelectualismo, que também pode ser encontrado às vezes entre quem não se recusa a ocupar funções intelectuais de prestígio, leva muito freqüentemente a não distinguir razão e demência, sentido e falta de sentido, busca da verdade e discurso desordenado e sem sentido7.

“Para além das aparências”

Teissier apresenta o horóscopo do escritor André Malraux, cujo talento particular seria “provavelmente herdado de vidas anteriores”

Quando Alan Sokal escrevia, em seu pastiche burlesco, que a ciência “não pode visar a uma condição epistemológica privilegiada com relação às narrativas contra-hegemônicas originárias de comunidades dissidentes ou marginalizadas”, exprimia, em jargão pós-moderno, a idéia – também pós-moderna – de que a distinção entre ciência e pseudo-ciência seria um simples “efeito de poder”. É aí que está a raiz do problema: a astrologia não é rejeitada pela ciência “oficial” por decreto ou por causa de um a priori materialista, mas porque os astrólogos foram incapazes de fornecer provas empíricas sólidas em apoio a suas teorias – apesar dessa “ciência régia” existir há séculos e ter sido examinada com simpatia, ao menos no passado, por muitos cientistas. Só num terreno intelectual que mistura indiferença com relação à objetividade e ausência de espírito crítico para com pseudo-ciências é que uma tese como a de Teissier pôde ser aceita.

Tal desenvoltura é auto-destrutiva, em especial para a esquerda. Na verdade, quer se trate dos efeitos sociais da instauração de uma economia de mercado na Rússia, dos efeitos da ascensão do neoliberalismo sobre o crescimento mundial e sobre a renda real da população pobre dos países ricos8, da ligação entre a escravidão da dívida e a incapacidade dos países pobres em garantir tratamento de saúde para a população, do papel da Alemanha e dos Estados Unidos na destruição da ex-Iugoslávia, ou ainda do boicote contra o Iraque, só uma análise objetiva, baseada numa atitude bastante próxima daquela adotada na ciência e ousando avançar “para além das aparências”, pode fornecer uma base intelectual sólida a uma crítica social radical.

Os feudos do serviço público

A astrologia seria uma ciência do todo, que explicaria, por exemplo, “o marxismo, o spinozismo, o luteranismo, a psicanálise freudiana, jungiana etc.”

Se, por outro lado, numa sociedade em que os meios de informação – ou, mais exatamente, de desinformação – estão concentrados nas mãos dos poderosos, nos contentarmos em escutar os “atores sociais” contarem sua própria visão das coisas, ficaremos inevitavelmente prisioneiros das ilusões que satisfazem o poder: entre milhões de subjetividades, uma hierarquia vai forçosamente se impor; se não for pelo respeito aos métodos científicos, será pelas “relações”, o dinheiro, a moda, a mídia... E pela Universidade do futuro, caso ela estivesse disposta a outorgar um doutorado a quem já se beneficia com tudo isso e chega à defesa da tese acompanhado(a) de seu assessor de imprensa.

O segundo problema suscitado pelo caso Teissier refere-se à defesa do serviço público e do ensino. Os progressistas não podem se contentar em agitar a ameaça (bem real) da privatização, fechando os olhos para a existência, no interior dos serviços públicos, de uma série de feudos que só agem de acordo com sua opinião e fornecem aos neoliberais os melhores argumentos em favor das privatizações. Na universidade e nos órgãos de pesquisa, muitos departamentos, ao invés de estarem a serviço do público, são geridos como se fossem propriedade privada dos que os controlam. Ora, no caso Teissier, a exigência de serviço público teria exigido que a banca fosse composta por, pelo menos, uma pessoa que tivesse uma visão crítica da tese, ou consultasse um astrônomo ou um cientista especializado em astrologia9.

Reconstruindo a crítica política

Em sua tese, não há método, nem pesquisa sistemática e, principalmente, nenhum rigor ou distanciamento em relação ao assunto tratado

Às vezes, a tese de Elisabeth Teissier é defendida em nome do pluralismo universitário. Isso mostra uma certa confusão no debate. À esquerda, há uma oposição legítima a um elitismo que reduziria o ensino a uma corrida implacável ao diploma, que supostamente selecionaria os melhores (na versão republicana desse elitismo, exige-se somente que as oportunidades no ponto de partida sejam iguais para todos). Mas a revolta contra tal competição não deveria degenerar em aceitação de tudo e de qualquer coisa.

O ideal democrático no ensino não é a eliminação implacável dos “perdedores”, nem a demagogia que se recusa a distinguir entre o verdadeiro e o falso. Consiste em exigir que cada um possa ir até o fim de suas possibilidades e de suas aspirações, independentemente de suas origens, admitindo que as possibilidades e as aspirações possam diferir de um indivíduo para o outro. Estamos com certeza muito longe desse ideal, de tal forma que nenhuma mudança circunscrita ao ensino pode permitir atingi-lo: ele entra em conflito com os ideais dominantes da concorrência e do produtivismo. Mas mudanças que, graças ao ensino, permitiriam difundir o saber e o espírito crítico, podem resultar em efeitos favoráveis. Conviria ainda não confundir generalização do saber com desvalorização dos diplomas.

Se o “caso Teissier” provocar um sobressalto do mundo universitário, questionando não somente a aceitação da tese, mas também a base de confusões que a tornou possível, então Elisabeth Teissier e o professor Maffesoli, seu orientador, terão prestado serviço tanto à ciência como à razão. Sem esquecer a reconstrução de uma crítica política simultaneamente radical e racional. (Trad.: Regina Salgado Campos)




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