Jornalismo Crítico | Biblioteca e Edição Brasileira | Copyleft | Contato | Participe! |
Uma iniciativa


» Internet: liberdade é controle

» O capitalismo como imensa coleção de perguntas

» Assim os laboratórios torturam animais

» Bolsonaro, o anacronismo genial-idiota

» 10 mandamentos para as elites impenitentes

» As explosões que abalaram a Arábia Saudita

» O que são os “Laboratórios do Comum”

» Trump e Bolsonaro: em busca dos porquês

» Legalidade não faz jus a Brizola

» Como a Estônia concretizou o passe livre

Rede Social


Edição francesa


» Depuis 2010, la majorité de la population est urbaine

» Match démographique : Urugay-Paraguay

» Match démographique : Uruguay-Paraguay

» Chaos postsoviétique

» Richesse et population, un monde à double face

» Machines hostiles

» Refaire le monde à coups de bistouri

» Libye, l'appel du devoir

» La gauche française bute sur l'Europe

» Fédéralisme à l'allemande et évolutions politiques


Edição em inglês


» An end to Mediterranean standoffs?

» The logs of war

» Benjamin Netanyahu, best friend of the far right

» September: the longer view

» Afghan peace talks: Trump tweets, Taliban fights

» An inexhaustible myth in times of extreme adversity

» What happened to social solidarity?

» Sudan: conflict, violence and repression

» Russia's appointed billionaires

» Another end is possible


Edição portuguesa


» Edição de Setembro de 2019

» Portugal não pode parar?

» Quem elegeu Ursula von der Leyen?

» Edição de Agosto de 2019

» Plural e vinculado à esquerda

» Os talibãs de São Francisco

» Edição de Julho de 2019

» Inconsistências (ou o sono da razão?)

» Comércio livre ou ecologia!

» Edição de Junho de 2019


RELIGIÃO

Quatro séculos de perseguições

Imprimir
Enviar

Ler Comentários
Compartilhe

Os mennonitas são descendentes dos anabatistas, seita alemã originária da Saxônia que, além do batismo de adultos após a conversão, reivindicava a abrangência da Reforma no plano social, por meio da coletivização dos bens

Bernard Cassen - (01/08/2001)

O termo “mennonita” foi usado pela primeira vez em 1544, derivado do nome de Menno Simons, um ex-pregador católico, holandês, que se tornou batista

Ser mennonita significa pertencer a uma congregação evangélica mennonita, inscrita no movimento da Reforma, do século XVI, cujas principais personagens foram Lutero (1483-1546), Calvino (1509-1564) e Ulrich Zwingli (1483-1531). O termo “mennonita” foi usado pela primeira vez em 1544, derivado do nome de Menno Simons (1496-1561), um ex-pregador católico, holandês, que se tornou batista – ou seja, partidário de que o batismo não fosse ministrado às crianças recém-nascidas, mas aos crentes, confirmados com base em sua fé pessoal.

Os mennonitas podem ser considerados descendentes dos anabatistas, seita alemã originária da Saxônia, desenvolvida em torno de Thomas Muntzer, que, além do batismo de adultos após a conversão, reivindicava a abrangência da Reforma no plano social, por meio da coletivização dos bens. Veementes adversários de Lutero, os anabatistas foram perseguidos e levaram sua fé para o sul da Alemanha, onde participaram da guerra dos camponeses e foram esmagados em 1525. Os sobreviventes ocuparam a cidade de Munster, onde fundaram um reino do Sião Comunitário (1532-1535). Após serem militarmente derrotados, sofreram uma violenta repressão.

Migrações constantes

Veementes adversários de Lutero, os anabatistas foram perseguidos e levaram sua fé para o sul da Alemanha, onde participaram da guerra dos camponeses

Menno Simons discordou de Zwingli sobre a questão da simbiose entre Igreja e Estado, mas não acompanhou os revolucionários de Munster. Organizou, na Suíça, o chamado Movimento da Reforma Radical, cujos princípios são: a autoridade suprema da bíblia, o batismo com base na profissão de fé consciente, o pacifismo, a recusa do juramento ou do uso de armas e a separação total entre Igreja e Estado.

Desde os tempos de Carlos V, passando por Lutero e Zwingli e até Stalin, os mennonitas – assim como todos os anabatistas – foram vítimas de constantes perseguições que causaram a morte de centenas de milhares de pessoas. Seus quatro séculos de história caracterizam-se por um movimento migratório constante – da Holanda para a Alemanha, e depois para a Polônia, Ucrânia, Sibéria, Canadá, Estados Unidos, México e América do Sul (Bolívia, Brasil, Uruguai e Paraguai). Calcula-se, atualmente, que existam 700 mil mennonitas (batizados) no mundo (o que significa vários milhões de pessoas, com suas famílias). Desse total, mais de 350 mil vivem nos Estados Unidos (entre eles, os amish), onde fica a sede de sua organização mundial: o Comitê Central Mennonita. (Trad.: Jô Amado)

Desde os tempos de Carlos V, passando por Lutero, Zwingli e Stalin, os mennonitas foram vítimas de constantes perseguições

Desde os tempos de Carlos V, passando por Lutero e Zwingli e até Stalin, os mennonitas – assim como todos os anabatistas – foram vítimas de constantes perseguições que causaram a morte de centenas de milhares de pessoas. Seus quatro séculos de história caracterizam-se por um movimento migratório constante – da Holanda para a Alemanha, e depois para a Polônia, Ucrânia, Sibéria, Canadá, Estados Unidos, México e América do Sul (Bolívia, Brasil, Uruguai e Paraguai). Calcula-se, atualmente, que existam 700 mil mennonitas (batizados) no mundo (o que significa vários milhões de pessoas, com suas famílias). Desse total, mais de 350 mil vivem nos Estados Unidos (entre eles, os amish), onde fica a sede de sua organização mundial: o Comitê Central Mennonita. (Trad.: Jô Amado)




Fórum

Leia os comentários sobre este texto / Comente você também

BUSCA

» por tema
» por país
» por autor
» no diplô Brasil

BOLETIM

Clique aqui para receber as atualizações do site.

Destaques

» O planeta reage aos desertos verdes
» Escola Livre de Comunicação Compartilhada
» Armas nucleares: da hipocrisia à alternativa
» Dossiê ACTA: para desvendar a ameaça ao conhecimento livre
» Do "Le Monde Diplomatique" a "Outras Palavras"
» Teoria Geral da Relatividade, 94 anos
» Para compreender a encruzilhada cubana
» Israel: por trás da radicalização, um país militarizado
» A “América profunda” está de volta
» Finanças: sem luz no fim do túnel
Mais textos