Jornalismo Crítico | Biblioteca e Edição Brasileira | Copyleft | Contato | Participe! |
Uma iniciativa


» A desigualdade brasileira posta à mesa

» Fagulhas de esperança na longa noite bolsonarista

» 1 de setembro de 2020

» O fim do mundo e o indiscreto racismo das elites

» O milagre da multiplicação de bilhões — para os bancos

» Movimento sindical em tempos de tormenta

» 31 de agosto de 2020

» A crucificação de Julian Assange

» Nuestra America: os cinco séculos de solidão

» Ir além do velho mundo: lições da pandemia

Rede Social


Edição francesa


» Devoir de réserve, un effet d'intimidation

» La Pologne s'accroche à son charbon

» Le miasme et la jeune fille

» L'énigme de « La Coubre »

» Au Canada, la fin de la résignation pour les peuples autochtones

» Jean Cavaillès, une pensée explosive

» Au Rwanda, la tradition instrumentalisée

» Les municipalités laissent mourir les centres de santé

» Samsung ou l'empire de la peur

» Main basse sur l'eau des villes


Edição em inglês


» China: its rise and rise

» China leads the 5G race

» South Korea's feminists fight back

» The biosecurity myth

» The Huawei war

» Moscow's Active Citizens

» Greater Moscow's unsure future

» Golden age of coal turns to black dust

» For those in peril on the sea

» China's outlaw fishermen


Edição portuguesa


» Um resultado que ninguém aceitará

» Edição de Outubro de 2020

» Distâncias à mesa do Orçamento

» Falsas independências

» Trabalho na cultura: estatuto intermitente, precariedade permanente?

» RIVERA

» Edição de Setembro de 2020

» Cuidar dos mais velhos: por uma rede pública e universal

» Restauração em Washington?

» Cabo Delgado: névoa de guerra, tambores de internacionalização


RELIGIÃO

Quatro séculos de perseguições

Imprimir
enviar por email

Ler Comentários
Compartilhe

Os mennonitas são descendentes dos anabatistas, seita alemã originária da Saxônia que, além do batismo de adultos após a conversão, reivindicava a abrangência da Reforma no plano social, por meio da coletivização dos bens

Bernard Cassen - (01/08/2001)

O termo “mennonita” foi usado pela primeira vez em 1544, derivado do nome de Menno Simons, um ex-pregador católico, holandês, que se tornou batista

Ser mennonita significa pertencer a uma congregação evangélica mennonita, inscrita no movimento da Reforma, do século XVI, cujas principais personagens foram Lutero (1483-1546), Calvino (1509-1564) e Ulrich Zwingli (1483-1531). O termo “mennonita” foi usado pela primeira vez em 1544, derivado do nome de Menno Simons (1496-1561), um ex-pregador católico, holandês, que se tornou batista – ou seja, partidário de que o batismo não fosse ministrado às crianças recém-nascidas, mas aos crentes, confirmados com base em sua fé pessoal.

Os mennonitas podem ser considerados descendentes dos anabatistas, seita alemã originária da Saxônia, desenvolvida em torno de Thomas Muntzer, que, além do batismo de adultos após a conversão, reivindicava a abrangência da Reforma no plano social, por meio da coletivização dos bens. Veementes adversários de Lutero, os anabatistas foram perseguidos e levaram sua fé para o sul da Alemanha, onde participaram da guerra dos camponeses e foram esmagados em 1525. Os sobreviventes ocuparam a cidade de Munster, onde fundaram um reino do Sião Comunitário (1532-1535). Após serem militarmente derrotados, sofreram uma violenta repressão.

Migrações constantes

Veementes adversários de Lutero, os anabatistas foram perseguidos e levaram sua fé para o sul da Alemanha, onde participaram da guerra dos camponeses

Menno Simons discordou de Zwingli sobre a questão da simbiose entre Igreja e Estado, mas não acompanhou os revolucionários de Munster. Organizou, na Suíça, o chamado Movimento da Reforma Radical, cujos princípios são: a autoridade suprema da bíblia, o batismo com base na profissão de fé consciente, o pacifismo, a recusa do juramento ou do uso de armas e a separação total entre Igreja e Estado.

Desde os tempos de Carlos V, passando por Lutero e Zwingli e até Stalin, os mennonitas – assim como todos os anabatistas – foram vítimas de constantes perseguições que causaram a morte de centenas de milhares de pessoas. Seus quatro séculos de história caracterizam-se por um movimento migratório constante – da Holanda para a Alemanha, e depois para a Polônia, Ucrânia, Sibéria, Canadá, Estados Unidos, México e América do Sul (Bolívia, Brasil, Uruguai e Paraguai). Calcula-se, atualmente, que existam 700 mil mennonitas (batizados) no mundo (o que significa vários milhões de pessoas, com suas famílias). Desse total, mais de 350 mil vivem nos Estados Unidos (entre eles, os amish), onde fica a sede de sua organização mundial: o Comitê Central Mennonita. (Trad.: Jô Amado)

Desde os tempos de Carlos V, passando por Lutero, Zwingli e Stalin, os mennonitas foram vítimas de constantes perseguições

Desde os tempos de Carlos V, passando por Lutero e Zwingli e até Stalin, os mennonitas – assim como todos os anabatistas – foram vítimas de constantes perseguições que causaram a morte de centenas de milhares de pessoas. Seus quatro séculos de história caracterizam-se por um movimento migratório constante – da Holanda para a Alemanha, e depois para a Polônia, Ucrânia, Sibéria, Canadá, Estados Unidos, México e América do Sul (Bolívia, Brasil, Uruguai e Paraguai). Calcula-se, atualmente, que existam 700 mil mennonitas (batizados) no mundo (o que significa vários milhões de pessoas, com suas famílias). Desse total, mais de 350 mil vivem nos Estados Unidos (entre eles, os amish), onde fica a sede de sua organização mundial: o Comitê Central Mennonita. (Trad.: Jô Amado)




Fórum

Leia os comentários sobre este texto / Comente você também

BUSCA

» por tema
» por país
» por autor
» no diplô Brasil

BOLETIM

Clique aqui para receber as atualizações do site.

Destaques

» O planeta reage aos desertos verdes
» Escola Livre de Comunicação Compartilhada
» Armas nucleares: da hipocrisia à alternativa
» Dossiê ACTA: para desvendar a ameaça ao conhecimento livre
» Do "Le Monde Diplomatique" a "Outras Palavras"
» Teoria Geral da Relatividade, 94 anos
» Para compreender a encruzilhada cubana
» Israel: por trás da radicalização, um país militarizado
» A “América profunda” está de volta
» Finanças: sem luz no fim do túnel
Mais textos