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DOSSIÊ RIQUEZA

“A parte do leão”

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Dirigentes políticos ocidentais dão a entender que a liberalização do mercado de capitais teve por objetivo irrigar os países do Terceiro Mundo com prosperidade e alegria. Segundo o FMI, essa irrigação é dirigida para os Estados Unidos

Serge Halimi - (01/09/2001)

Segundo o FMI, os EUA “beneficiaram-se, no ano 2000, de 64% das exportações líquidas de capitais, contra 35%, em média, entre 1992 e 1997”

Somam-se e acumulam-se notícias da área econômica que demonstram que a imprecisão de certas análises e previsões nem sempre é desinteressada. Na França e nos Estados Unidos, por exemplo, em nome de excedentes e bônus fiscais adicionais, não previstos no orçamento, foi reduzido – sem qualquer discussão – o imposto dos mais ricos. Depois, é claro, como os excedentes previstos se irão evaporar à medida que o ritmo da economia diminuir, cortam-se as despesas da área social. Com a esperança de restabelecer, dessa forma, um equilíbrio orçamentário já comprometido por gentilezas fiscais que poderiam nem ser questionadas, caso não fossem dirigidas com tanta precisão1.

Também as exportações de capitais internacionais foram dirigidas com bastante precisão. Alguns dirigentes políticos ocidentais, às vezes dão a entender que a liberalização do mercado de capitais teve por único e exclusivo objetivo o de permitir-lhes irrigar os países do Terceiro Mundo, semeando-os com prosperidade e alegria. No entanto, o Fundo Monetário Internacional (FMI) acaba de revelar a identidade desse país tão necessitado, rumo ao qual convergem as esmolas do mundo inteiro. Os Estados Unidos – pois é, naturalmente, desse país que se trata –, segundo o FMI, “beneficiaram-se, no ano 2000, de 64% das exportações líquidas de capitais, contra 60% em 1999 e cerca de 35%, em média, entre 1992 e 19972”. Embora raramente inspirado do ponto de vista semântico, o FMI fala da “parte do leão”.

Moral: pode ser que todo mundo esteja equivocado, mas assim mesmo é preferível ser rico e norte-americano.
(Trad.: Jô Amado)




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