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ERA DAS GUERRAS ASSIMÉTRICAS

Imagens falsamente verdadeiras

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O papel dos meios de comunicação num evento de proporções maiores quase sempre é questionado. Foi esse o caso das imagens de jovens palestinos comemorando os atentados em Nova York e Washington: até imagens reais podem “mentir”

(01/10/2001)

Algumas horas após o atentado, várias emissoras de televisão divulgavam uma reportagem sobre Jerusalém Oriental mostrando palestinos, sobretudo crianças, comemorando a ação dos terroristas em Nova York e em Washington. Mostradas incessantemente no mundo inteiro, essas imagens passavam a idéia de que os palestinos, em massa, aprovavam os ataques.

Para se contrapor eficazmente à “imagem negativa”, inúmeros grupos favoráveis à causa palestina difundiram, pela Internet, a seguinte informação: as cenas eram da… guerra do Golfo. No entanto, após verificação, viu-se que era, realmente, uma equipe da Reuters que havia feito o filme no dia 11 de setembro de 2001. Mas, apesar disso, seriam essas imagens “verdadeiras”? Não. Porque a atitude de uns poucos, colocada em destaque, não refletia a opinião pública palestina. O consulado norte-americano em Jerusalém recebeu milhares de cartas e de fax de condolências de indivíduos e de organizações palestinas. Mas não havia ninguém para filmar...

“A maioria das pessoas [palestinos] expressava dor e tristeza. Estavam ofendidas e furiosas com os ataques” relata Andy Clarno, que estava em Gaza

Andy Clarno, um norte-americano que estava em Gaza na tarde de 11 de setembro, relata as reações à volta dele: “De repente, o mundo parou de girar. Chocados e incrédulos, todos nos precipitamos para um aparelho de televisão. Durante horas, assistimos à CNN ou Al-Jazira. Com o resto do mundo, vimos com horror os edifícios desabarem. Sentimos uma mistura inexplicável de medo, de repulsa, de raiva, de frustração, de tristeza e de confusão (…). A maioria das pessoas expressava sua dor e sua tristeza. Estavam ofendidas e furiosas contra os ataques.” Mas não havia ninguém para filmar... Até imagens “verdadeiras” podem mentir.

“Quem são os inocentes?”

Jean-Claude Casanova (diretor de Commentaires): - “Quando vejo, nas pesquisas de opinião nos Estados Unidos, que 70% dos norte-americanos dizem que é justo atingir inocentes, considero isso uma forma de estupidez.”

John Vinocur (editorialista do International Herald Tribune): - “Quem são os inocentes? Isso me desconcerta um pouco, em tempo de guerra. A distinção que você faz é tão sofisticada e de tal modo complicada, que vai além de minha capacidade. Talvez eu não tenha nível intelectual para compreendê-la.”

(Comentários feitos durante o programa “L’esprit public”, da France Culture, em 16 de setembro de 2001)

Restringir as liberdades públicas:

“O importante, do ponto de vista da segurança interna, é que é preciso reavaliar completamente nossa opinião sobre os ativistas. Até agora, adotou-se um tratamento orientado exclusivamente em termos de ordem pública: enquanto os líderes não criam desordem, temos uma grande tolerância em relação a suas atividades políticas. Ora, sabe-se que, entre a constituição de uma retaguarda política e o desenvolvimento de um movimento armado, há uma fase de latência muito longa. É necessário, portanto, voltar à noção, abandonada rápido demais, de atentado à segurança do Estado e sermos capazes de reprimir atividades perfeitamente tranqüilas, na aparência, mas perigosas e ligadas com zonas externas de conflitos” (Jean Christophe Rufin, “La menace intérieure”, Le Figaro, 15-16 de setembro de 2001)
(Trad.: Iraci D. Poleti)




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