Jornalismo Crítico | Biblioteca e Edição Brasileira | Copyleft | Contato | Participe! |
Uma iniciativa


» Gilvan, trabalho e sono no capitalismo periférico

» Por um imposto global sobre as transnacionais

» As eleições 2020 na encruzilhada brasileira

» Cinema: Os últimos soldados da Guerra Fria

» A eleição mais árdua de Evo Morales

» Reviravolta no Oriente Médio: os curdos podem resistir

» Atualismo: assim percebemos o tempo no século XXI

» Porto ameaça cartão-postal amazônico

» Banco Mundial, parceiro de maldades de Bolsonaro

» Por que os EUA traíram a guerrilha curda

Rede Social


Edição francesa


» Un journalisme de racolage

» Une Europe des citoyens

» Ces dures grèves des ouvriers américains

» 17 octobre 1961 : rendez-vous avec la barbarie

» La gauche dans son ghetto, la droite à la radio

» Les médias américains délaissent le monde

» Fruits et légumes au goût amer

» La Bolivie dans l'étau du néolibéralisme

» La crise suscite de sérieux remous en Irak et relance la guerre froide en Proche-Orient

» Les rivalités entre Washington, Moscou et Pékin


Edição em inglês


» Iraq's demographic time bomb

» October: the longer view

» Socialism resurgent?

» Power to decide who's guilty

» East Germany's loyal returnees

» Ankara realpolitik

» South Africa's lands must be shared

» Turkey's rival Islamists

» Argentina's unlikely presidential duo

» Reversing the polarities


Edição portuguesa


» A crise catalã nasceu em Madrid

» Quantas divisões há entre os curdos?

» Edição de Outubro de 2019

» Estabilidade para quem?

» Washington contra Pequim

» Edição de Setembro de 2019

» Portugal não pode parar?

» Quem elegeu Ursula von der Leyen?

» Edição de Agosto de 2019

» Plural e vinculado à esquerda


MACEDÔNIA

Riscos e perigos nos Bálcãs

Imprimir
enviar por email

Ler Comentários
Compartilhe

Enquanto um certo nacionalismo macedônio exaltou o “sonho estatal” – finalmente realizado com o fim da Iugoslávia –, os albaneses da Macedônia nunca consideraram a República independente, a não ser como um acidente temporário da história

Jean-Arnault Dérens - (01/10/2001)

Os objetivos de cada uma das partes envolvidas – a guerrilha albanesa, o governo e a comunidade internacional – não são necessariamente os declarados

“Ainda existe alguém que não minta neste país?”, pergunta, apavorado, um intelectual de Skopje. Desde que se produziram os primeiros choques na Macedônia, em fevereiro de 2001, a pequena república tornou-se, na realidade, o alvo de uma série de mal-entendidos em que as jogadas mais surpreendentes não podem ser excluídas, uma vez que os objetivos reais de cada uma das três partes envolvidas na crise – a guerrilha albanesa, o governo do país e a comunidade internacional – não são necessariamente aqueles que são declarados.

Oficialmente, o Exército de Libertação Nacional albanês – cuja sigla, UCK, é idêntica à do Exército de Libertação do Kosovo – repudia qualquer tentação separatista, afirmando só lutar pela ampliação dos direitos de que usufrui a minoria albanesa na Macedônia1. Estonteada pelo sucesso obtido no Kosovo, toda uma tendência radical do nacionalismo acredita, no entanto, que chegou a hora de realizar o velho sonha de união de todas as terras albanesas dos Bálcãs. Os partidos albaneses legais da Macedônia – o Partido Democrático Albanês (PDSh), de Arben Xhaferi, que participa do governo desde 1998, e o Partido da Prosperidade Democrática (PPD), que passou a fazer parte dele por ocasião da formação da coalizão de “união nacional”, em maio deste ano – utilizam constantemente uma dupla linguagem. O PDSh, por exemplo, empenha-se em manter a solidariedade governamental, procurando não deixar de se solidarizar com uma guerrilha que conta com o apoio da opinião pública albanesa. O partido de Xhaferi optou por assumir uma posição de intermediário entre a guerrilha e as autoridades de Skopje. Aliás, suas reivindicações coincidem exatamente com as posições oficiais do UCK.

Um “sonho” nacionalista

Mas será que se trata de uma luta por “direitos”? Legalmente, os albaneses da Macedônia dispõem de vantagens e garantias que muitas minorias nacionais poderiam invejar. O seu evidente mau funcionamento – sub-representação dos albaneses no governo e na polícia, por exemplo – origina-se tanto de eventuais atitudes discriminatórias quanto dos comportamentos sociológicos da comunidade albanesa, menos atraída pelo serviço público do que os macedônios. Uma modificação das estruturas jurídicas e constitucionais não será suficiente para mudar essa situação, mesmo se o uso oficial e administrativo da língua albanesa se tornar possível. O problema refere-se muito mais à legitimidade contestada do próprio Estado.

A fragmentação Iugoslávia acarretou uma ruptura do espaço albanês e as comunidades albanesas nunca admitiram a legitimidade das novas fronteiras

Na época iugoslava, os albaneses da Macedônia moravam, estudavam e trabalhavam na órbita do Kosovo e de Pristina. A fragmentação da Federação acarretou uma ruptura desse espaço albanês da Iugoslávia, e as comunidades albanesas da Macedônia e do vale de Presevo, no sul da Sérvia, nunca admitiram a legitimidade das novas fronteiras. Enquanto um certo nacionalismo macedônio exaltou o “sonho estatal” finalmente realizado, os albaneses da Macedônia nunca consideraram a República independente, a não ser como um acidente temporário da história.

A “reunificação” da Macedônia

Todos os dirigentes macedônios – sejam eles originários da direita nacionalista do VMRO-DPMNE, como o presidente da República, Boris Trajkovski, e seu primeiro-ministro, Ljupco Georgievski, ou da oposição social-democrata, que entrou na coalizão governamental no mês de maio – declaram que lutam pela defesa da integridade territorial da pequena República. No entanto, a gestão da crise fez surgirem duas alas bem diferenciadas no interior do VMRO-DPMNE. Se o presidente Trajkovski parece sinceramente empenhado numa solução negociada, o primeiro-ministro não hesitou em assumir o comando dos “falcões”. Essa diferenciação poderia encobrir visões do futuro do país completamente diferentes. Historicamente, o VMRO, herdeiro do Movimento de Libertação Nacional formado contra o invasor otomano no final do século XIX, reivindica a identidade búlgara do povo eslavo da Macedônia. Na década de 30, uma luta interna violenta opôs a ala pró-búlgara do VMRO à corrente favorável a uma Macedônia independente.

O VMRO atualmente no poder em Skopje não é senão uma das ramificações dessa corrente histórica. Contam-se duas organizações com o nome de VMRO na Bulgária, na região da chamada Macedônia do Pirin2, que disputam o patriotismo búlgaro. O programa oficial do VMRO-DPMNE reivindica a “reunificação” da Macedônia, por meio da junção dos territórios atualmente mantidos pela Grécia e a Bulgária, sempre declarando o caráter nacional específico dos macedônios. A ala mais nacionalista do VMRO-DPMNE, no entanto, continua sensível às velhas sereias búlgaras, e desconfia-se que Georgievski faça jogo duplo, levando à radicalização do conflito para acelerar uma divisão do país. Uma vez “livre” da questão albanesa, uma Macedônia amputada de uma quarta parte – a sua região noroeste – formaria um território em que os eslavos macedônios seriam maioria esmagadora, admitindo mesmo que essa “pequena” Macedônia se incorporasse, finalmente, à Bulgária.

Eventuais ambições búlgaras

Todos os dirigentes macedônios – da direita aos social-democratas – declaram que lutam pela defesa da integridade territorial da pequena República

Depois de proclamar, durante dez anos, seu empenho na salvaguarda da integridade territorial da Macedônia, a comunidade internacional parece, por sua vez, incapaz de sair de uma política errática na gestão da crise macedônia. Os principais resultados positivos da diplomacia internacional foram de natureza simbólica, como a constituição, pela força, de um governo de unidade nacional perfeitamente incapaz de governar o país, devido a divergências profundas entre os dois partidos macedônios e os dois partidos albaneses que o compõem. Da mesma forma, a missão “Colheita Essencial”, da Otan, tem como objetivo proceder ao desarmamento da guerrilha, mas a Aliança Atlântica estabeleceu o objetivo de apenas recolher 3.500 armas, número considerado ridiculamente baixo pelas autoridades de Skopje, que propõem o de... 60 mil armas! A entrega das armas pelas unidades do UCK desfilando em parada de gala, só conseguiu provocar ainda mais a raiva e a desconfiança dos macedônios, que acusam facilmente a comunidade internacional de parcialidade a favor dos albaneses. A pior hipótese para o futuro da Macedônia seria um reinício dos choques por iniciativa das unidades regulares ou dos grupos paramilitares macedônios, cuja formação se acelera: os albaneses poderiam então denunciar o “extremismo” macedônio, depois de eles mesmos só terem entregue uma pequena parte de seu arsenal.

Da mesma forma que durante a guerra da Bósnia, a comunidade internacional também se mostra muito preocupada com as possibilidades de extensão do conflito para além das fronteiras do país. A imediata solidariedade demonstrada pelas autoridades búlgaras para com os “irmãos” macedônios voltou a estimular especulações sobre eventuais ambições de Sofia. O conflito macedônio compromete de uma só vez vários países, pois o Kosovo serve de retaguarda à guerrilha albanesa da Macedônia e uma ameaça separatista albanesa poderia também se esboçar no Montenegro. Em razão de sua incapacidade em fechar as fronteiras, as tropas internacionais situadas no Kosovo – 42 mil homens neste verão, num território de um pouco mais de 10 mil quilômetros quadrados – alimentaram as desconfianças de todos os países eslavos da região.

O tabu das novas fronteiras

Historicamente, o VMRO, herdeiro da resistência contra o invasor otomano no século XIX, reivindica a identidade búlgara do povo eslavo da Macedônia

Se a comunidade internacional não quis se atribuir os meios de trabalhar eficazmente para a salvaguarda da integridade territorial da Macedônia, as atitudes muitas vezes ambíguas ou contraditórias dos dirigentes albaneses e macedônios tornam ainda mais obscuros os motivos da crise. Xhaferi, por exemplo, permite-se enfatizar que, à custa de modificações em sua condição no país, os albaneses são, na realidade, os únicos defensores da Macedônia, condenando implicitamente as veleidades de partilha de que são suspeitos o primeiro-ministro e seus aliados. É verdade que a Macedônia só pode sobreviver, enquanto Estado, desde que construa uma sociedade plurinacional, mas os dirigentes albaneses denunciam o projeto de Estado “cidadão”, defendido pelo presidente Trajkovski, como uma artimanha para fazer perdurar a dominação eslava. A visão deles tenderia para a criação de um Estado “bissocietário”, baseado no modelo belga, que, no entanto, tem bem poucas chances de ser viável nos Bálcãs. A evolução para uma confederação seria quase certamente o fim da Macedônia, assim como, aliás, a manutenção de um Estado unitário e centralizado, atualmente impossível.

O debate sobre eventuais alterações das fronteiras, no entanto, continua sendo um tema quase tabu em Skopje. Em maio de 2001, o presidente da Academia de Ciências e Artes da Macedônia, Georgi Efremov, foi obrigado a renunciar. Segundo o jornal Vecer, os acadêmicos teriam discutido sobre uma eventual “escambo” de fronteiras, desfazendo-se a Macedônia das regiões do país majoritariamente albanesas, em troca de algumas aldeias macedônias da região de Progradec e de Korca, na Albânia. Efremov desmentiu formalmente ter tido a iniciativa dessa tal discussão, mas a virulência da polêmica revela as preocupações provocadas na Macedônia por qualquer perspectiva de alteração nas fronteiras.

Tentando conciliar o inconciliável

Desconfia-se que o primeiro-ministro Ljupco Georgievski faça jogo duplo, levando à radicalização do conflito para acelerar uma divisão do país

No entanto, essa possibilidade foi a novela de verão em todos os países dos Bálcãs3. Desde o mês de fevereiro passado, Lorde David Owen, ex-emissário europeu na Bósnia, havia proposto um amplo plano de redefinição de fronteiras. A partir de então, surgiram vários projetos. O semanário Reporter, editado na República sérvia da Bósnia, mas amplamente divulgado na Federação Iugoslava, por exemplo, propunha um mapa produzido por um Instituto norte-americano de estudos balcânicos, que não se detinha nas fronteiras da ex- Iugoslávia4. Da Bósnia-Herzegovina só sobraria um micro-Estado muçulmano e o resto do país seria dividido entre a Croácia e um enorme “Estado sérvio” que também abocanharia o norte do Kosovo e todo o Montenegro. Essa “pequena grande Sérvia” tornar-se-ia, desta forma, o pivô da reorganização territorial dos Bálcãs. O outro grande ganhador seria a Albânia, que se apossaria do essencial do Kosovo e do oeste da Macedônia. Fora da ex- Iugoslávia, a parte ocidental da Transilvânia romena voltaria a pertencer à Hungria, enquanto a Turquia recuperaria o distrito de Krcali, uma pequena região do leste da Bulgária povoada, em sua maioria, por populações turcas. Além do Montenegro, destinado a desaparecer, os dois grandes perdedores seriam evidentemente a Bósnia-Herzegovina e a Macedônia, condenadas, tanto uma como a outra, ao esfacelamento.

Depois de tentar conciliar posições inconciliáveis – um único Estado bósnio, mas dividido em duas “entidades”; um Kosovo autônomo, mas continuando ligado à Federação Iugoslava –, seria necessário agora aceitar uma lógica de divisão, contra a qual precisamente a comunidade internacional se havia empenhado. Essa solução de “bom senso” não poderia ser proibida por princípios ultrapassados. Desta maneira, as duas “grandes” questões nacionais dos Bálcãs seriam contempladas: a questão sérvia e a questão albanesa. Em Belgrado, o presidente Vojislav Kostunica, que nunca fez mistério sobre suas convicções nacionalistas, é, de longa data, partidário dessa opinião. No começo do ano, a Iugoslávia pôde finalmente oficializar com a República Srpska da Bósnia as “relações privilegiadas” previstas pelos acordos de Dayton, mas cuja efetivação havia sido suspensa enquanto Slobodan Milosevic estava no poder. Para muitos nacionalistas sérvios, trata-se apenas de uma etapa em direção à unificação da República Srpska com a Sérvia. Quanto ao Montenegro, para esses mesmos nacionalistas, seria uma terra sérvia.

Uma guerra de cem anos?

A lógica da alteração das fronteiras significaria, em primeiro lugar, o desaparecimento dos espaços caracterizados pela coexistência de diferentes grupos nacionais, religiosos ou lingüísticos, em proveito do surgimento de algumas “grandes” nações. Na Macedônia, por exemplo, qualquer diálogo político se baseia num confronto entre macedônios e albaneses, deixando de lado as outras comunidades nacionais do país: os turcos (4% da população total), os de origem cigana (pelo menos 5%), os macedônios muçulmanos etc. Da mesma forma, uma eventual divisão do Kosovo só levaria em consideração as reivindicações sérvias e albanesas, esquecendo as outras pequenas comunidades nacionais que, no entanto, representavam juntas 10% da população total da província por ocasião do recenseamento de 1981!

A pior hipótese para o futuro do país seria o reinício dos combates por iniciativa das tropas regulares ou dos grupos paramilitares macedônios

Há quase dois séculos, a criação de Estados nacionais nos Bálcãs tendeu a fazer desaparecerem as comunidades “intermediárias”, forçadas a se assimilarem aos grupos dominantes de que estavam mais próximas pela língua ou pela religião. Uma nova divisão das fronteiras da região em bases nacionais acabaria por destruir esses últimos vestígios do mosaico humano que caracterizou durante séculos os Bálcãs. Seria essa evolução irreversível? Representaria a formação de Estados nacionais uma passagem obrigatória dos Bálcãs para a modernidade? Isso seria esquecer que um tal processo só poderia ser realizado por meio da guerra. Na Bósnia, a guerra de 1992-1995 não só matou cerca de 200 mil pessoas, como destruiu o espírito de coexistência que caracterizava em primeiro lugar as grandes cidades, como Sarajevo ou Mostar. Da mesma forma, na Macedônia, a verdadeira guerra não ocorrerá por causa de alguns palmos de montanha controlados por guerrilheiros albaneses, e onde a polícia macedônia não ousa de forma alguma se aventurar já há alguns anos. Ela ocorrerá por causa do controle dos espaços mistos, começando pela capital Skopje, ou cidades como Kumanovo, onde convivem as comunidades macedônia (60%), albanesa (20%), sérvia (10%), de origem cigana e valáquios.

Essa perspectiva significaria fazer surgir das ruínas da ex- Iugoslávia três Estados importantes – croata, sérvio e albanês –, quer se reconheça a independência de um “Kosovo redimensionado”, ou este último se una à Albânia. Os países e as cidades sacrificados só poderiam sobreviver como protetorados internacionais de longo prazo, e o traçado dessas novas fronteiras imaginadas tem poucas chances de ser definido pacificamente. Seria, na verdade, bastante ilusório acreditar que uma tal redefinição do mapa dos Bálcãs pudesse ser aprovada por todos os povos interessados. Todos os protagonistas das guerras balcânicas contemporâneas afirmam querer corrigir as injustiças da história, e as novas frustrações criadas por uma redefinição do espaço balcânico justificariam as guerras de amanhã. Em vez da paz duradoura que se prevê, uma ampla redefinição das fronteiras dos Bálcãs poderia, na realidade, mergulhar a região numa guerra de cem anos. Estaria a Macedônia condenada a servir de região teste para essa redefinição “étnica” das fronteiras balcânicas?
(Trad.: Regina Salgado Campos)

1 - Segundo o recenseamento de 1994, supervisionado pelo OSCE, os albaneses representariam 23,8% dos 2,1 milhões de habitantes da Macedônia. Os albaneses, no entanto, pretendem representar até 40% da população do país.
2 - Em 1913, a Macedônia “histórica” foi dividida, cabendo à Sérvia a Macedônia do Vardar (50% do território), à Grécia, a Macedônia do Egeu, e à Bulgária, a Macedônia do Pirin. A República da Macedônia, independente desde 1992, corresponde à Macedônia do Vardar.
3 - Ler “Dans les Balkans, redessiner les frontières est le must de l’été”, Le Temps, 27 de julho de 2001.
4 - Reporter, Banja Luka, 13 de junho de 2001, dossiê “Stare i nove mape za podelu Kosova”.




Fórum

Leia os comentários sobre este texto / Comente você também

BUSCA

» por tema
» por país
» por autor
» no diplô Brasil

BOLETIM

Clique aqui para receber as atualizações do site.

Destaques

» O planeta reage aos desertos verdes
» Escola Livre de Comunicação Compartilhada
» Armas nucleares: da hipocrisia à alternativa
» Dossiê ACTA: para desvendar a ameaça ao conhecimento livre
» Do "Le Monde Diplomatique" a "Outras Palavras"
» Teoria Geral da Relatividade, 94 anos
» Para compreender a encruzilhada cubana
» Israel: por trás da radicalização, um país militarizado
» A “América profunda” está de volta
» Finanças: sem luz no fim do túnel
Mais textos