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ITÁLIA

Por trás de Sílvio Berlusconi, os novos condottieri

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No dia 23 de março, dois milhões de pessoas foram às ruas em Roma, na maior manifestação na Itália depois da Segunda Guerra Mundial. O protesto, além de repudiar o terrorismo, voltou as baterias contra a política do governo Berlusconi, que levou ao poder na Itália uma nova elite, que patrocinou a vampirização da política

Pierre Musso - (01/04/2002)

O capitalismo italiano é dominado por um punhado de famílias, mas cercado por uma multidão dinâmica de pequenas e médias empresas

A publicação da lista que classifica os países da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) segundo o Produto Interno Bruto por habitante é surpreendente: a Itália está antes da Suécia, e a Grã-Bretanha e a França estão relegadas ao 19o lugar1. A península não deixa de apresentar uma das taxas de desemprego mais elevadas: atinge cerca de um jovem italiano em cada três. Dessa forma, muitos observadores tomam consciência de que a Itália é um país rico, e não um membro do “clube mediterrâneo” da Europa, como é definida por alguns adeptos do “capitalismo renano”.

“Capitalismo renano”? O ex-presidente do Conselho Giuliano Amato prefere falar de “capitalismo nanico2”: um sistema dominado por um punhado de famílias, mas cercado por uma multidão dinâmica de pequenas e médias empresas. A Itália, segundo a OCDE, tem “uma estrutura industrial dual. Um pequeno número de grandes empresas coexiste com uma vasta rede de pequenas e médias empresas3”.

Desde meados de 2001, o capitalismo italiano está em plena efervescência. A ascensão à direção do país de Silvio Berlusconi – a maior fortuna do país e a décima-quarta mundial – reflete e acelera essa reorganização: seu governo conta com doze (pequenos) empresários, dentre os vinte e seis ministros. Em resumo, um novo modelo de capitalismo latino se instala por trás desse rei da mídia, que fez toda a sua campanha eleitoral com o tema “presidente-empreendedor”, recorrendo às técnicas do marketing e do gerenciamento.

À primeira vista, o capitalismo italiano parece complexo, entre economia informal e participações cruzadas, mas, no fim das contas, o sistema permanece dominado por um oligopólio nacional de acionistas-financistas.

A era dos “fordistas”

Seria melhor falar de vários capitalismos, combinando diversos sistemas de produção inseridos em territórios identificados

Para ficar mais claro, é preciso inicialmente destacar sua multiplicidade, resultado da história industrial. Mais do que um conjunto unificado, seria melhor falar de vários capitalismos, combinando diversos sistemas de produção inseridos em territórios identificados.

O primeiro modelo, “fordista”, foi implantado na península no final do século XIX e gerou duas Itálias: o noroeste industrial e rico, deixando de lado o sul pobre e agrícola. Esse sistema dotou-se de dois centros, um financeiro e outro industrial.

O centro financeiro foi constituído durante muito tempo por três grandes bancos “mistos”, criados na virada do século XIX para o XX: o Banco Comercial Italiano, o Crédito Italiano e o Banco de Roma, próximo ao Vaticano. Em 1944, eles associaram-se ao Mediobanca, por iniciativa de Enrico Cuccia, regulador do sistema financeiro e patrocinador de todos os negócios da península. Quanto ao centro industrial, ele se compõe da indústria Fiat (automóveis) e da Pirelli (pneus).

As três Itálias

O trio que, durante meio século, conduziu um capitalismo italiano de tipo “fordista”, se esfacelou em junho de 2000

Durante meio século, os dois condottieri industriais, Giovanni Agnelli e Carlo De Benedetti, e mais o dono do Mediobanca, conduziram, portanto, um capitalismo italiano de tipo “fordista”. Mas esse trio se esfacelou em junho de 2000, com o desaparecimento de Cuccia. Começou então uma total reestruturação, revelando uma flexibilidade muito grande do capitalismo transalpino. Já na década de 1970, a partir de pequenas e médias empresas muito dinâmicas, haviam surgido novos condottieri pós-“fordistas” – Gilberto Benetton e Silvio Berlusconi. A partir de então, coexistem três Itálias geo-econômicas:

- o triângulo industrial da região noroeste, com a grande indústria automobilística (Fiat em Turim, Pirelli em Ivrea), em torno da qual se desenvolveu todo um tecido industrial de pequenas e médias empresas empreiteiras;

- a região sul, com características próprias, que Antonio Gramsci já chamava de “questão meridional”: economia latifundiária, pobreza, subvenções, burocracia, atividades mafiosa e informal, realidades que, no entanto, se modificam graças ao dinamismo das pequenas empresas4;

- “distritos” pouco desenvolvidos tecnologicamente, que intervêm de forma especializada em indústrias de grande intensidade de mão-de-obra e de recursos naturais, como o têxtil (Prato, Biella e Como), as jóias (Arezzo), os móveis (Bassano), a mecânica especializada (Modena), os óculos (Cadore) e os calçados (Macerata ou Vigevano).

A era da reorganização

Em 1998, o setor que empregava trabalhadores irregulares e não declarados (inclusive estrangeiros) representava 22,6% da mão-de-obra

Sejam independentes nos distritos, ou empreiteiras da grande indústria no noroeste, essa profusão dinâmica de pequenas e médias empresas constitui atualmente a base do sistema. Cerca da metade dos quatro milhões de empresas empregam menos de dez assalariados (contra 35% na União Européia) e somente 20% delas têm quadro de mais de 250 assalariados (contra 35% na UE). Quanto aos 1,7% de empresas de porte médio, também elas são muito dinâmicas, combinando flexibilidade organizacional e desenvolvimento internacional para formar verdadeiras “multinacionais de bolso”.

A essas três Itálias, é necessário acrescentar uma quarta, informal e até mafiosa. Em 1998, o setor que empregava trabalhadores irregulares e não declarados (inclusive estrangeiros) representava 22,6% da mão-de-obra, dos quais 18% na indústria e serviços e 73% na agricultura.

Nos últimos dez anos, essa coexistência de alguns gigantes familiares e de uma profusão de pequenas e médias empresas dinâmicas passou por uma profunda reorganização, em duas etapas: inicialmente, privatizações visando desendividar o Estado5 e “liberalizar” as grandes empresas administradoras de redes ou do setor bancário; em seguida, em 2001, uma redistribuição dos poderes político e econômico.

Festa na Bolsa

As privatizações durante a década de 1990 renderam 63,5 bilhões de dólares, ou seja, tanto quanto para a superliberal Grã-Bretanha

Depois da crise de 1929, um “capitalismo de Estado” de inspiração fascista havia crescido na Itália, sobretudo com a criação, em 1933, do Instituto para a Reconversão Industrial (IRI), que controlava o setor bancário e 40% das sociedades anônimas industriais. No pós-guerra, o Estado aumentou ainda seu controle sobre a economia com três poderosas holdings: a IRI, a ENEL e a ENI. Durante a década de 1990, em conformidade com as orientações européias, o Estado – que detinha 50% do capital das empresas industriais italianas – cedeu a metade. Essas privatizações renderam 63,5 bilhões de dólares, ou seja, tanto quanto para a superliberal Grã-Bretanha. A metade foi subscrita por particulares que mudaram sua poupança para a Bolsa6, um terço por investidores estrangeiros e o resto por investidores institucionais7.

Essa operação financeira fez o sucesso da Bolsa de Milão, privatizada em 1997. De 1992 a 2000, as privatizações aceleraram a elevação da cotação das ações, multiplicada por cinco, contra dois no mercado internacional. Simultaneamente, um processo de consolidação operou-se no setor bancário, à semelhança das fusões entre o Banco Intesa e o Banco Comercial Italiano ou entre as duas principais seguradoras transalpinas, Generali e INA, dando origem ao número três do seguro na Europa, atrás da Allianz e da Axa.

A “maturidade” das privatizações

A chegada ao poder do Pólo das Liberdades, de Berlusconi, criou um ambiente favorável às empresas e suas reestruturações

Essa reestruturação conjugou-se com a privatização de inúmeros bancos públicos e o aumento da presença dos bancos estrangeiros. Segundo a OCDE, “a aceleração das privatizações, somada à explosão de controles e de fusões-aquisições, contribuiu para reforçar o papel predominante das grandes empresas no mercado de ações... No final de 1998, as empresas privatizadas representavam mais de 50% da capitalização global do mercado”. Há uma nova prova da enorme mobilidade do capitalismo italiano: duas blitze econômico-financeiras foram realizadas em pleno verão de 2001 para proteger o conglomerado Montedison e a Telecom Italia, acarretando uma reestruturação do Mediobanca. Da mesma forma, no final do ano, a Fiat deu início a sua reorganização interna.

Tal efervescência se explica principalmente pela coincidência do desaparecimento de Enrico Cuccia e a chegada à maturidade das privatizações, pelo equilíbrio que se esboça entre os velhos condottieri “fordistas” e os recém-chegados empresários, assim como também pela chegada ao poder do Pólo das Liberdades, de Berlusconi, que criou um ambiente favorável às empresas e suas reestruturações.

Grandes negócios

Em maio de 2001, a inclusão da empresa pública francesa EDF no capital da Montedison desencadeou uma defensiva violenta do governo

A nova mudança de 2001 começa com a OPA (Oferta Pública de Compra) dirigida pela EDF e a Fiat contra a Montedison, vasto conglomerado que abrange a indústria agro-alimentar, a construção naval, a química, a engenharia, a farmácia, as finanças e, sobretudo, a energia (61% da Edison e Sondel). A Edison é a segunda maior operadora de eletricidade da península, atrás apenas da ENEL. Ainda que a Montedison só realize 19% de seu volume de negócios com eletricidade, é essa a atividade visada pela OPA, mesmo que tenha que deixar de lado o resto.

Tudo começou em maio de 2001, com a inclusão da EDF no capital da Montedison, o que desencadeou uma defensiva violenta. Opondo-se a que a empresa pública francesa se torne o principal acionista da Montedison, o governo Amato adota um decreto-lei de urgência que limita a 2% os direitos de voto da EDF no grupo italiano no que se refere a assuntos de eletricidade.

Em junho, a Montedison entra com uma queixa junto à Comissão Européia contra a EDF por abuso de poder. Organiza-se a contra-ofensiva nacional. Os três grandes bancos acionistas históricos da Montedison – Banco de Roma, Sanpaolo IMI e IntesaBCI – formam um pacto para gerirem de comum acordo sua participação. Mas a Fiat se alia à EDF na Italenergia, para lançar a OPA contra a Montedison e suas filiais, principalmente a Edison. Finalmente, em julho de 2001, a Montedison aceita a OPA: a EDF e a Fiat assumem juntas 58% do capital da empresa Italenergia, ao lado do financista franco-polonês Romain Zaleski e de um pool bancário italiano. Essa OPA bem-sucedida iria contribuir para o enfraquecimento do Mediobanca, que cederia seus 15% da Italenergia, conseguindo uma confortável mais-valia.

A Telecom entra na roda

Apesar de ter anunciado neutralidade, o governo Berlusconi comemorou a manutenção da Telecom em mãos italianas

A segunda grande reestruturação é a da Telecom Italia. Em 1999, já havia sido necessário proteger os acionistas dessa empresa privatizada contra um controle estrangeiro: Roberto Colaninno, na direção de Olivetti, havia então se apropriado da Telecom Italia com o apoio do Mediobanca e o beneplácito do primeiro-ministro de centro-esquerda da época, Massimo D’Alema, para grande escândalo do mundo econômico-financeiro. Ora, no verão de 2001, a Telecom Italia estava de novo ameaçada, desta vez pelas espanholas Telefonica e Endesa, mas também pela Deutsche Telekom.

Anunciando sua neutralidade, o governo Berlusconi não deixaria de comemorar a manutenção dessa empresa estratégica em mãos italianas. Na realidade, em 27 de julho de 2001, o diretor da Pirelli Marco Tronchetti Provera e a família Benetton, por intermédio de sua holding Edizioni, entram com sete bilhões, o que lhes permite assumir o controle da Telecom Italia, da TIM – sua filial de telefones celulares –, das Páginas Amarelas e do novo canal de televisão “7” (ex-TMC).

Controle garantido aos condottieri

Os condottieri italianos mostram grande capacidade de reação para proteger o capital de empresas estratégicas

São operações que, junto com a reorganização da Fiat em dezembro de 2001, ilustram a capacidade de reação de que são capazes os condottieri italianos para proteger o capital de empresas estratégicas. Essas reestruturações contribuem para estimular a atividade econômica, mantendo-se o controle financeiro por um número restrito de holdings familiares.

Por ocasião dessas reorganizações, as famílias históricas do capitalismo “fordista”, os paleo-condottieri – o avvocato Agnelli, “vice-rei da Itália” e senador vitalício, e o ingegnere De Benedetti – tiveram de partilhar o poder com neo-condottieri. Surgidos durante a década de 70, estes últimos construíram grandes impérios a partir de pequenas empresas, a exemplo de Berlusconi ou ainda de Gilberto Benetton, presidente da Edizione Holding, que transformou a empresa familiar de pulôveres num gigante internacionalizado e diversificado. Ambos simbolizam a nova capacidade dos empresários italianos em usar tecnologias, mídia e marketing, em dirigir suas empresas em função das “expectativas” dos consumidores, e não mais na contra-corrente, pela produção, como no modelo “fordista”.

As empresas governam

O fenômeno mais marcante é o fato de o governo ter sido diretamente assumido por Berlusconi, um dos neo-condottieri

Essa transferência de poder no interior do patronato opera-se também em benefício das pequenas e médias empresas muito dinâmicas. A direção da organização patronal Cofindustria, por exemplo, coube a Antonio D’Amato, levado pelas pequenas e médias empresas do nordeste, contra a candidatura de Carlo Callieri que, no entanto, era apoiado por Agnelli e De Benedetti. Outros vencedores são os novos gerentes, como o novo presidente da Telecom Italia, Mario Provera, vice-rei econômico do capitalismo italiano e pretendente ao trono de Agnelli, ou Paolo Fresco, presidente da Fiat, e Paolo Cantarella, seu administrador delegado, que dirigiram a operação Italenergia.

Mas o fenômeno mais marcante é o fato de o governo ter sido diretamente assumido por um desses neo-condottieri. As empresas governam, e Berlusconi, no comando, tornou-se o papa do capitalismo transalpino. Aquele que se apresentava, durante a campanha eleitoral, como a encarnação do “sonho econômico italiano”, soube reunir em torno de si as figuras do patronato. A Confindustria de Antonio D’Amato apoiou-o ativamente. Depois de ter resistido por bastante tempo, Giovanni Agnelli aceitou-o. Os novos gerentes e acionistas aprovaram-no por unanimidade.

O poder político vampirizado

A manutenção dos condottieri à frente da economia permitiu o modelo italiano persistisse no interior da globalização e da unificação européia

Líder do principal partido político, Forza Italia, que obteve 30% dos votos nas últimas eleições legislativas, dono da Fininvest8 e do pólo televisivo Mediaset, que compreende três canais nacionais de televisão comercial, Berlusconi conseguiu dar novo charme ao político graças ao modelo da eficiência empresarial. “Se me interesso a partir de agora pela vida política, é porque tenho vontade de continuar a desempenhar minha profissão de empresário9”, diz ele. E, se pôde aplicar as técnicas de conquista comercial na política, é porque encarna, stricto sensu, o modelo da empresa de comunicação vencedora contra os partidos tradicionais e o Estado-nação em crise. O gigante das comunicações vampirizou, literalmente, o poder político.

Berlusconi personifica as mutações do capitalismo de seu país. Representa o discurso e os valores das pequenas e médias empresas, de onde se origina, e simboliza o sucesso do self made man com que sonham tantos italianos. Mas, originário da Lombardia, expressa também a ascensão da “financeirização” da economia, contra o velho modelo “fordista” do Piemonte.

Dessa forma, o capitalismo italiano pôde evoluir dos apertos de mão invisíveis dos paleo-dirigentes para a superexposição mediático-política de seus neolíderes. Só importava a manutenção dos condottieri à frente da economia, a fim de que o modelo italiano persistisse no interior da globalização e da unificação européia. Como dizia Giuseppe Tomasi di Lampedusa: “Era preciso que tudo mudasse para que tudo ficasse igual.” (Trad.: Regina Salgado Campos)

1Para o ano de 2000, a Itália está em 16o lugar, com 24.500 dólares por habitante, enquanto a mesma relação na França é de 23.200 dólares. Fonte: L’OCDE en chiffres. Statistiques sur les pays membres, Paris, 2001. Em outubro de 2001, a taxa de desemprego chegava a 9,3% da população economicamente ativa e a 28% entre os jovens. 2Em italiano, em vez de usar renano, usou-se nano, ou seja, nanico, anão. Il Corriere della Sera. Milão, 30 de julho de 2001. 3Italie 1999-2000, OCDE, Paris, maio de 2000. Salvo indicação contrária, todas as estatísticas citadas neste artigo são tiradas daqui. 4Há mais de dois anos, a taxa de criação de empresas ativas nessa região é superior à taxa do centro do país; o desemprego baixou para menos de 20% da população economicamente ativa e as exportações cresceram em 27,3% (contra uma média nacional de 16,5%). Relatório 2001 do CENSIS, Roma. 5Sem grandes resultados: a proporção dívida/PIB permanece superior a 100% há dez anos, distante, portanto, dos 60% exigidos pelo Tratado de Maastricht. 6Em 1975, as ações representavam apenas 1,7% dos ativos financeiros das famílias; em 1999, os Sicav, fundos comuns de aplicações e ações, constituíam a metade. 7As privatizações na Itália a partir de 1992, Mediobanca R&S, Milão, outubro de 2000. Segundo este mesmo estudo, a capitalização das Bolsas em relação ao PIB passou de 12,7%, em 1990, para 65,2% em 1999. 8A Fininvest teve, em 2000, um volume de negócios de 4,3 bilhões de euros e um lucro de 300 milhões. 9Eugène Saccamano, Berlusconi: le dossier vérité, Paris, Editions 1, 1994.




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