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LITERATURA

Um romancista excepcional

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Em Mario Vargas Llosa coabitam o panfletário neoliberal, presunçoso e medíocre, e um romancista com a veia de Flaubert e de Faulkner, que se lembra de ter sido, por muito tempo, marxista – e até castrista – e que fascina os seus leitores

Ignacio Ramonet - (01/05/2002)

Em suas colunas semanais, cumprimenta os poderosos, elogia a empresa, exalta os patrões e adula, incansavelmente, os Estados Unidos

Polemista ultraliberal, defensor convicto das “terapias de choque” à la Thatcher, incansável glorificador do mercado, da Bolsa e do setor privado, Mario Vargas Llosa nem por isso deixa de ser um escritor notável, sem dúvida um dos melhores romancistas contemporâneos.

Na realidade, nesse escritor esquizofrênico coabitam dois personagens: um panfletário neoliberal, presunçoso e medíocre, que se esparrama semanalmente nas colunas dos “jornais bajuladores” para cumprimentar os poderosos, elogiar a empresa, exaltar os patrões, adular incansavelmente os Estados Unidos, agradar, acariciar e bajular a globalização liberal.

Simultaneamente, como um Janus de duas cabeças, vive um romancista excepcional, com a veia de Flaubert e de Faulkner, que se lembra de ter sido, por muito tempo, marxista – e até castrista –, capaz de construir arquiteturas narrativas implacáveis, com um senso de narração que cativa e fascina os leitores, conduzidos por uma intriga em que as forças sociais se confrontam, os destinos agem e a história se faz.

A atenção para com os humildes

A Festa do Bode, um de seus livros mais bem-sucedidos, narra o último dia da vida de um ditador nada fictício, o dominicano Rafael Leonidas Trujillo

A Festa do Bode é um de seus livros mais bem-sucedidos. Ele narra, em uma construção romanesca suntuosa, o último dia de um ditador nada fictício. Tratado pelos meios de comunicação oficiais como “o Benfeitor”, Rafael Leonidas Trujillo (1891-1961), ex-coronel de polícia, tomou o poder na República Dominicana através de um golpe de Estado, em 1930. Durante trinta anos, impôs um terror delirante, de que gerações de dominicanos ainda se recordam, e fez do país sua propriedade privada. Morreu assassinado.

Mais uma vez, nesse livro, o Mario Vargas Llosa romancista mostra-se atento aos humildes da América Latina – às pessoas simples do povo, discriminadas, marginalizadas e humilhadas – e a suas revoltas incansáveis contra a injustiça, a desigualdade e a tirania.
(Trad.: Teresa Van Acker)




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