Jornalismo Crítico | Biblioteca e Edição Brasileira | Copyleft | Contato | Participe! |
Uma iniciativa


» Edição de 2 de junho de 2020

» O capitalismo ensaia sua distopia espacial

» Ultraliberais buscam sobreviver a seu desastre

» Regina, Jair e a manipulação da espontaneidade

» Não peçam o fim dos levantes, diz Alexandria Ocasio-Cortez

» Raiva e rebeldia e no coração do Império

» Edição de 1º de junho de 2020

» A Frente Ampla contra o Brasil

» Ken Loach e sua crítica incompleta à uberização

» Edição de 29/05/2020

Rede Social


Edição francesa


» Comment la droite américaine exploitait les émeutes

» Les Républicains peuvent-ils tirer parti des émeutes de Los Angeles ?

» Les États-Unis, une nation née dans la brutalité

» Un débat intellectuel en trompe-l'œil

» Le Texas en armes contre le confinement

» Shaw ou l'engagement ironique

» Cinquante ans de « dé-mesure » à l'anglo-saxonne

» Le magot de l'industrie musicale

» Les urnes et le peuple

» La démondialisation et ses ennemis


Edição em inglês


» Another ‘Europeanisation'

» Miami: flood risk and development

» Texas opens again for business

» US in the spring of the pandemic

» Florida's flooded future

» Oman struggles to stay neutral

» Syria's quiet return

» UK coexists with coronavirus

» Austerity is the killer

» UK, a new leader for Labour


Edição portuguesa


» Edição de Maio de 2020

» Defender os trabalhadores

» Todos crianças

» Há um problema com a representação jornalística da violência doméstica

» Chile, o oásis seco

» Edição de Abril de 2020

» O tempo é agora

» Achatar as desigualdades

» O olhar dos artistas

» Assine por 3 meses (€10) ou 6 meses (€18)


MARROCOS

Dezenas de milhares

Imprimir
enviar por email

Ler Comentários
Compartilhe

Nas águas perigosas que separam o Marrocos das Ilhas Canárias, os dramas são freqüentes

Pierre Vermeren - (01/06/2002)

Uma autêntica máfia foi criada para organizar este novo tipo de tráfico que envolveria mais de 100 mil pessoas por ano apenas no Estreito de Gibraltar

Criada no dia 2 de agosto de 2001, no Marrocos, a Associação dos Amigos e Famílias de Imigrantes Clandestinos (AFVIC) relembra que o primeiro caso de morte de um marroquino vítima da imigração clandestina1 ocorreu dois dias após a entrada em vigor dos acordos de Schengen, demarcando o espaço da União Européia. A imigração clandestina tornou-se, por sua amplitude, um dos principais eixos das relações entre a União Européia e o Magreb – e especialmente entre o Marrocos, a Espanha e a França. Uma autêntica máfia foi criada para organizar este novo tipo de tráfico que, segundo a AFVIC, envolve mais de 100 mil pessoas por ano apenas no Estreito de Gibraltar.

Segundo a associação, de 100 mil a 110 mil pessoas tentam, a cada ano, atravessar o estreito que separa o Marrocos da Espanha. Ocorrem freqüentemente dramas no estreito e nas águas perigosas que separam o Marrocos das Ilhas Canárias (Espanha).

Oitenta detenções por dia

Com os acordos de Schengen, que tornaram ainda mais difícil a obtenção de um visto de entrada, o fluxo de imigrantes clandestinos não parou de aumentar

A partir da assinatura dos acordos de Schengen, que tornaram ainda mais difícil a obtenção de um visto de entrada, o fluxo de imigrantes clandestinos não parou de aumentar. De 1991 a 1999, a polícia espanhola prendeu 32 mil clandestinos à sua chegada ao litoral da Andaluzia e às Ilhas Canárias. Em 2000, 15 mil clandestinos foram detidos, e mais 18.517 em 2001 (dos quais, 14.405 no Estreito e 4.112 nas Canárias, o dobro do ano 20002). Naquele ano, 1.060 pateras (lanchas rápidas que transportam os migrantes) foram abordadas, 362 redes de emigração ilegal foram desmanteladas e 1.223 de seus dirigentes foram presos.

Esse fluxo crescente é confirmado pelas autoridades marroquinas, que prenderam 25.613 pessoas tentando partir no ano 2000, e mais 21 mil de janeiro a agosto de 2001 (ou seja, quase 80 detenções por dia apenas do lado marroquino). No final de agosto, a marinha real interceptou três barcos de borracha perto de Tanger transportando 157 candidatos a imigrantes clandestinos (entre os quais, oito mulheres marroquinas e 42 sub-saarianas). Avalia-se que a proporção seria de três clandestinos que passam para uma prisão. A esses números impressionantes devem acrescentar-se, para o ano de 2001, 22.984 repatriados dos postos de fronteira pelas autoridades espanholas (21 mil dos quais, marroquinos).
(Trad.: Jô Amado)

1 - A associação foi criada em Khouribga, região mineira do Marrocos central, por sete amigos com idades em torno de 30 anos, no final da década de 60. De volta à sua cidade quando terminaram seus estudos, em Rabat e Casablanca, descobriram as dimensões da sangria que ocorrera durante a década de 90. Vários amigos seus haviam desaparecido nas tentativas de migrar.
2 - Dados obtidos pelo jornal marroquino L’opinion, 27 de abril de 2002.Baseiam-se em declarações do primeiro-ministro espanhol, José Maria Aznar, de 24 de abril, à Câmara baixa.




Fórum

Leia os comentários sobre este texto / Comente você também

BUSCA

» por tema
» por país
» por autor
» no diplô Brasil

BOLETIM

Clique aqui para receber as atualizações do site.

Leia mais sobre

» Espanha
» Marrocos
» Migrações
» Barreiras Físicas de Segregação Social

Destaques

» O planeta reage aos desertos verdes
» Escola Livre de Comunicação Compartilhada
» Armas nucleares: da hipocrisia à alternativa
» Dossiê ACTA: para desvendar a ameaça ao conhecimento livre
» Do "Le Monde Diplomatique" a "Outras Palavras"
» Teoria Geral da Relatividade, 94 anos
» Para compreender a encruzilhada cubana
» Israel: por trás da radicalização, um país militarizado
» A “América profunda” está de volta
» Finanças: sem luz no fim do túnel
Mais textos