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A Índia à procura de poder

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Em meio a uma reaproximação rápida e espetacular com os Estados Unidos – após 45 anos de um divórcio durante o qual cortejou interesses russos – a Índia joga duro na questão da Caxemira com o objetivo de manter sua supremacia estratégica na região

Kurt Jacobsen, Sayeed Hasan Khan - (01/07/2002)

Para mostrar sua força, o governo de Atal Bihari Vajpayee recusa qualquer mediação internacional na Caxemira e só aprova negociações bilaterais

Opositora de primeira hoira à guerra do Vietnã, a primeira-ministra indiana Indira Gandhi reprovou acidamente os Estados Unidos, em 1972, por “não ter resolvido as contradições entre os Pais Fundadores (norte-americanos) e sua imagem exterior de grande potência engajada na fria lógica da política do poder” 1. Era um ceticismo de famkília. Seu pai, Jawaharlal Nehru, que governou o país da independência até sua morte, em 1964, considerava a política externa estadunidense egoísta e reacionária.

A Índia, que reivindica tradicionalmente uma “política externa ética”, adota, na prática, uma política de potência cínica, ditada pela busca ávida de vantagens em curto prazo e que ainda poderia um dia provocar uma catástrofe regional – ou, quem sabe, um pesadelo nuclear global. Nova Déli afirma que o conflito na Caxemira, já com 60 mil vítimas e causa de duas grandes guerras, é obra maligna do Paquistão (ver quadro).Trata-se, na realidade, de uma insurreição da maioria muçulmana da Caxemira2. Forçado a jogar o jogo da realpolitik, o governo recusa qualquer mediação internacional e só aprova negociações bilaterais, já que procura antes de tudo mostrar sua força.

Aliás, nada de novo nisso: a Índia apossou-se de dois terços da Caxemira em 1949, tomou Goa em 19613 e multiplicou as intervenções sangrentas no Sri Lanka, de 1987 a 1990.

A “perpétua solução” da guerra

Os terroristas podem ser os melhores amigos de um governo vacilante, mas Vajpayee não é insensato a ponto de acreditar em sua própria retórica belicosa

O atual conflito na Caxemira revela-se útil ao poder, que o manipula constantemente para fins de política interna4. É bom lembrar que o atual governo de coalizão, dirigido por Atal Bihari Vajpayee, do partido Bharatiya Janata (BJP), foi seriamente implicado nos massacres de Gujurat, em março de 2002, que custaram a vida de dezenas de hindus e centenas, talvez até milhares, de muçulmanos. Como notou um investigador, “os fatos indicam a existência de uma rede organizada e sugerem um sistema de motins institucionalizados”, que fariam, indubitavelmente, o jogo do BJP5. Ora, esse partido fez com que esse acontecimento terrível desaparecesse do noticiário de primeira página dos jornais, ao levantar o punho vingador depois do ataque realizado pela guerrilha da Caxemira contra o parlamento indiano em dezembro de 2001.

Na realidade, a crise atual é uma triste ilustração do que os especialistas chamam “teoria da diversão pela guerra”. Com sua concisão habitual, Arundhati Roy escreveu sobre isso: “Para os governos indiano e paquistanês, a Caxemira não representa um problema, porém, ao contrário, uma perpétua solução cujos resultados são espetaculares6”. Os terroristas são, muitas vezes, os melhores amigos de um governo que vacila. Vajpayee, sem dúvida, não é insensato o suficiente para acreditar em sua própria retórica belicosa, contrariamente a certos partidários mergulhados nas trevas da ignorância7.

Reaproximação na ordem do dia

Desde 11 de setembro, a Índia pode contar com uma cooperação militar mais estreita dos Estados Unidos, que vêem na Índia um aliado importante

Com esse jogo perigoso, Vajpayee espera igualmente obter ganhos estratégicos no cenário internacional. O fato de que emissários norte-americanos de alto escalão se movimentem na região há várias semanas para “segurar a mão armada da Índia” e exigir do Paquistão que abafe a militância da população de Caxemira não o deve desagradar. Tanto mais que, desde 11 de setembro, pode contar com uma cooperação militar mais estreita de Washington, que vê na Índia um aliado – talvez indócil, mas importante na luta antiterrorista e, a longo prazo, um contrapeso potencial à China. Os atentados de Nova York e Washington deram, na realidade, um novo alento às relações bilaterais, já consideravelmente reaquecidas com o fim da divisão do mundo em dois campos.

O presidente Clinton já havia iniciado a reaproximação com uma reunião de cúpula, em 1994, acompanhada, no ano seguinte, pela visita a Nova Déli do secretário norte-americano da Defesa, William Perry. Em 2000, a visita de cinco dias de Clinton foi uma conquista, em termos de relações públicas. Desde 11 de setembro, sob George W. Bush, assiste-se a uma reaproximação mais concreta no campo militar: os Estados Unidos levantaram as sanções estabelecidas após os testes nucleares de 1998, intensificaram as patrulhas conjuntas com a marinha indiana no estreito de Malaca (150 nos seis primeiros meses deste ano, contra 25 em 1998), realizaram manobras terrestres conjuntas no mês de maio e aprovaram a venda de computadores de grande potência ostensivamente destinados ao programa espacial civil da Índia. Segundo o chefe do Estado-Maior do exército norte-americano, general Richard Myers, o “nível de cooperação militar bilateral é sem precedentes8”.

A política de neutralidade

O presidente William Clinton já havia iniciado a reaproximação em 1994 e sua visita de cinco dias em 2000 foi um êxito, em termos de relações públicas

A evolução em relação aos anos de guerra fria é gritante. Naquela época, os “falcões” norte-americanos revelavam uma miopia assustadora, tentando manipular a Índia como um peão no tabuleiro de xadrez de seu grande jogo anticomunista global. Isso os levou, freqüentemente, a enganarem-se a respeito do que estava em jogo nas realidades regionais. Antes da independência, Nehru e Gandhi ganharam a simpatia do povo norte-americano e os Estados Unidos pressionaram os britânicos para que concedessem a independência à Índia.

Mais tarde, quando se intensificou a guerra fria, Nehru instituiu sua política de neutralidade com o objetivo de manter “relações cordiais” com ambos os blocos. Isso desagradou muito o secretário de Estado norte-americano, John Foster Dulles, embora a neutralidade de Nehru tenha sido, inicialmente, mais favorável ao Ocidente – ainda que o líder indiano entendesse que os Estados Unidos exageravam a ameaça comunista e os recriminasse por provocarem inutilmente uma corrida armamentista no sul da Ásia. As vendas de armas norte-americanas ao Paquistão, a partir de 1953, levaram a Índia a virar-se na direção dos soviéticos.

A aproximação de Nixon com a China

Segundo o chefe do Estado-Maior do exército norte-americano, general Richard Myers, o “nível de cooperação militar bilateral é sem precedentes”

A questão da Caxemira dificultava a estratégia norte-americana, como dificulta atualmente. Eisenhower queria solucionar o problema, mas não chegou a resultado algum. John Fitzgerald Kennedy nem tentou. Quanto a Lyndon B.Johnson, tomou-se de simpatias pelo dirigente paquistanês Ayub Khan e recusou-se a vender os aviões F-104 à Índia. Foi ao Paquistão que ele entregou uma quantidade impressionante de aviões de combate, em 1961. Como se poderia esperar, a Índia procurou os MIGs dos soviéticos, que só aguardavam por isso. A Índia ficou profundamente irritada quando os paquistaneses empregaram seus equipamentos militares norte-americanos na guerra de 1965, num combate rápido e sangrento que começou com a infiltração na Caxemira de milhares de guerrilheiros treinados no Paquistão.

A outra causa de atrito importante foi, naturalmente, a questão das armas nucleares. Em 1966, Indira Gandhi rejeitou o Tratado de Não-Proliferação Nuclear, que impunha, segundo ela, regras estritas aos “pobres” enquanto os “ricos” faziam tudo, salvo reduzir seus arsenais9.

A Índia não estava errada em desconfiar das intenções norte-americanas. Para facilitar sua reaproximação com a China, o presidente Richard Nixon utilizou, em grande medida, as boas graças do ditador militar paquistanês Yahya Khan, embora o presidente norte-americano não tivesse vontade alguma de pressionar o Paquistão durante a guerra de 1971. A reaproximação com a China também significava que os Estados Unidos não ajudariam a Índia em caso de ataque chinês. Indira Gandhi assinou, então, no mesmo ano, um tratado de amizade com os soviéticos, tomando o cuidado de não se envolver demais e de deixar aberta a porta da diplomacia para um eventual reaquecimento das relações indo-americanas10. A União Soviética tornou-se o principal parceiro comercial. Ao realizar um teste nuclear em 1974, que lhe valeu sanções, a Índia pretendia afirmar-se perante a China e o Paquistão.

Um “mercado emergente maior”

Nehru e Gandhi ganharam a simpatia do povo norte-americano e os Estados Unidos pressionaram os britânicos para que concedessem a independência à Índia

Em 1979, os Estados Unidos concederam novamente uma ajuda militar ao general Zia ul Haq, o ditador paquistanês, para reforçar a resistência afegã. De sua parte, Indira Gandhi recusou-se a condenar a intervenção soviética no Afeganistão e ousou compará-la a certas ações pouco brilhantes dos norte-americanos na América Central. As relações indo-americanas eram, então, as piores possíveis.

No fundo, os Estados Unidos não esperavam grande coisa. A Índia vinha depois da China e do Paquistão na lista de suas prioridades regionais. Em 1975, um embaixador norte-americano declarou, sem fazer rodeios, que “o interesse da América na Índia é essencialmente humanitário e cultural11”. E na mesma época, Daniel Patrick Moynihan, embaixador norte-americano junto à ONU, frisou, irritado, que além da democracia a Índia nada tinha a oferecer senão “doenças contagiosas”...

Diante do declínio da Rússia no mundo vertiginoso do pós-guerra fria, a Índia estabeleceu laços mais fortes com os Estados Unidos para contrabalançar as influências chinesa e japonesa na região. As novas reformas econômicas impostas em julho de 1991 – depois da política de despesas desenfreadas de Rajiv Gandhi e da brusca alta de preços do petróleo decorrente da guerra do Golfo – levaram a Índia a entregar-se aos bons ofícios do Fundo Monetário Internacional (FMI), enquanto os investidores norte-americanos deliravam12. Narasima Rao, líder do Partido do Congresso Indiano, e o governo, incentivaram a abertura do comércio. O investimento direto norte-americano passou de 128 milhões de dólares, em 1991, para 544 milhões em 1993, data em que o Departamento do Comércio norte- americano declarou a Índia um “mercado emergente maior”. Os Estados Unidos tornaram-se seu principal parceiro comercial e sua principal fonte de investimentos estrangeiros.

Uma aliança estratégica distante

Quando se intensificou a guerra fria, Nehru instituiu sua política de neutralidade com o objetivo de manter “relações cordiais” com ambos os blocos

Atualmente, a Índia do BJP quer ser reconhecida como a potência predominante do Sul da Ásia e sonha ter um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Pensa poder atingir seus objetivos por meio de uma relação estreita com Washington. Todavia, apesar de sua reaproximação ter sido espetacular, os Estados Unidos devem equilibrar sua política, pois precisam, mais do que nunca, de um Paquistão estável. Ora, o Paquistão quase nem participa mais das operações antiterroristas, prioridade norte-americana do momento, em virtude do problema na Caxemira e do perigo de guerra.

Da mesma forma, os Estados Unidos necessitam de uma cooperação chinesa, ainda que certos setores da direita norte-americana continuem a considerar Pequim como um rival estratégico que, a longo prazo, será necessário conter. Finalmente, eles querem conseguir suspender a produção e a exportação de matéria físsil. Daí a retomada de negociações com a Índia com o propósito de convencê-la a assinar os tratados de não-proliferação, de controle da tecnologia de mísseis e de suspensão dos testes nucleares – o que ela, polidamente, recusou-se a fazer.

A aliança estratégica desejada por Nova Déli ainda está distante. Para a Rússia, isso é uma boa notícia: continuará a ser, em um futuro previsível, o principal fornecedor de armas a esse país.
(Trad.: Teresa Van Acker)

1 -Indira Gandhi, “India and the World”, Foreign Affairs, Nova York, outubro 1972.
2 - Na realidade, essa maioria muçulmana não só se insurge contra a política indiana, como contra a ingerência na Caxemira de grupos islâmicos radicais. Ler, de Roland-Pierre Paringaux, “A fase afegã da guerra esquecida”, Le Monde diplomatique, janeiro de 2002.
3 - O menor Estado da federação indiana era uma colônia portuguesa até 1961.
4 - Indira Gandhi, em 1984, assim como seu filho e sucessor, em 1991, pagaram com suas vidas pelas manobras políticas incentivando movimentos extremistas, respectivamente entre os Sikhs e os Tigres de Sri Lanka, com o objetivo de dividir a oposição. Ler, de Barbara Crossette, India Facing the Twenty-First Century, ed. Indiana University Press, Bloomington, EUA, 1993.
5 - Ler, de Ryaz Ahmad, “Gujurat Violence: Meaning and Implications”, The Economic and Political Weekly, Bombaim, 18 de maio de 2002, e, de Jan Breman, “Communal Upheaval as Resurgence of Social Darwinism”, The Economic and Political Weekly, Bombaim, 20 de abril de 2002.
6 - The Observer, Londres, 2 de junho de 2002.
7 - Ler, de Ashley Tellis, India’s Emerging Nuclear Posture, ed. Oxford University Press, Nova Déli, 2001.
8 - “US and India Finding New Common Ground and Friendship”, The New York Times, 10 de junho de 2002.
9 - Segundo alguns críticos, a recusa norte-americana em ajudar os países do Sul da Ásia a desenvolverem seus programas nucleares civis teria obrigado o Paquistão e a Índia a reprocessarem seu material radioativo, aumentando sua dependência do plutônio.
10 - Ler, de James Heltzman e Robert L. Worden, India: A country study, ed. Biblioteca do Congresso, Washington, 1996.
11 - Ler, de Lloyd Rudolph e Susanne Hoecher Rudolph, The Regional Imperative: The Administration of US Foreign Policy Towards South Asian States Under Presidents Johnson and Nixon, ed. Humanities Press, Atlantic Highlands, Nova Jérsei, 1980.
12 - Ler, de Selig Harrison e Geoffrey Kemp, India & America after The Cold War, relatório apresentado ao grupo de estudos Carnegie Endowment, Washington, 1993.




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