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ORIENTE MÉDIO

Uma paz despedaçada?

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Um livro recentemente publicado tem o mérito de desmentir veementemente a versão – divulgada por Israel e propalada pela mídia global – de que, na reunião de Camp David de julho de 2000, Arafat rejeitou a “generosa” oferta de paz de Ehud Barak

Alain Gresh - (01/07/2002)

Futuros historiadores deverão alertar seus alunos: se a história fosse escrita a partir da apuração da imprensa, teria bem pouco a ver com a verdade

Quando os historiadores se debruçarem, daqui a algumas décadas, sobre o conflito palestino-israelense dos anos 90, concordarão certamente num ponto: a reunião de cúpula de Camp David, esse conclave de duas semanas (11 a 25 de julho de 2000), que reuniu o presidente norte-americano William Clinton, o primeiro-ministro israelense Ehud Barak e o presidente da Autoridade Palestina Yasser Arafat, marcou a primeira etapa da longa descida aos infernos que o Oriente Médio conheceria. Decifrando os relatórios desse encontro difundidos pela imprensa internacional, aqueles estudiosos alertariam, com certeza, seus estudantes: se a história fosse escrita apenas a partir da apuração da imprensa, teria bem pouco a ver com a verdade.

Isso porque, durante meses, propagou-se e prevaleceu uma versão da cúpula de Camp David resumida numa frase: Yasser Arafat rejeitou as “propostas generosas” de Barak, recusou a criação de um Estado palestino abrangendo 95%, talvez até 97% da Cisjordânia – e de toda a Faixa de Gaza – tendo como capital Jerusalém Oriental. Sua obstinação em reivindicar o direito ao retorno de milhões de refugiados palestinos a Israel teria feito abortar o nascimento de uma paz histórica entre israelenses e palestinos.

Uma sociedade “sufocada e humilhada”

Um dos grandes méritos do último livro de Charles Enderlin, O Sonho Despedaçado1, é desmentir veementemente esta tese. Correspondente da emissora France 2 em Jerusalém há mais de 20 anos, o autor filmou incansavelmente, durante o desenrolar das negociações de paz, os principais protagonistas – com o compromisso de não utilizar seus depoimentos antes do final de 2001. Teve acesso a inúmeras anotações pessoais dos participantes e foi capaz de colocá-las em perspectiva, graças a um conhecimento excepcional da história e da região. O resultado, corroborado por outros depoimentos2, lançou uma luz original sobre o fracasso do processo de Oslo.

“Não temos mais margem de manobra. A sociedade palestina perdeu a esperança na paz. Durante os anos precedentes ela foi literalmente sufocada e humilhada.” Foi nesses termos que Saeb Erekat, um dos principais negociadores palestinos, tentou alertar seus novos interlocutores israelenses. Estamos no fim de maio de 1999: depois de três anos no poder, Benjamin Netanyahu acaba de conceder a vitória a Ehud Barak e ao partido trabalhista.

“Construindo a desconfiança”

A versão que prevaleceu da cúpula de Camp David foi a de que Arafat recusou a proposta de criação de um Estado palestino com 97% da Cisjordânia

É verdade que os palestinos puderam eleger uma Autoridade e o exército israelense retirou-se das grandes cidades da Cisjordânia – com a exceção notável de Hebron. Mas a vida cotidiana não parou de se degradar: o deslocamento para o interior dos territórios ficou a cada dia mais difícil – com a multiplicação de check points e de fiscalizações humilhantes –, mais ainda que antes da assinatura dos acordos de Oslo de 1993. O nível de vida despencava, ao passo que a colonização prosseguia inexoravelmente: a cada dia, novas terras árabes eram confiscadas. Centenas de prisioneiros palestinos, encarcerados antes de 1993, continuavam presos. Maio de 1999 deveria marcar o fim de um período transitório de autonomia – e talvez a criação de um Estado palestino –, mas o calendário não foi respeitado e nenhum dos grandes temas em suspenso – fronteiras, Jerusalém, colônias, refugiados, segurança, água – foi discutido.

Nesse contexto, a vitória de Ehud Barak foi acolhida com satisfação pela direção palestina, ainda que o personagem, recém-chegado à política, não deixasse de suscitar algumas apreensões. O “soldado mais condecorado da história de Israel” opusera-se, quando chefe do Estado-Maior, aos acordos de Oslo (setembro de 1993); já ministro do Interior, votaria contra os acordos de Oslo II (setembro de 1995), que previam a retirada do exército israelense das grandes cidades palestinas. Chegando ao poder, ele iria, em alguns meses, conseguir, segundo a expressão de Charles Enderlin, “construir a desconfiança” com os palestinos.

A prioridade da questão síria

A vitória de Ehud Barak, em maio de 1999, foi acolhida com satisfação pela direção palestina, ainda que o personagem suscitasse algumas apreensões

Sob o pretexto de iniciar imediatamente as negociações sobre o estatuto final da Cisjordânia e de Gaza, Barak resiste a pôr em prática os compromissos de seu antecessor e a ceder novamente territórios à Autoridade; só se resolveria a fazê-lo de maneira tardia e muito parcial. Renegaria também suas próprias promessas de uma retirada dos vilarejos e subúrbios de Jerusalém – Abu Dis, Azaryeh e Sawaharah –, apesar do voto favorável do governo e do parlamento israelenses.

Barak também demonstra um apego à colonização que nada tem de tático. Um de seus primeiros gestos, uma vez eleito, seria visitar os colonos extremistas de Ofra e de Beit-El, que ele chamou de “meus muito queridos irmãos3”. No dia 31 de março de 2000, enviaria uma mensagem aos colonos de Hebron – fanáticos instalados no coração da cidade árabe, cuja população aterrorizam – em que afirma “o direito dos judeus de viver em segurança, protegidos de qualquer ameaça na cidade dos patriarcas”. O ritmo de construção de alojamentos nas colônias seria mais rápido sob seu governo que sob o da direita.

Mais grave: Barak abandonaria durante meses a questão palestina, priorizando a negociação com a Síria. Mais tarde, tentaria justificar: “Sempre fui partidário da ‘Síria primeiro’. (...) Assinar a paz com a Síria limitaria seriamente a capacidade dos palestinos ampliarem o conflito, enquanto que resolver o problema palestino não diminuiria a capacidade da Síria de ameaçar a existência de Israel. 4” Não deu ouvidos a Oded Eran, o homem que designou para conduzir as negociações com os palestinos: “Eu lhe disse que era o problema palestino o centro do conflito árabe-israelense. (...) Se isso não fosse resolvido, não chegaríamos a uma solução para o conflito e à assinatura de um acordo com a Síria.”

A conivência entre Clinton e Barak

Empossado primeiro-ministro, o “soldado mais condecorado de Israel” iria, em alguns meses, conseguir “construir a desconfiança” com os palestinos

Porém, mais uma vez, o primeiro-ministro não escutou ninguém. Mais uma vez iria fracassar – e a narrativa de Charles Enderlin traz revelações sobre sua responsabilidade pessoal nesse fiasco. Denis Ross, coordenador especial norte-americano para o Oriente Médio, pouco suspeito de simpatias pró-árabes, explicaria: “Os sírios avançavam sobre todos os assuntos e Barak não fazia progresso algum.”

Quando foram retomadas as conversações com os palestinos, na primavera de 2000, o chefe de governo havia perdido quase um ano, sua maioria governamental se desgastara e crescera a desconfiança da Autoridade e do povo palestinos. Foi então que decidiu forçar o destino, impor a convocação de uma reunião de cúpula para resolver de uma vez todas as questões em suspenso. Oferta sincera? Lance de pôquer? Vontade de armar uma cilada à Autoridade e responsabilizá-la por um fracasso? A direção palestina foi mais que reticente; explicou que era preciso preparar o terreno para que um encontro entre Barak e Arafat fosse verdadeiramente frutífero, que uma cúpula convocada a toque de caixa corria o risco de desembocar num desastre. De nada adiantou.

Barak convenceu o presidente Clinton, cujo mandato estava chegando ao fim, a terminar seu governo com uma jogada triunfal. Os dois encontraram-se pela primeira vez em 15 de julho de 1999 – segundo Charles Enderlin, foi amor à primeira vista. O presidente norte-americano descobriu ter “uma grande admiração por este general”. Chegaria a dizer: “Eu me sinto como uma criança que acaba de receber um brinquedo novo.” Essa conivência iria pesar sobre a cúpula de Camp David. Apesar dos esforços, o presidente norte-americano se sentiria sempre mais próximo do primeiro-ministro israelense. Foi quase espontaneamente que compreendeu o ponto de vista israelense, do qual se enamorou e se fez porta-voz.

Informações mentirosas

Ehud Barak resistiu a pôr em prática os compromissos assumidos por Benjamin Netanyahu de ceder novamente territórios à Autoridade Palestina

Portanto, um longo capítulo do livro de Charles Enderlin seria dedicado à reunião de Camp David. Vive-se ali com os participantes, pode-se acompanhar os debates internos de cada uma das três delegações. Mas seria realmente uma reunião de cúpula? Barak se recusa a negociar diretamente com Arafat e jamais se encontraria com ele frente a frente. Dois anos mais tarde, tentaria justificar essa postura inconcebível: “Nixon se encontrou com Ho Chi Minh ou Giap (antes de assinar o acordo de paz sobre o Vietnã)? Ou De Gaulle alguma vez falou com Ben Bella? 5” Porém, nem Nixon nem De Gaulle tinham exigido um encontro numa reunião de cúpula com seus adversários. O desprezo demonstrado por Arafat iria fazer crescer a suspeita dos palestinos.

Além das peripécias de quinze dias, muito instrutivos, de reuniões a portas fechadas, o relatório de Charles Enderlin confirma que, “em nenhum momento foi proposto a Arafat o Estado palestino compreendendo mais de 91% da Cisjordânia e além disso, jamais lhe foi reconhecida a soberania completa sobre os bairros árabes de Jerusalém e sobre o Haram al-Charif (Monte do Templo)”. “Nunca”, prossegue o jornalista, “como afirmariam certas organizações judaicas, os negociadores palestinos exigiram o retorno a Israel de três milhões de refugiados. Os números discutidos durante as reuniões variaram de algumas centenas a alguns milhares de palestinos que seriam autorizados a voltar com a permissão de Israel.”

Repetir a mentira até convencer

Renegou suas promessas de uma retirada militar dos vilarejos e subúrbios de Jerusalém, apesar do voto favorável do governo e do parlamento israelenses

O presidente da Autoridade Palestina já explicara ao presidente norte-americano, no dia 15 de junho de 2000, em Washington: “Existe, é verdade, a resolução 194 (de 4 de dezembro de 1948, sobre o direito dos refugiados voltarem a seus lares), mas nós devemos encontrar o ponto de equilíbrio entre as preocupações demográficas dos israelenses e nossas próprias preocupações.”O problema dos refugiados, confirmam Robert Malley e Hussein Agha, “mal foi discutido por ambas as partes6” durante a cúpula. Na coletiva de imprensa que se seguiu à reunião de cúpula, Barak atribuiria o fracasso às divergências sobre Jerusalém, antes de mudar sua versão dos fatos e dar ênfase ao problema dos refugiados.

Portanto, Camp David terminou sem acordo. Não era o fim do mundo. Alguns passos haviam sido dados, tabus haviam sido quebrados – sobre Jerusalém, pelos israelenses, que admitiam pela primeira vez uma forma de partilha; pelos palestinos, que admitiam que certos territórios da Cisjordânia ou de Jerusalém Oriental, com forte densidade de colonos, poderiam ser anexados por Israel.

Mas, em vez de construir algo a partir desses avanços, o primeiro-ministro israelense transferiu toda a responsabilidade pelo fracasso ao presidente palestino e, principalmente, começou a divulgar o velho slogan da direita: não há interlocutor do lado palestino. Repetida pelos jornalistas e pela mídia, essa tese iria adquirir força de lei. E Barak se dedicaria então a uma única tarefa, a de revelar “a verdadeira face” de Arafat. Não negociaria mais para chegar a um acordo, mas para mostrar que não se podia chegar a acordo algum.

As responsabilidades de Arafat

Quando retomou as conversações com os palestinos, na primavera de 2000, Barak havia perdido quase um ano e sua maioria governamental se desgastara

As negociações prosseguiram, é claro, principalmente por ocasião do encontro de Taba (Egito), em janeiro de 2001. Possibilitaram a reaproximação de posições sobre a maioria das questões em discussão, tanto territoriais quanto sobre a partilha da soberania em Jerusalém Oriental, segundo o princípio de que os bairros árabes seriam integrados no Estado palestino e os bairros judeus seriam anexados por Israel. Mesmo sobre a questão dos refugiados, os delegados israelenses fizeram propostas inovadoras7. Mas representariam elas realmente as posições de Barak? Ele jamais as confirmou.

Aliás, Menahem Klein, assessor do ex-ministro israelense das Relações Exteriores Shlomo Ben-Ami, admitiu recentemente que Barak lhe afirmara ter enviado uma delegação a Taba “unicamente para revelar a verdadeira face de Arafat, e não para concluir um acordo8”. De fato, o chefe do governo israelense conseguiria convencer sua opinião pública que, daí em diante, são “eles” ou “nós”. Daria, assim, um golpe mortal no campo da paz – Uri Avnery, velho militante pacifista israelense, teria razão em qualificar Barak de “criminoso de paz”.

Não se trata aqui – e Charles Enderlin até o enfatiza – de isentar os dirigentes palestinos de qualquer responsabilidade. Arafat muitas vezes é incapaz de tomar decisões, de ter pulso forte. Subestimou totalmente os riscos de uma vitória da direita nas eleições de fevereiro de 2001 e atribuiu um crédito injustificado ao novo governo norte-americano. Acima de tudo, mostra-se incapaz de compreender movimentos profundos da opinião israelense e de formular um programa claro, principalmente depois de desencadeada a segunda Intifada.

Porta-voz do colonialismo

Charles Enderlin desmente totalmente a idéia segundo a qual a direção palestina teria planejado a sublevação, opinião de que partilha seu confrade Georges Malbrunot, num relatório bem documentado sobre o levante dos palestinos, Das Pedras aos Fuzis9. Este último cita Saeb Erekat, que, dirigindo-se aos responsáveis pelos serviços de segurança em Jericó, no dia 31 de julho de 2000 – cerca de um mês antes do início da Intifada – declarou: “Camp David fracassou, mas é preciso preservar os avanços. As negociações continuam e as chances de se chegar a um acordo são reais (...) Nas próximas semanas, vocês devem evitar atritos que possam levar a um confronto violento.”

Mas já era tarde demais. A Autoridade teria que encarar a revolta do povo palestino, que queria o fim imediato da ocupação. Seriam necessárias ainda várias semanas – é bom lembrar – para que a Intifada se militarizasse, em resposta à repressão do exército, cuja amplitude é lembrada por Georges Malbrunot: “204 palestinos são mortos por soldados israelenses entre 28 de setembro e 2 de dezembro, dos quais 73 menores de 17 anos e 24 membros dos serviços de segurança. ‘Não podíamos perder dez crianças por dia, o custo humano era pesado demais. Devíamos passar a outra estratégia’, enfatizam, em uníssono, os dirigentes palestinos.”

Menahem Klein revelou que Barak lhe disse ter enviado uma delegação a Taba só para “revelar a verdadeira face de Arafat, e não para concluir um acordo”

Os acordos de Oslo são letra morta, de agora em diante. Um falecimento cujas causas ainda serão debatidas por muito tempo, assim como as responsabilidades pessoais de uns e outros. Mas a paz fracassou principalmente porque a potência invasora, Israel – o governo, assim como também uma parte considerável da opinião pública – foi incapaz de reconhecer o Outro, o palestino, como um igual. Os direitos dos palestinos à dignidade, à liberdade, à segurança, à independência, foram sempre subordinados aos direitos dos israelenses. Para avançar, seria fundamental romper com a visão colonial de que Barak se fez o porta-voz a partir de então.

Obsessão racista

Numa entrevista recente, em que apóia a estratégia de terror de Sharon, principalmente a Operação Muralha Protetora, no mês de abril de 2002 – que preferiria que fosse “mais enérgica e mais rápida e contra todas as grandes cidades de uma vez” – Barak revela sua “verdadeira face”. Menciona os árabes: “São o produto de uma cultura na qual dizer uma mentira não representa problema algum (creates no dissonance). Não sofrem, como na cultura judaico-cristã, ao dizer uma mentira. A verdade, para eles, é uma categoria irrelevante (irrelevant).”

Essa visão essencialista10, que põe no banco dos réus toda uma cultura, lembra a obsessão racista que propagavam as autoridades francesas na Argélia e das quais Camille Brunel, escritor colonialista do começo do século XX, se fazia o arauto: “Um oficial francês agraciara um insurreto árabe que, no entanto, merecera cem vezes a morte. O outro lhe retrucou nestes termos: sou teu devedor; e para te agradecer, te dou um conselho que você jamais deverá esquecer porque lhe será sempre útil: ‘Não confie jamais num árabe, nem mesmo em mim’11.”
(Trad.: Fábio de Castro)

1 - Ler, de Charles Enderlin, O sonho despedaçado. História do fracasso do processo de paz no Oriente Médio. 1995-2002, ed. Fayard, Paris, 2002, 366 páginas, 20 euros (cerca de 60 reais).
2 - Ler, principalmente, de Robert Malley e Hussein Agha,a edição de 9 de agosto de 2001 do New Yord Review of Books. Um dos primeiros artigos contestando a visão dominante de Camp David foi redigido por Amnon Kapeliouk: “L’indépendance palestinenne aux forceps”, Le Monde diplomatique, setembro de 2000. Ler também, “Retour sur les raisons de l’échec de Camp David”, Le Monde diplomatique, fevereiro de 2002.
3 - Citado por Michel Warschawski em Sur la frontière, ed. Stock, Paris, 2002, 230 p.
4 - New York Review of Books, 13 de junho de 2002.
5 - Ibidem.
6 - Ibidem, resposta de Robert Malley, que participou da cúpula como assessor do presidente Clinton.
7 - Sobre as negociações de Taba, ler Le Monde diplomatique, setembro de 2001.
8 - Haaretz, 2 de maio de 2002.
9 - Ler, de Georges Malbrunot, Das Pedras aos Fuzis. Os Segredos da Intifada, ed. Flammarion, Paris, 2002.
10 - N.T.: Teoria filosófica segundo a qual a essência precede a existência.
11 - Citado por Alain Ruscio, Le Credo de l’homme blanc/i<, ed. Complexe, Bruxelas, p.63.




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