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A loveLife, uma ONG financiada por Henry Kaiser e Bill Gates, mantém um centro para jovens, a 40 quilômetros de Johannesburgo, onde eles podem fazer esporte, aprender informática e encontrar preservativos e anticoncepcionais

Philippe Rivière - (01/08/2002)

“O produto que vendemos é um modo de vida positivo, associado à marca loveLife”, explica o médico David Harrison

Impossível não os ver: enormes painéis publicitários, de cores vivas, expostos ao longo das estradas, com slogans pouco comuns. “Qual de seus amantes decidiu o seu futuro?”, pergunta um deles. Outro, ao lado de um coração despedaçado, garante: “Não é o fim do seu mundo.” Uma única assinatura, com marca registrada: loveLifeTM.

“Temos cinco anos pela frente para mudar os rumos da epidemia: para conseguir, teremos que estar por toda parte, teremos que ser grandes.” No primeiro andar da sede da loveLife, em Johannesburgo, o doutor David Harrison expõe a estratégia de sua organização: “A curva de novas infecções só irá recuar se conseguirmos uma mudança de comportamento em relação à sexualidade por parte dos jovens de 12 a 17 anos. E esses jovens sul-africanos interessam-se pela propaganda, pelos nomes de marcas. Adotamos, portanto, uma posição de concorrentes da Diesel, da Nike ou da Guess... O produto que vendemos é um modo de vida positivo, associado à marca loveLife!” No andar térreo, na central telefônica, ecoam todos os idiomas falados na África do Sul; centenas de adolescentes procuram respostas para suas dúvidas sobre o amor, a fidelidade, a sexualidade, as doenças sexualmente transmissíveis etc.

O centro de Orange Farm

Alguns professores universitários criticam a prática de marketing da loveLife e se sentem indignados com esse “desperdício absoluto de dinheiro”

“As mensagens são ótimas... para os jovens de Paris ou de Boston”, critica a antropóloga Suzanne Leclerc-Madlala. Outros professores universitários, indignados com esse “desperdício absoluto de dinheiro”, chegam a ver na loveLife “uma ameaça: ao defenderem salários altos e ao monopoliarem alguns aspectos da luta contra a AIDS, eles esvaziam as outras organizações. Em detrimento de uma resposta pluralista e durável, adaptada às condições locais, que deu certo em Uganda”.

Em Orange Farm – uma township bastante afastada, a cerca de 40 quilômetros ao sul de Johannesburgo – a loveLife administra um centro de juventude, único lugar num perímetro de vários quilômetros em que as crianças podem praticar esporte, discutir, aprender informática... e encontrar preservativos e anticoncepcionais. Como não dispõem de receita própria – com exceção de 50% da publicidade inserida na revista mensal S’camto Print –, esses projetos são basicamente financiados por duas fundações norte-americanas: a de Henry J. Kaiser e a de Bill & Melinda Gates.

O que aconteceria com Orange Farm – e os outros onze centros de juventude da loveLife – se os investidores retirassem seu apoio? “Ah! Prefiro nem pensar!”, exclama, no caminho de volta, René Hicks, editora da S’camto Print.
(Trad.: Jô Amado)




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