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DOSSIÊ 11 DE SETEMBRO

“Parâmetros claros”

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(01/09/2002)

Em janeiro do ano 2000, o candidato republicano George W. Bush era mais do que reservado no que se refere ao emprego de forças militares no exterior. Entrevistado pela emissora ABC, explicou: “Não gosto de genocídios e não gosto de limpezas étnicas. Mas cabe ao presidente fixar parâmetros claros que permitam saber quando e para onde será necessário enviar tropas”. Quase ao mesmo tempo, não poupava críticas à Rússia, país que, segundo ele, era tratado com muita indulgência por parte do governo Clinton: “A Rússia não irá aprender as lições da democracia usando o breviário da tirania”. E explicava que a cooperação com aquele país seria “impossível”, se Moscou não adotasse uma “postura civilizada”. A partir do 11 de setembro, esses “parâmetros claros” mudaram: os Estados Unidos declaram-se prontos a ir à guerra contra qualquer país que “abrigue terroristas”; e as relações com Moscou – que continua sua guerra na Chechênia – deixaram de representar qualquer problema.

(Trad.: Jô Amado)




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