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Os melhores antídotos contra o antiamericanismo são justamente os textos de inúmeros escritores norte-americanos, que defendem uma certa idéia dos Estados Unidos e de seus valores contra aqueles que representam e ilustram seus governantes

Gilbert Achcar - (01/09/2002)

Paradoxalmente, o clima parece propício para que se faça uma melhor apreciação dos Estados Unidos. Não a dos centros do poder, em Washington, mas a de um país democrático, um dos que têm a maior capacidade de autocrítica do mundo – como foi sobejamente demonstrado por ocasião da guerra do Vietnã. É lógico que a reação popular aos atentados em Manhattan foi, inicialmente, emocional. Mas é menos consensual do que parecem sugerir as bravatas de George W. Bush. Prova disso é o belo trabalho de Beatrice Fraenkel, misturando texto e fotografias.

Uma amostragem edificante

Uma amostragem dessas reflexões pode ser encontrada numa antologia com críticas que vão de membros do establishment tradicional a figuras como Chomsky e Saïd

Como salientam dois grandes conhecedores da realidade norte-americana – num livro interessante sobre a relação entre a cultura e a incompreensão da antipatia suscitada por seu país –, “o problema, para o resto do mundo, é que a diversidade de opiniões norte-americanas tenha tão pouca repercussão no discurso político do governo, do Congresso e dos meios de comunicação”. Os melhores antídotos contra o antiamericanismo são justamente os textos de inúmeros escritores norte-americanos, que defendem uma certa idéia dos Estados Unidos e de seus valores contra aqueles que representam e ilustram seus governantes.

Uma amostragem edificante dessas reflexões sobre a “outra América” pode ser encontrada numa antologia muito oportuna. As críticas à política do governo Bush vão de membros do establishment intelectual tradicional, como o filósofo Ronald Dworkin e o sociólogo Michael Mann, a figuras de expressão da crítica radical, como Noam Chomsky e Edward Saïd. Esta última corrente, mais próxima das simpatias dos editores do livro, é nitidamente melhor apresentada. Também deve ser ressaltado – em homenagem a uma superioridade dos costumes norte-americanos em relação aos costumes franceses – que foram incluídos nessa antologia três mulheres (Judith Butler, Ângela Davis e Naomi Klein) e um negro, cujos textos ressaltam o interesse do trabalho coletivo. Um livro exemplar.

(Trad.: Jô Amado)

Referências Les écrits de septembre, New York, 2001, de Beatrice Fraenkel, ed. Textuel, Paris, 2002, 160 páginas, 27 euros (85 reais).

Pourquoi le monde déteste-t-il l’Amérique?, de Ziauddin Sardar e Merryl Wyn Davies, ed. Fayard, Paris, setembro de 2002, 19 euros (60 reais).

L’Autre Amérique. Les Américains contre l’état de guerre, antologia de vários autores. Os textos são apresentados por Daniel Bensaïd, Sebastian Budger e Eustache Kouvélakis, ed. Textuel, Paris, 2002, 238 páginas, 19 euros (60 reais).




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