Jornalismo Crítico | Biblioteca e Edição Brasileira | Copyleft | Contato | Participe! |
Uma iniciativa


» O prisioneiro que não cede ao Grande Irmão

» Previdência: a fábula da República das Laranjas

» A difícil arte de superar o senso comum

» Os mapas do poder dos ruralistas

» Petrobrás: assim Paulo Guedes planeja o desmonte

» O neoliberalismo periférico e a oportunidade perdida

» Nunca fomos tão pequenos

» Caro coxinha, nossa bandeira já é vermelha…

» O mundo encantado da Previdência privada

» A lógica senil da propriedade privada

Rede Social


Edição francesa


» « Différenciés », les Albanais du Kosovo

» Que cessent les vents chauvins

» Ainsi s'élargit le gouffre entre pouvoir capitaliste et réalités sociales

» Le poids du lobby pro-israélien aux États-Unis

» Tradition et qualité françaises

» Batna dans le vertige des peurs et des frustrations

» Vingt ans après, les plaies ouvertes du Kosovo

» Le champ sémantique du populisme

» Les dangers d'une monnaie unique

» L'Algérie sous le choc


Edição em inglês


» White supremacists worm their way into the West's mainstream

» Kosovo's open wounds, twenty years on

» Retiring the Statue of Liberty

» Iraq's choice: US air strikes or Iranian air conditioners?

» Gilets jaunes: the French uprising

» March: the longer view

» Rwanda now sets its own aid rules

» The rise of the hardliners

» Should we be combatting sexism to stimulate economic growth?

» Julia Buxton on Venezuela's ongoing crisis


Edição portuguesa


» O caso do Novo Banco: nacionalizar ou internacionalizar?

» Edição de Março de 2019

» Sabe bem informar tão pouco

» O presidente e os pirómanos

» Edição de Fevereiro e 2019

» As propinas reproduzem as desigualdades

» Luta de classes em França

» Das propinas ao financiamento do Ensino Superior

» Na Venezuela, a lógica do pior

» Vale a pena (re)ler John Kenneth Galbraith?


IRAQUE

O que nós não sabemos...

Imprimir
Enviar

Ler Comentários
Compartilhe

O secretário da Defesa norte-americano disse, a respeito das armas iraquianas, o seguinte: “Existem coisas que nós sabemos que sabemos. Existem coisas que nós sabemos que não sabemos. E existe aquilo que nós não sabemos que não sabemos”

(01/10/2002)

Anthony H. Cordesman, um pesquisador influente do Center for Strategic and International Studies, de Washington, observa, em um relatório de 12 de setembro, sobre as armas de que o Iraque dispõe atualmente: “Muitos dos que se opõem ou se perguntam a respeito de ataques contra o Iraque pedem provas do perigo iminente. Tendo falado com muita gente dos serviços de informação norte-americanos e com especialistas em armas de destruição em massa, acredito que eles partilham meu ponto de vista de que semelhante pedido é impossível.” Com exceção de testes humanos, “não temos nenhum meio de determinar a letalidade das armas biológicas iraquianas [...]. O Iraque não pode testar essas armas de forma maciça. Só conhecerá o poder letal do que utiliza através de sua utilização efetiva. O mesmo se dá com seus aperfeiçoamentos do agente químico VX […]. Só descobriremos se o Iraque é verdadeiramente perigoso quando ele utilizar suas armas.”

Porém, para Donald Rumsfeld, secretário de Defesa norte-americano, “a ausência de provas não é a prova da ausência de armas de destruição em massa. Existem coisas”, continua ele, “que nós sabemos que sabemos. Existem coisas que nós sabemos que não sabemos. E, enfim, existe aquilo que nós não sabemos que não sabemos” (citado por Foreign Afffairs, setembro – outubro de 2002).

Histeria supérflua

Entrevistado pelo jornal Yediot Ahronoth no dia 16 de agosto, o ministro da Defesa israelense, Benjamin Ben-Eliezer, reconheceu que há muita “guerra psicológica” durante esse período de expectativa. “Cada manhã, quando acordo e ouço todas essas histórias na mídia sobre os desdobramentos no Iraque, vou correndo olhar os jornais. Será que esqueci alguma coisa? Percorro as colunas e tudo permaneceu como antes. Não há motivo para essa ansiedade.” A respeito do armamento de que dispõe Saddam Hussein, prossegue: “Ele não tem armas nucleares. Nós julgamos que tenha armas químicas e, talvez, bombas bacteriológicas. Em pequena quantidade. Tanto quanto sabemos, não dispõe de muitos lançadores. Pensamos que tenha conseguido esconder uma parte de seu armamento químico e das bombas bacteriológicas. Nós o levamos em conta e nos preparamos. Mas estamos tão longe desse momento, que qualquer histeria é supérflua.”

(Trad.: Iraci D. Poleti)




Fórum

Leia os comentários sobre este texto / Comente você também

BUSCA

» por tema
» por país
» por autor
» no diplô Brasil

BOLETIM

Clique aqui para receber as atualizações do site.

Leia mais sobre

» Iraque
» Guerra contra o Iraque
» Poder Imperial dos EUA

Destaques

» O planeta reage aos desertos verdes
» Escola Livre de Comunicação Compartilhada
» Armas nucleares: da hipocrisia à alternativa
» Dossiê ACTA: para desvendar a ameaça ao conhecimento livre
» Do "Le Monde Diplomatique" a "Outras Palavras"
» Teoria Geral da Relatividade, 94 anos
» Para compreender a encruzilhada cubana
» Israel: por trás da radicalização, um país militarizado
» A “América profunda” está de volta
» Finanças: sem luz no fim do túnel
Mais textos