Jornalismo Crítico | Biblioteca e Edição Brasileira | Copyleft | Contato | Participe! |
Uma iniciativa


» As eleições 2020 na encruzilhada brasileira

» Cinema: Os últimos soldados da Guerra Fria

» A eleição mais árdua de Evo Morales

» Reviravolta no Oriente Médio: os curdos podem resistir

» Atualismo: assim percebemos o tempo no século XXI

» Porto ameaça cartão-postal amazônico

» Banco Mundial, parceiro de maldades de Bolsonaro

» Por que os EUA traíram a guerrilha curda

» Franz Kafka: como sair do labirinto

» Por trás do iPhone, o Estado e os militares

Rede Social


Edição francesa


» Ces dures grèves des ouvriers américains

» 17 octobre 1961 : rendez-vous avec la barbarie

» La gauche dans son ghetto, la droite à la radio

» Les médias américains délaissent le monde

» Fruits et légumes au goût amer

» La Bolivie dans l'étau du néolibéralisme

» La crise suscite de sérieux remous en Irak et relance la guerre froide en Proche-Orient

» Les rivalités entre Washington, Moscou et Pékin

» Gauche latino-américaine, version Uruguay

» Fascisme, islam et grossiers amalgames


Edição em inglês


» Iraq's demographic time bomb

» October: the longer view

» Socialism resurgent?

» Power to decide who's guilty

» East Germany's loyal returnees

» Ankara realpolitik

» South Africa's lands must be shared

» Turkey's rival Islamists

» Argentina's unlikely presidential duo

» Reversing the polarities


Edição portuguesa


» A crise catalã nasceu em Madrid

» Quantas divisões há entre os curdos?

» Edição de Outubro de 2019

» Estabilidade para quem?

» Washington contra Pequim

» Edição de Setembro de 2019

» Portugal não pode parar?

» Quem elegeu Ursula von der Leyen?

» Edição de Agosto de 2019

» Plural e vinculado à esquerda


IRAQUE

O que nós não sabemos...

Imprimir
enviar por email

Ler Comentários
Compartilhe

O secretário da Defesa norte-americano disse, a respeito das armas iraquianas, o seguinte: “Existem coisas que nós sabemos que sabemos. Existem coisas que nós sabemos que não sabemos. E existe aquilo que nós não sabemos que não sabemos”

(01/10/2002)

Anthony H. Cordesman, um pesquisador influente do Center for Strategic and International Studies, de Washington, observa, em um relatório de 12 de setembro, sobre as armas de que o Iraque dispõe atualmente: “Muitos dos que se opõem ou se perguntam a respeito de ataques contra o Iraque pedem provas do perigo iminente. Tendo falado com muita gente dos serviços de informação norte-americanos e com especialistas em armas de destruição em massa, acredito que eles partilham meu ponto de vista de que semelhante pedido é impossível.” Com exceção de testes humanos, “não temos nenhum meio de determinar a letalidade das armas biológicas iraquianas [...]. O Iraque não pode testar essas armas de forma maciça. Só conhecerá o poder letal do que utiliza através de sua utilização efetiva. O mesmo se dá com seus aperfeiçoamentos do agente químico VX […]. Só descobriremos se o Iraque é verdadeiramente perigoso quando ele utilizar suas armas.”

Porém, para Donald Rumsfeld, secretário de Defesa norte-americano, “a ausência de provas não é a prova da ausência de armas de destruição em massa. Existem coisas”, continua ele, “que nós sabemos que sabemos. Existem coisas que nós sabemos que não sabemos. E, enfim, existe aquilo que nós não sabemos que não sabemos” (citado por Foreign Afffairs, setembro – outubro de 2002).

Histeria supérflua

Entrevistado pelo jornal Yediot Ahronoth no dia 16 de agosto, o ministro da Defesa israelense, Benjamin Ben-Eliezer, reconheceu que há muita “guerra psicológica” durante esse período de expectativa. “Cada manhã, quando acordo e ouço todas essas histórias na mídia sobre os desdobramentos no Iraque, vou correndo olhar os jornais. Será que esqueci alguma coisa? Percorro as colunas e tudo permaneceu como antes. Não há motivo para essa ansiedade.” A respeito do armamento de que dispõe Saddam Hussein, prossegue: “Ele não tem armas nucleares. Nós julgamos que tenha armas químicas e, talvez, bombas bacteriológicas. Em pequena quantidade. Tanto quanto sabemos, não dispõe de muitos lançadores. Pensamos que tenha conseguido esconder uma parte de seu armamento químico e das bombas bacteriológicas. Nós o levamos em conta e nos preparamos. Mas estamos tão longe desse momento, que qualquer histeria é supérflua.”

(Trad.: Iraci D. Poleti)




Fórum

Leia os comentários sobre este texto / Comente você também

BUSCA

» por tema
» por país
» por autor
» no diplô Brasil

BOLETIM

Clique aqui para receber as atualizações do site.

Leia mais sobre

» Iraque
» Guerra contra o Iraque
» Poder Imperial dos EUA

Destaques

» O planeta reage aos desertos verdes
» Escola Livre de Comunicação Compartilhada
» Armas nucleares: da hipocrisia à alternativa
» Dossiê ACTA: para desvendar a ameaça ao conhecimento livre
» Do "Le Monde Diplomatique" a "Outras Palavras"
» Teoria Geral da Relatividade, 94 anos
» Para compreender a encruzilhada cubana
» Israel: por trás da radicalização, um país militarizado
» A “América profunda” está de volta
» Finanças: sem luz no fim do túnel
Mais textos