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A ’História das Índias’ é uma análise crítica, concreta, precisa e eloqüente de todas as justificativas para a colonização, as quais, como mostra frei Bartolomé de Las Casas (1484-1566), são as máscaras hipócritas da crueldade e da cobiça

Pierre Lepape - (01/02/2003)

Bartolomé de Las Casas mostra como os melhores espíritos enlouquecem e se enfurecem quando são tomados pela febre do lucro e da dominação

Finalmente foi integralmente traduzida para o francês a obra maior daquele que chamava a si mesmo de “o defensor universal dos índios”, frei Bartolomé de las Casas (1484-1566). Dos muitos escritos desse monge castelhano – historiador, teólogo, jurista e militante – é principalmente conhecida a Très brève relation de la destruction des Indes – testemunho apavorado e apavorante das atrocidades cometidas pelos conquistadores espanhóis contra os índios caribenhos e da América Central – e a famosa Controverse de Valladoid, em que se opôs, durante quase dois anos, ao célebre Ginés de Sepulveda, a respeito do tema da barbárie dos índios. Assim, sua História das Índias1 não é apenas uma tese humanista em favor dos seus “protegidos” ou uma crônica documentada das destruições operadas por Cristóvão Colombo e seus sucessores. É uma análise crítica, concreta, precisa e eloqüente de todas as justificativas da colonização, as quais, mostra Las Casas, são as máscaras hipócritas da crueldade e da cobiça.

Pois a exploração colonial não destrói apenas os índios; destrói a alma dos que a praticam. Las Casas sabe do que está falando: ele mesmo quase sucumbiu nessa aventura quando, em sua juventude, possuiu minas de ouro e uma propriedade agrícola na ilha Hispaniola (São Domingos, no Haiti). Com os índios reduzidos à escravidão morrendo como moscas, teve a idéia de libertá-los, substituindo-os por negros capturados pelos portugueses na costa da Guiné. Essa idéia, que teria o sucesso que se sabe, provocou nele um remorso dilacerante. Quarenta anos depois, ao terminar sua História, ainda se julgava culpado por inadvertência e cegueira, “pois a prisão dos negros era tão injusta quanto a dos índios”. Las Casas mostra como os melhores espíritos – os conselheiros mais sábios, os religiosos mais eruditos e mais ternos, os homens políticos mais esclarecidos – enlouquecem e se enfurecem quando são tomados pela febre do lucro e da dominação.

A guerra indígena é justa

Las Casas conta toda a história desde o primeiro desembarque de Colombo. Dispunha dos arquivos e das memórias do Descobridor e de uma impressionante documentação em primeira mão. Diferentemente da maior parte de seus opositores, que tiravam conclusões baseadas em abstrações, ele viveu muito tempo nas Índias Ocidentais. Em cada etapa, acumulou provas do desastre, endereçou relatos, petições e súplicas, denunciou os crimes da escravidão e da destruição das estruturas indígenas tradicionais. Bradou que a única justificativa cristã para a descoberta do Novo Mundo era a emancipação e a conversão pacífica das populações que o habitavam.

O autor dispunha dos arquivos e das memórias de Cristóvão Colombo e de uma impressionante documentação em primeira mão

Apesar de sua fé inabalável nas graças da divina providência, perdeu. Viu populações indígenas desaparecerem sob seus olhos nas ilhas do Caribe; e outras, de terra firme (Venezuela, Colômbia), serem deportadas para substituir as primeiras. Viu guerras alastrarem-se e países empobrecerem. Pregou no deserto, com uma liberdade na medida do seu desespero: “Por onde elas se travam ou travarão, contra infiéis como os habitantes dessas Índias, essas guerras foram, são e serão injustas, iníquas e tirânicas, e são condenadas por toda a lei natural, humana e divina; qualquer guerra que partir dos indígenas contra qualquer espanhol ou cristão que antes lhe tenha feito o mesmo é absolutamente justa. E queira Deus que eu morra segundo a mesma justiça que recebem essas pessoas hoje, numa guerra cruel. Eles têm esse direito e sempre o terão, até o dia do juízo final.”

Ironia da “história oficial”

Frei Bartolomé não tinha ilusão alguma: ainda que a brade por toda parte, sua verdade é inaudível para seus contemporâneos; são os tempos da cobiça. Assim que o velho dominicano terminou o terceiro livro de sua História, confiou o manuscrito ao colégio São Gregório, de Valladolid, proibindo sua divulgação durante 40 anos, a fim de que “não seja publicado antes da hora, pois isso não tem sentido e, portanto, não terá proveito algum”.

Quarenta anos: foi esse o prazo que Las Casas deu para que se abrissem os olhos. É sabido o que aconteceu. Em 1571 seu manuscrito deixou de ser secreto para servir de matéria-prima – cuidadosamente expurgada e desviada de seu espírito – para a grande história oficial da conquista, de Antonio de Herrera. Quanto ao livro de Las Casas, monumento do Renascimento e dos direitos humanos, era tão perigoso que precisou esperar até 1875 e a ruína do colonialismo espanhol para ser publicado.

(Trad.: Denise Lotito)

1 - Histoire des Indes, de Bartolomé de Las Casas, editado por André Saint-Lu, traduzido do espanhol por Jean-Pierre Clément e Jean-Marie Saint-Lu. Três volumes, 1.080, 364 e 890 páginas, 35, 25 e 35 euros (respectivamente 137,50, 97,50 e 137,50 reais). Edição original: Historia de las Índias


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