Jornalismo Crítico | Biblioteca e Edição Brasileira | Copyleft | Contato | Participe! |
Uma iniciativa


» 26 de outubro de 2021

» Hora de retomar a luta pelo transporte público

» A patética missão de Paulo Guedes

» Boaventura: Portugal num momento de perigo

» Dinheiro, economistas vulgares e luta de classes

» Andrea Loparic

» 25 de outubro de 2021

» Clima: por que é possível vencer o fatalismo

» Sobre meninas, violência e o direito ao aborto

» Pochmann: É necessária nova abolição

Rede Social


Edição francesa


» La Cour des comptes, cerbère de l'austérité

» Salaires : « Il est parti où, cet argent ? »

» Trompeuses métaphores du cancer

» Etes-vous heureux, ravi ou enchanté de travailler dans un institut de sondage ?

» « Le Monde diplomatique » en Algérie

» « Le Monde diplomatique » en Algérie

» Infernal manège des sondages

» Droit du travail : vers des « jugements automatiques »

» Mes vacances en Terre sainte

» Les bonnes recettes de la télé-réalité


Edição em inglês


» ‘Le Monde diplomatique' in Algeria

» Millennial Schmäh

» UK: what happened to the right to food?

» Taiwan at the heart of the US-China conflict

» October: the longer view

» What do we produce, and why?

» Hunger in France's land of plenty

» In search of a good food deal

» Georgia's love-hate affair with Russia

» Latin America faces tough choices


Edição portuguesa


» Edição de Outubro de 2021

» Um império que não desarma

» Convergir para fazer que escolhas?

» O mundo em mutação e o Estado - em crise?

» Edição de Setembro de 2021

» Transformação e resiliência

» O caminho de Cabul

» Edição de Agosto de 2021

» Ditadura digital

» Desigualdades digitais


ECONOMIA

Quando The Economist pensa contra si mesmo

Imprimir
enviar por email

Ler Comentários
Compartilhe

Diante do êxito da Malásia, que impôs o controle cambial para responder à crise financeira de 1997, violando um dos cânones mais sagrados da ortodoxia liberal, badalado semanário econômico liberal faz auto-crítica

Bernard Cassen - (01/06/2003)

“Durante muito tempo, este jornal afirmou que o controle da movimentação de capitais devia ser proscrito em qualquer caso”

É uma verdadeira retratação, o que acaba de fazer The Economist, altivo guardião da ortodoxia liberal: o controle da movimentação de capitais teria algo de bom! O semanário britânico tem convicções, mas também respeita fatos. “Pensar contra si mesmo” não se limita a ser uma retificação ambígua ou uma embrulhada para convencer o leitor: é um editorial completo e o artigo de conclusão de um amplo tema que assinalam a abrupta mudança de opinião1.

Lembrando que a Malásia respondeu à crise financeira de 1997-1998, “violando um dos cânones mais sagrados da ortodoxia econômica: a imposição de um controle cambial”, The Economist constata que esse procedimento teve pleno êxito. Em seguida, faz uma autocrítica: “Durante muito tempo, este jornal afirmou que o controle da movimentação de capitais devia ser proscrito em qualquer caso. Ora, deduz-se dos dados analisados neste tema que o mercado mundial de capitais é turbulento e perigoso, particularmente para as economias pouco desenvolvidas, mal equipadas para nele navegar. Certamente, o controle cambial não é a melhor maneira de se preparar para isso, mas, para determinados países, vale mais do que não se preparar de forma alguma.” O semanário menciona em seguida, favoravelmente, o caso do Chile, que impôs taxas sobre a entrada de capitais para lutar contra sua volatilidade.

“Mesmo que isso signifique uma certa desordem, os economistas liberais deveriam reconhecer que os controles da movimentação de capitais se justificam.”

Conclusão: “Mesmo que isso signifique uma certa desordem, os economistas liberais deveriam reconhecer que – em certos casos e dentro de certos limites – os controles da movimentação de capitais se justificam.” Segue-se uma admoestação transatlântica: “Ao negociarem novos acordos de livre-comércio com o Chile e Cingapura, os Estados Unidos exigiram recentemente uma liberalização completa da conta de capital. Experiências amargas fazem pensar que essas exigências são um erro. Está mais do que na hora de revisar a ortodoxia econômica a esse respeito.”

(Trad.: Regina Salgado Campos)

1 - Ler o editorial “A place for capital controls” e o artigo “A slightly circuitous route” sobre o tema “A cruel sea of capital. A survey of global finance”, The Economist, Londres, 3 de maio de 2003.




Fórum

Leia os comentários sobre este texto / Comente você também

BUSCA

» por tema
» por país
» por autor
» no diplô Brasil

BOLETIM

Clique aqui para receber as atualizações do site.

Leia mais sobre

» Malásia
» Neoliberalismo
» Mercados Financeiros Internacionais
» Ditadura das Finanças
» Pensamento Único
» Imprensa e Poder

Destaques

» O planeta reage aos desertos verdes
» Escola Livre de Comunicação Compartilhada
» Armas nucleares: da hipocrisia à alternativa
» Dossiê ACTA: para desvendar a ameaça ao conhecimento livre
» Do "Le Monde Diplomatique" a "Outras Palavras"
» Teoria Geral da Relatividade, 94 anos
» Para compreender a encruzilhada cubana
» Israel: por trás da radicalização, um país militarizado
» A “América profunda” está de volta
» Finanças: sem luz no fim do túnel
Mais textos