Jornalismo Crítico | Biblioteca e Edição Brasileira | Copyleft | Contato | Participe! |
Uma iniciativa


» Por que o Brasil precisa de um Estado gastador

» A empregada de Guedes e a cozinheira de Lênin

» Esquerda e governo: ideias e lições históricas (2)

» Evo: Como reconstruir o Socialismo Comunitário

» Educação Pública: E se Bolsonaro destruir o Fundeb?

» Cinema: quando o vazio é combustível à vida

» Boaventura: o desenvelhecimento do mundo

» Coronavírus: por que a ameaça persiste

» Quem tem medo de Bernie Sanders

» A nova face das corporações modernas (2)

Rede Social


Edição francesa


» L'enfance, une espèce en danger ?

» Progrès technologique et régression sociale

» La recolonisation du plus pauvre pays de l'hémisphère occidental

» Taïwan, ou l'indépendance dans le brouillard

» Sur les causes de la pauvreté des nations et des hommes dans le monde contemporain

» La criminalité en « col blanc », ou la continuation des affaires…

» Les manœuvres à l'intérieur du parti de M. McGovern diminuent les chances d'un candidat démocrate

» Un réseau élargi et solidaire

» Images strictement contrôlées

» La leçon de Cro-Magnon


Edição em inglês


» US ideologues in the ascendant?

» US ideologues in the ascendant?

» Rojava, a fragmented territory

» Australia's angriest summer

» February: the longer view

» African national parks managed by African Parks

» Genetic medicine makes the world less fair

» From apartheid to philanthropy

» Who is the land for?

» Belarus, the industrious state


Edição portuguesa


» Edição de Fevereiro de 2020

» O que Donald Trump permite…

» As marcas do frio

» Edição de Janeiro de 2020

» Embaraços externos

» De Santiago a Paris, os povos na rua

» Que prioridades para uma governação mais à esquerda?

» Edição de Dezembro de 2019

» Uma fractura social exposta

» «Uma chacina»


GLOBALIZAÇÃO

PNUD reconhece recuos

Imprimir
enviar por email

Ler Comentários
Compartilhe

Chefes de Estado de 189 países reunidos durante a Cúpula das Nações Unidas em 2000 definem os « Objetivos do Milênio » reconheceendo os recuos da globalização e que a pobreza é frequentemente um problema político

Ricardo Petrella - (01/08/2003)

No decorrer dos anos 90, 54 países registraram um recuo de sua renda média e 21 regrediram em matéria de desenvolvimento humano

O Relatório 2003 do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) é dedicado aos « Objetivos do Milênio » aprovados pelos chefes de Estado de 189 países reunidos durante a Cúpula das Nações Unidas em Nova York, em setembro de 2000. Quais são estes objetivos? Vamos citá-los em quatro: reduzir à metade o número de pessoas « extremamente pobres » (menos de 1 euro por dia de renda); garantir a educação primária para todos; parar a propagação do HIV/AIDS e controlar a malária e outras grandes doenças; reduzir à metade a população que não tem acesso à água potável e aos serviços sanitários...

O Relatório parte das seguintes constatações: 1) no decorrer dos anos 90, 54 países registraram um recuo de sua renda média e 21 regrediram em matéria de desenvolvimento humano; 2) os progressos realizados no decorrer das três últimas décadas em matéria de expectativa de vida e de luta contra o analfabetismo mostram que é possível atingir os objetivos do Milênio. « A pobreza não tem nada de fatalidade (...). A pobreza é freqüentemente um problema político », diz o Relatório.

Repartição da riqueza

O Relatório admite que a visão otimista da globalização se revelou amplamente inoperante para centenas de milhões de pobres

Os autores pensam que não é preciso focalizar a estratégia de desenvolvimento apenas no crescimento econômico e que é preciso agir em favor de uma repartição mais equitável das riquezas e dos serviços, mas eles permanecem convencidos da primazia do crescimento (as palavras "capitalismo" ou "capitalista" não aparecem aí) e do desenvolvimento científico e técnico como soluções mestras. "Bastaria – escrevem eles – utilizar as tecnologias existentes e canalizar melhor os meios financeiros para resolver vários problemas encontrados em grande parte do mundo em desenvolvimento".

Testemunha disso é a maneira como eles evocam a globalização liberal. Lembrando a idéia disseminada nos anos 90 que fazia da globalização "o novo motor do progresso econômico em escala planetária", o Relatório acaba admitindo que "esta visão otimista se revelou amplamente inoperante para centenas de milhões de pobres".

(Trad.: Fabio de Castro)




Fórum

Leia os comentários sobre este texto / Comente você também

BUSCA

» por tema
» por país
» por autor
» no diplô Brasil

BOLETIM

Clique aqui para receber as atualizações do site.

Leia mais sobre

» ONU
» Pobreza
» Ajuda ao Desenvolvimento

Destaques

» O planeta reage aos desertos verdes
» Escola Livre de Comunicação Compartilhada
» Armas nucleares: da hipocrisia à alternativa
» Dossiê ACTA: para desvendar a ameaça ao conhecimento livre
» Do "Le Monde Diplomatique" a "Outras Palavras"
» Teoria Geral da Relatividade, 94 anos
» Para compreender a encruzilhada cubana
» Israel: por trás da radicalização, um país militarizado
» A “América profunda” está de volta
» Finanças: sem luz no fim do túnel
Mais textos