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CINEMA

Paradoxos do cinema iraniano

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Nas últimas duas décadas, o cinema iraniano virou importante produto de exportação. A revolução islâmica mudou sua face, mas não prejudicou sua ascenção no exterior. Até onde esse sucesso estaria ligado às próprias dificuldades do país?

Javier Martin, Nader Takmil Homayon - (01/09/2003)

Um cinema original, que tem seus códigos, suas referências, sua estética, seus autores e que se tornou o espaço de expressão essencial da sociedade civil

Outrora, quando se falava do Irã logo pensávamos em petróleo, caviar, tapetes e Savak 1. Agora, o cinema representa o “produto” de exportação do qual o país mais se orgulha. Em menos de 20 anos, ele se impôs em todos os festivais internacionais. Um cinema original, que tem seus códigos, suas referências, sua estética, seus autores e que se tornou o espaço de expressão essencial da sociedade civil. Ele é apreciado pelo público ocidental certamente por causa da imagem que se apresenta quase como um documentário de um país que mal se conhece. Embora seja um pardoxo, o cinema iraniano conheceu seu verdadeiro sucesso depois da revolução islâmica de fevereiro de 1979.

Desde seu nascimento, esse cinema mantém laços estranhos com o poder. Tudo começa em 1900, por ocasião da viagem à Europa de Mozaffar ed-in Shah, quinto soberano da dinastia Qadjar, que compra uma câmera. Seu fotógrafo oficial, Mirza Ebrahim Khan Akass Bashi filma uma exposição de flores em Ostende, no dia 18 de agosto de 1900. Assim, nasce a primeira obra filmada por um Iraniano. Mas por muito tempo o cinema será apenas um brinquedo nas mãos do Xá.

Um possível instrumento para a moral

Embora as primeiras salas de projeção tenham sido abertas desde 1904, só terão uma certa importância em Teerã e no interior do país nos anos 20. Em 1928, até uma sala de cinema exclusivamente reservada ao público feminino foi aberta. Uma experiência audaciosa que resultaria num fracasso em termos econômicos.

Os religiosos, desde essa época conscientes do poder das imagens, ficam divididos entre temer ou se deixar atrair. Há uma forte tendência para proibir: os filmes vindos do Ocidente podem vincular valores contraditórios com os do Islã e da cultura iraniana. Porém, em vez de se opor a esta invenção sedutora decidem estimular seu desenvolvimento “à maneira iraniana”, para que ela possa estar disponível para a pedagogia do ensino da moral e da identidade nacional para uma população, na sua maioria, analfabeta.

A primeira censura

Em 1933, diretores iranianos rodam na Índia “A mulher da tribo Lor”, o primeiro filme falado e, também, o primeiro filme censurado pelas autoridades

O cinema começa, pouco a pouco, a se legitimar nessa sociedade tradicionalista. Mas, será preciso esperar 1932 para que seja realizado o primeiro longa-metragem: “Hadji Agha, ator de cinema”, do diretor Ovanes Ohanian - único filme mudo conservado até hoje. Nele o diretor denuncia, de uma forma paródica e inconscientemente premonitória, a hostilidade que o cinema iria sofrer no país.

No ano seguinte, Ardeshir Irani e Abdol Hossein Sepanta rodam na Índia “A mulher da tribo Lor”, o primeiro filme falado e, também, o primeiro filme censurado. As autoridades impôem ao realizador um filme um fim de propaganda absurdo: um vidente anuncia que um dia uma estrela – Xá Reza – vai tirar o país do caos e do banditismo e a ele devolver a glória do passado. Apesar do prometido sucesso desse filme, na ausência de capital privado, as iniciativas pessoais são raras e a produção cinematrográfica acaba parando entre 1938 e 1948. O mercado passa então a ser dominado pelas realizações americanas, indianas, egípcias ...

A explosão dos anos 50

Com apenas 13 filmes até 1950, a produção iraniana acaba se desenvolvendo graças aos filmes do tipo “chanchada”: filmes de divertimento inspirados nos filmes indianos e nos egípcios, freqüentemente de péssima qualidade, mas que têm o mérito de atrair o capital privado necessário à criação e ao desenvolvimento de uma verdadeira indústria cinematrográfica. “O Tesouro de Gharon” de Siamak Yassami( 1965) consegue um enorme sucesso.

Os filmes tipo “chanchada”, de péssima qualidade, acabaram atraindo, nos anos 60, o capital privado necessário ao desenvolvimento de uma indústria cinematográfica

Estimulado por essa produção comercial, o cinema popular conhece então um formidável sucesso: 300 salas de cinema em todo o país em 1963, 33 milhões de ingressos vendidos só em Teerã! Na maioria dessas comédias e policiais pode-se ver traços da sociedade iraniana, como certos conflitos entre ricos e pobres, entre a tradição e a modernidade. Os filmes “djahel” (seriado), gênero tipicamente iraniano, tornam-se muito populares, como “ O Ladrão generoso” , de Madjid Mohseni (1958): eles têm, como heróis, ladrões de bom coração e através deles são abordados temas como a pobreza e a injustiça social. São males dos quais sofre uma grande parte da população naquele momento em busca de uma figura protetora.

A contestação do “cinema diferente”

Graças a cineastas como Farokh Gaffary, assistente de Henri Langlois, critíco da Revista Positif e fundador da Cinemateca do Irã, em 1958 – seu filme “Sul da cidade” (1958) foi proibido durante 5 anos! - ou Ebrahim Golestan, diretor do notável “O ladrilho e o espelho” (1965), produtor de “A Casa é negra” (1962), realizado por sua companheira Forough Farrokhzad, o “cinema do autor” se viabiliza.

O compromisso político que, a partir de 1969, marca profundamente o cinema iraniano estará sempre presente até a revolução de 1979. “A Vaca” de Daniush Mehrjui e “Gueyssar” de Massoud Kimiai são dois filmes símbolos desse período. Entre a “Nouvelle Vague” francesa, o “Neo-realismo” italiano e o fatalismo xiita, toda uma geração de realizadores – Kiarostami (O Passageiro), Beyzaí (O aguaceiro), Naderi (Adeus amigo), Kimiavi(Os mongóis), Shahid Saless (Um simples acontecimento) – usam sua câmera para denunciar a miséria da população. Rapidamente, o movimento passa a ser chamado de “Cinemay-e motofavet” (cinema diferente). Nessa época, os cineastas ainda conseguem se exprimir, embora com dificuldades, passando pelo crivo da censura. As contestações, às vezes contundentes, são dirigidas com muita delicadeza, ampliando os níveis de interpretação, jogando continuamente com a realidade e com a ficção. Amir Naderi, em “A Harmônica” (1973) denuncia, de forma sutil, tanto a exploração dos camponeses pelos proprietários de terras, como a do país pelo Xá. Behrouz Vossoughi, a grande estrela do cinema, em “Reza, o motociclista” faz o papel de um louco fugido de um hospital psiquiátrico, fazendo-se passar por um intelectual parecido com ele. Eles colocam assim em evidência o mal estar e a incapacidade da sociedade para funcionar num país onde o modernismo parece nascer das cinzas do passado.

Cinema “islamicamente correto”

A partir de 1969, o compromisso político marca profundamente o cinema iraniano – a geração do “cinema diferente” usa a câmera para denunciar a miséria da população

Mas quando as estátuas do Xá são derrubadas em 1979, os Bancos (símbolos do imperialismo econômico e do tráfico financeiro) são apredejados, os cafés destruídos, os cinemas queimados...

O fato de a revolução islâmica atacar o cinema, parece, à primeira vista, uma coisa natural: afinal, é nas salas escuras de cinema que se pode ver mulheres nuas. Tudo nos leva a crer que seria o fim do cinema. Entretanto, no dia seguinte do triunfo de 11 de fevereiro de 1979, o Aiatolá Khomeini faz uma declaração surpreendente: não tomará nenhuma posição contra o cinema e, pelo contrário, vai dar-lhe estímulo ...ao traçar as linhas estéticas e ideológicas de um cinema “islamicamente correto”.

Em alguns meses, o novo regime impõe toda uma série de regras não escritas: o espectador não pode jamais achar simpático um criminoso ou alguém que tenha pecado; o tráfico de drogas não pode nunca aparecer; o casamento e a família devem ser respeitados; o adultério não deve ser evocado; os gestos sugestivos são proibidos; homens e mulheres não podem se tocar (mesmo entre marido e mulher); os temas “vulgares” ou “desagradáveis” devem ser evitados; a blasfêmia é estritamente proibida; os religiosos não podem ser mostrados como personagens cômicos ou desonestos... As restrições não se limitavam apenas ao roteiro, mas valiam também para a organização das filmagens. Era preciso, por exemplo, ter maquiadores dos dois sexos para se ter certeza de que não haveria contato ilícito.

Apoio dos cineastas à revolução

No dia seguinte à revolução, Khomeini faz uma declaração surpreendente: não tomará nenhuma posição contra o cinema – ao contrário, vai dar-lhe estímulo

O poder, muito ocupado com os problemas econômicos, institucionais e políticos nunca estabeleceu verdadeiramente princípios ou códigos. São os próprios cineastas (jovens idealistas revolucionários, como alguns realizadores oportunistas da época do Xá) que começaram a fazer filmes denunciando o antigo regime e enaltecendo os valores da revolução.

Os títulos de seus filmes falam por si : “Quando o povo se revolta”, “Os arrozais sangrentos”, “Os revoltados”, “O Grito do moudjahid”, “O soldado do Islã”, “A chuva de sangue”.... A guerra contra o Iraque, que fez um milhão de mortos e 200 mil feridos entre os iranianos, muda evidentemente o clima: os heróis tornam-se combatentes, glorificados como “Bashu, o pequeno estrangeiro” (1988) de Bahram Beyzai, ou desencantados como em “Feridas de um casamento” (1989), realizado por Mohsen Makhmalbaf, nessa época grande defensor dos valores islâmicos. Esses filmes ainda inéditos na França são muito populares no Irã.

Proibidos no Irã, liberados para exportação

O sucesso além da fronteira chega com “O Corredor” (1985). Premiado em todos os Festivas Internacionais, o filme de Amir Nadent correu o mundo. Em dois anos, uns 20 filmes seguem o mesmo caminho. Paradoxo comum: os filmes não oferecem sempre uma imagem idílica do país, mas o Estado apóia a sua distribuição, esperando fazer brilhar outra vez o brasão da República Islâmica. A contradição chega a tal ponto que certos filmes são proibidos no Irã mas têm autorização para serem enviados ao exterior. São realizados entre 60 a 70 filmes a cada ano. Em 1997, o cinema iraniano atinge seu mais alto nível e recebe a Palma de Ouro em Cannes por “O gosto da cereja”.

Levados por essa onda, alguns jovens cineastas conhecem uma ascensão fulgurante. Entre eles, Bahman Ghobadi que com seu primeiro longa-metragem “Tempo de embebedar cavalos”, ganha o prêmio da Câmara de Ouro (em 2000) e Samira Makhmalbaf, que com apenas 18 anos realiza “A Maçã”(1998).

Benefícios da moda

Os filmes não oferecem uma imagem idílica do país, mas o Estado apóia a sua distribuição – alguns são proibidos no Irã mas têm autorização para serem exportados

Mas esse sucesso não é unívoco e repousa, em parte, sobre bases pouco seguras. Ele se deve tanto à qualidade das obras quanto ao efeito da moda da qual se beneficia o cinema iraniano e ao contexto político e geoestratégico do Oriente Médio. Se Ghobadi agradou tanto ao público europeu, é também porque ele é curdo. Se “O Quadro negro” foi premiado, é também porque foi filmado no Curdistão e pela bela e jovem iraniana Samira Makhmalbaf.

Tem-se portanto o direito de perguntar se esse sucesso não está diretamente associado à situação do país. No dia em que o Irã estiver em boa situação, a crítica e o público ocidental terão a mesma opinião?

(Trad.: Celeste Marcondes)

1 - Polícia Política do regime do Xá do Irã.




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