Jornalismo Crítico | Biblioteca e Edição Brasileira | Copyleft | Contato | Participe! |
Uma iniciativa


» Caetano Veloso, 80: O avesso do avesso do avesso

» 5 de agosto de 2022

» Revolução sexual, projeto feminista

» O dia em que Caio Prado aportou em Buenos Aires

» Ucrânia: as dores que o Ocidente não vê

» Por que aliar a saúde pública e às lutas ecológicas

» Em busca das origens do declínio ocidental

» 4 de agosto de 2022

» Boxe e escravidão: a história de Tom Molineaux

» Cinema: A arte brasileira sitiada num show de horrores

Rede Social


Edição francesa


» L'Europe en retard d'une guerre industrielle

» La naissance de Dracula

» Un barrage peut en cacher un autre

» Quand le bio dénature le bio

» CFDT, un syndicalisme pour l'ère Macron

» La Palestine, toujours recommencée

» Prêcher la haine au nom du Bouddha

» Petite histoire des grands moments de la science-fiction

» Au Japon, fausse audace économique, vrai nationalisme

» Quand une respectable fondation prend le relais de la CIA


Edição em inglês


» America's ageing nuclear facilities

» Julian Assange, unequal before the law

» Wuhan: the Covid diary

» The high price of becoming a student in Russia

» Why Parisians fear and loathe Saint-Denis

» Kosovo's problematic special status

» Summer in Moldova: will the party have to stop?

» Three little letters the world came to hate: IMF

» Will the FARC accords finally work under Petro?

» A tiny piece of Palestine, not quite forgotten


Edição portuguesa


» Dos lucros dos oligarcas aos vistos dos pobres

» Em defesa da água e do futuro do Algarve

» A escrita delas, África em Portugal (ou Donde sou)

» Vozes femininas e o livre imaginar

» O Comité de Salvamento Privado

» A burguesia francesa recompõe-se em Versalhes

» Que país pode ser independente?

» O fim do desencanto para os ex-guerrilheiros?

» Acarinhar Pinochet, destruir Assange

» Ardósia mágica


FRANÇA

Histórico e atual

Imprimir
enviar por email

Ler Comentários
Compartilhe

O programa do Conselho Nacional de Resistência, aplicado após a libertação da França, preconiza medidas que hoje são mais atuais do que nunca

Serge Wolikoff - (01/03/2004)

Hoje a pobreza e o desemprego se expandem e a maioria dos meios de comunicação estão nas mãos de comerciantes de armas

Lendo a parte do programa do Conselho Nacional da Resistência (CNR) sobre as medidas a aplicar desde a libertação da França, nem sempre se tem a impressão de que se trata de uma época ultrapassada. Algumas dessas medidas são conjunturais: confisco dos bens dos traidores e dos traficantes do mercado negro, imposto progressivo sobre os lucros da guerra. Muitas outras constituem desde então conquistas democráticas: sufrágio universal, liberdade de consciência e de expressão, liberdade de associação, de reunião e de manifestação etc. Há uma terceira série de medidas que encontraram as primeiras aplicações na segunda metade dos anos 1940, mas que depois dos trinta gloriosos1, começaram a ser corroídas até serem frontalmente questionadas pelo neoliberalismo e com um zelo todo especial pelo governo de Jean-Pierre Raffarin. Os princípios de ação que se seguem não são um catálogo tirado de um navio incendiário esquerdista, mas princípios decididos por um CNR reunido pelo general De Gaulle:

- independência da imprensa em relação ao Estado e ao poder do dinheiro;

- igualdade absoluta de todos os cidadãos diante da lei;

- retorno à nação dos grandes meios de produção monopolizados, frutos do trabalho comum, das fontes de energia, das riquezas do subsolo, das companhias de seguro e dos grandes bancos;

- garantia de um nível de salário e proventos que assegure a cada trabalhador e sua família a segurança, a dignidade e a possibilidade de uma vida plenamente humana;

- um plano completo de seguridade social;

O programa do CNR não previa que, sessenta anos mais tarde, num país imensamente mais rico, existiria uma Renda Mínima de Inserção (RMI), os Restaurantes do Coração2 , os Sem-Domicílio Fixo (SDF); que a pobreza, o desemprego e a precariedade estariam em plena expansão e que a maioria dos grandes meios de comunicação franceses estariam nas mãos de comerciantes de armas...

(Trad. Betty Almeida)




Fórum

Leia os comentários sobre este texto / Comente você também

BUSCA

» por tema
» por país
» por autor
» no diplô Brasil

BOLETIM

Clique aqui para receber as atualizações do site.

Leia mais sobre

» França
» Segunda Guerra Mundial

Destaques

» O planeta reage aos desertos verdes
» Escola Livre de Comunicação Compartilhada
» Armas nucleares: da hipocrisia à alternativa
» Dossiê ACTA: para desvendar a ameaça ao conhecimento livre
» Do "Le Monde Diplomatique" a "Outras Palavras"
» Teoria Geral da Relatividade, 94 anos
» Para compreender a encruzilhada cubana
» Israel: por trás da radicalização, um país militarizado
» A “América profunda” está de volta
» Finanças: sem luz no fim do túnel
Mais textos