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EDITORIAL

As faces ocultas da guerra

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É preciso lançar refletores sobre as páginas esquecidas, e até escondidas, da II Guerra Mundial

Ignacio Ramonet - (01/05/2005)

No dia 8 de maio de 1945, após cinco anos e oito meses do mais mortífero dos conflitos que a humanidade conheceu, a Alemanha nazista capitulava. A Itália fascista já a precedera, mas o império japonês ainda resistiu durante três meses, até a poeira atômica se assentar sobre Hiroshima e Nagasaki. O sexagésimo aniversário desse importante acontecimento do século XX mobilizará, sem dúvida, os grandes meios de comunicação. Lamentavelmente, entretanto, essa comemoração da mídia – tal como ocorreu, no ano passado, com o desembarque na Normandia, a libertação de Paris e, no final de janeiro de 2005, a dos prisioneiros do campo de extermínio de Auschwitz – privilegia o espetacular e a emoção em detrimento da história e das lições que deveriam ser tiradas. Pior: episódios inteiros da II Guerra Mundial, considerados ainda muito incômodos por quem pretende depurar a memória, ficarão, quase com certeza, ocultos.

A comemoração da mídia privilegia o espetacular e a emoção em detrimento da história e das lições que deveriam ser tiradas

Eis porque o Monde diplomatique optou por dirigir seus refletores, em seu dossiê de maio, para as páginas esquecidas, e até escondidas, da II Guerra Mundial (leia, nesta edição, artigos de Ignacio Ramonet, Annie Lacroix-Riz e Dominique Vidal). É o caso do papel manifestamente decisivo, desempenhado pela União Soviética, mas de tal forma apagado que apenas uma minoria de franceses a incluem entre os principais vencedores. Quase completamente ignoradas, as guerras que foram travadas na Ásia britânica viram, algumas vezes, os movimentos de libertação convergir, eventualmente, com o invasor nipônico, apesar de sua barbárie.

Um outro episódio quase desconhecido: as manifestações de mulheres alemãs casadas com judeus que, durante o inverno de 1943, através de protestos na Rosenstrasse, conseguiram libertar seus cônjuges. Ainda em relação ao III Reich, pouca gente sabe que, antes de eliminar industrialmente, em câmaras de gás, milhões de judeus, os nazistas utilizavam um processo cruel, em fase experimental, para liquidar os doentes mentais alemães – em nome da “eutanásia”...

Finalmente, naquele mesmo dia 8 de maio de 1945, enquanto a França festejava a vitória, suas forças de repressão perpetravam na África do Norte, em Sétif e Guelma, massacres terríveis que iriam radicalizar o movimento nacionalista e levariam à guerra da Argélia.

A memória não se divide.

(Trad.: Jô Amado)




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