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DOSSIÊ FRANÇA / NOVAS “CLASSES PERIGOSAS”

Anatomia da revolta

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Um olhar em profundidade sobre o desabamento das velhas relações sociais nas periferias, a criminalização da pobreza e a busca, pelos jovens, de novas formas de identidade. Um alerta: é preciso recriar um projeto de transformação, para que crise não vire pretexto para retrocessos

Laurent Bonelli - (01/12/2005)

Antes de repetir certas generalidades em tom grandiloqüente, certos analistas deveriam examinar em detalhe as condições sociais das periferias e as circunstâncias da revolta

Milhares de carros queimados, equipamentos sociais (escolas, creches, centros esportivos) destruídos, decretação do estado de emergência, cerca de 2800 pessoas com prisão preventiva decretada, quase 400 condenadas à prisão fechada: o resultado dos tumultos que abalaram a França entre o final de outubro e o mês de novembro de 2005 é significativo em termos materiais, humanos e psicológicos. Mas o que aconteceu exatamente?

Diversos comentaristas franceses e estrangeiros somam-se para apontar, nesta crise, os sinais da derrocada da nossa sociedade sob os golpes daqueles que chamam, alternativamente, de «hordas de selvagens», «inimigos do nosso mundo» ou de vanguarda esclarecida de um proletariado «pós-colonial». Um após o outro, eles insistem sobre o fim do «modelo francês», sobre «o desenvolvimento de uma sociedade paralela não submissa às leis da República» ou sobre «a crise da civilidade urbana». Antes de enunciar essas grandes generalidades, de acordo com seus interesses políticos e sociais, esses observadores deveriam ter se inspirado, com uma certa modéstia, nos preceitos básicos para a análise da ação coletiva.

Desemprego, desencantos e humilhações

Para compreender essas desordens, é preciso se debruçar sobre suas condições sociais, as razões da sua eclosão e suas circunstâncias — já que as mesmas causas não produzem sempre os mesmos efeitos. No pano de fundo do cenário dessas violências, aparece primeiro uma crise de reprodução dos ambientes populares. Eles foram profundamente afetados pelas conseqüências da crise econômica surgida na segunda metade dos anos 70 e pelas transformações induzidas na passagem a um modelo pós-fordista de produção. Automatização, informatização e deslocalizações de empresas provocaram um desemprego maciço que se aliou ao uso generalizado da terceirização e dos empregos temporários. Esses dois fatores aumentaram a precarização das condições de vida das classes populares, invertendo a tendência que prevalecera no período em que surgia uma sociedade salarial baseada no crescimento econômico e em um Estado social forte. 1

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Vinte anos de desregulamentação destruíram o velho mundo operário dos subúrbios, despertaram sonhos nunca realizados, e ao fim aprisionaram as pessoas em seu presente cinza

Esse fenômeno toca principalmente os jovens. Nos bairros que ocuparam o noticiário, nessas últimas semanas, os dados do Instituto Nacional de Estatística e de Estudos Econômicos (INSEE) indicam, para os jovens de 15 a 24 anos, taxas de desemprego consideráveis – e sempre superiores às do município em que se encontram: 41,1% no bairro La Grande Borne, em Grigny contra 27,1% para o município; 54,4% nos bairros de Reynerie e Bellefontaine contra 28,6% no município de Toulouse; 31,7% no bairro de Ousse-de-Bois contra 17% em Pau; 37,1% no conjunto habitacional de Clichy-sous-bois contra 31,1%, em Montfermeil; 42,15% para o bairro de Bellevue, contra 28,6% em Nantes-Saint Herblain... Esta desestabilização salarial não teve apenas efeitos econômicos: ela também abalou as referências das juventudes populares. Reentroduziu a insegurança quanto ao futuro. Ao impedir os indivíduos de fazer projetos em longo prazo (como comprar um imóvel, casar, viajar) aprisiona-os no presente e os obriga a biscates quotidianos, que os expõem aos pequenos delitos.

Ao mesmo tempo, a massificação do ensino prolongou a permanência dos adolescentes no sistema escolar, do qual antigamente teriam sido excluídos. Isso os leva a ter esperanças de ascensão social e os afasta ainda mais do mundo operário de seus pais2 . Porém, tais esperanças rapidamente se perdem, já que a escola não transforma as hierarquias sociais. Este desencanto teve como conseqüência a banalização das badernas, das provocações e, sobretudo do abandono do sistema escolar: a porcentagem de pessoas sem qualificação chega a 30% ou 40% nos bairros já citados, contra 17,7% na média nacional.

É preciso também acrescentar os efeitos das políticas urbanas desses últimos vinte anos. Elas concentraram em um certo número de bairros periféricos – sem criar guetos — famílias numerosas, freqüentemente sem raízes e sofrendo muito sob a pressão dos diversos problemas existenciais descritos anteriormente. 3

Esta crise nas camadas populares é, portanto, profundamente social. Ela se traduz, ao mesmo tempo, pelo declínio das formas coletivas de organização (sindicatos, partidos políticos) e pela exarcebação nas camadas populares da concorrência (entre «franceses» e «estrangeiros», mas também entre operários com carteira assinada e os « temporários durante a vida toda»). Isso gera um mal estar profundo, e uma espécie de reclusão no espaço doméstico que, a partir do início dos anos 90, será interpretada pelos políticos como uma «demanda de segurança» por parte dos seus eleitores.

A polícia quer a “reconquista dos bairros”

Os novos métodos policiais priorizam combate aos pequenos delitos. Tratam o jovem da periferia com controles de identidade, inquéritos, humilhações e, às vezes, pancadas

Essa leitura das relações sociais como questão de segurança está no princípio da evolução das estratégias policiais. A partir desse período, foi dada prioridade a uma polícia que prioriza a intervenção à investigação — ou, como afirmavam os governantes socialistas, uma polícia comunitária. O desenvolvimento de brigadas anticriminais (BAC) é o mais significativo deste movimento, que certos policiais não hesitam em denunciar como uma «militarização» da sua profissão.

Fortemente armados com materiais ofensivos e defensivos — como flash-ball e recentemente teasers (armas não-letais de descarga elétrica), essas unidades preferem «atacar» que investigar. Isto, em um contexto político que apela à «reconquista dos bairros», reduz a maioria das suas intervenções quotidianas à repressão sem delitos, a controles sem infrações, o que origina tensões. Diante das aglomerações de jovens e dos tumultos, a polícia responde com inúteis (e repetidos) controles de identidade, humilhações, às vezes pancadas e freqüentes processos por «ultraje» e «rebelião».

As prioridades dadas à intervenção sobre a investigação refletem-se fielmente nas estatísticas policiais. O número de ocorrências registradas pelos serviços de polícia e dos gendarmes dobrou, entre 1974 e 2004. Mas o número de pessoas interrogadas por infração às leis sobre drogas (ILS) multiplicou-se 39 vezes; e os interrogatórios por suposta infração à lei sobre estrangeiros (ILE), é 8,5 vezes maior. Ao mesmo tempo, as taxas de elucidação (casos resolvidos/fatos constatados) diminuíram muito, passando de 43,3% a 31,8%. Em outros termos, isso significa que a atividade policial concentra-se em pequenos delitos, cuja constatação resulta da presença policial nas ruas, assim como a intensificação do controle de certos grupos sociais. 4

Esta intensificação é largamente responsável pela deterioração das relações entre a instituição e esses grupos e alimenta as violências ditas «urbanas». Na verdade, nos esquecemos, muitas vezes, que a ordem e a desordem são co-produções, nas quais as instituições de segurança têm um papel tão importante como as populações com as quais são confrontadas.

O desprezo social e a virilidade guerreira do ministro do Interior radicalizaram os protestos. Cristalizaram humilhações e rancores, deram-lhes um alvo comum

Degradação econômica, social e moral das camadas populares, oprimidas por trinta anos de políticas liberais. Estratégias policiais — e também sociais — adotadas para controlar seus filhos5 : não faltam razões para as explosões nas periferias. Pode-se até perguntar porque elas não explodem mais vezes.

O elemento que desencadeou a série de violências que chocaram a França, no fim de outubro de 2005, foi a morte trágica de dois adolescentes e os graves ferimentos em um terceiro, que procuravam escapar a um controle em Clichy-sous-Bois. A cólera e a indignação no bairro acabaram em enfrentamentos com as forças da ordem, incêndios de carros, equipamentos urbanos e diversas destruições. Como de hábito, pode-se dizer.

Os «especialistas em violências urbanas» têm a tendência a silenciar rapidamente sobre a responsabilidade policial na origem de violências coletivas. A antiga comissária dos serviços de informação Lucienne Bui Trong lembra isso, a contragosto, quando reconhece que a policia está implicada — direta ou indiretamente — no desencadear de um terço das 341 tumultos populares recenseados pelo seu serviço entre 1991 e 2000. 6 Cifra à qual seria preciso acrescentar as decisões da justiça e os crimes cometidos por vigias e por particulares. Deste ponto de vista, os acontecimentos de Clichy-sous-Bois não diferem de outros trágicos precedentes, porém tiveram uma difusão sobre a qual é necessário refletir. Em primeiro lugar esta extensão é acompanhada de uma mudança de natureza. Como constatou Jean Claude Delage, secretário geral do sindicato da polícia Alliance: «No início, foi o enfrentamento com a polícia; hoje, trata-se mais de pequenos grupos que fazem um pouco de guerrilha urbana, sem afrontar diretamente as forças da ordem»7 . A diminuição destes confrontos deve-se ao fato de que, fora do contexto emocional ligado à morte de um próximo (família, amigos, conhecidos), não estão reunidas as condições para que dezenas ou centenas de indivíduos desafiem as forças da ordem.

A forma de ação que lhes resta

A mídia tratou os fatos como espetáculo. Isso sincronizou, homogeneizou e difundiu um repertório de ações violentas, e deu crédito à ficção de um “movimento nacional”

A cólera observada em Clichy, como em outros bairros, quando ocorrem dramas similares, ultrapassa muito os «jovens». Ela é compartilhada por um grande número de adultos e famílias que, embora não participem dos conflitos, dizem compreendê-los. O que é profundamente diferente numa situação onde um drama é vivido a distância. Neste caso, as mobilizações só podem ser feitas por pequenos grupos que se conhecem, e assumem outras formas. Os incêndios de carros são uma delas.

Esta prática não data do outono de 2005: 21.500 carros foram queimados em 2003 (ou seja, uma média de 60 por noite), na maioria das vezes sem violências coletivas. Se as motivações são diferentes (destruição de veículos roubados, problemas familiares, golpes nas seguradoras...) fica claro que em certos bairros essa prática é comum. Fáceis de fazer e espetaculares, os incêndios (de carros, mas principalmente de latões de lixo) tendem a se tornar, para os mais jovens, uma maneira comum de protesto. Aliás, uma das poucas que, em um contexto de desorganização e abandono por parte dos políticos, resta a essas populações para se fazer ouvida.

Na verdade, o acesso a formas pacíficas de mobilização, que marca a participação nos círculos legítimos de representação, permanece acessível, mas de maneira desigual segundo os grupos sociais. O uso destes repertórios de ação publicamente desqualificados não deve se confundir com a delinqüência. Alguns indivíduos implicados nas recentes desordens têm, tiveram ou terão comportamentos delinqüentes. Porém, são dois fenômenos distintos e independentes. É principalmente isso que explica o fato da maioria das pessoas levadas a depor nos tribunais não terem antecedentes com a justiça.

O recurso a violências incendiárias, nutridas por anos de degradações sociais, econômicas e pelo endurecimento do controle policial, encontrou força moral e energia para reagir ao discurso radical do ministro do Interior e a caixa de ressonância constituída pela mídia, principalmente a TV. A mistura de desprezo social e de virilidade guerreira de Nicolas Sarkozy, demonstrada por ocasião de suas declarações públicas, atiçou os tumultos. Ele cristalizou as humilhações e os ódios acumulados ao lhes oferecer um alvo comum. Ardoroso partidário dos cálculos de correlação de forças, o ministro pretendia tirar uma espécie de benefício político da sua firmeza e, ao mesmo tempo, quebrar aquilo que entendia como resistências a sua política de ordem. Este cálculo pode ser exato em curto prazo, mas ele aumentou a intensidade da violência e deixará traços indeléveis, dos quais é impossível adiantar os efeitos, na memória coletiva dos conjuntos habitacionais.

Das interpretações enviezadas ao retrocesso

A influência da mídia também foi preponderante. Assim como uma assembléia de grevistas começa sempre pela informação sobre as unidades de trabalho que estão participando do movimento, toda mobilização local tira uma boa parte da sua eficácia da dinâmica coletiva na qual ela se inscreve. Neste caso, a dinâmica coletiva foi admiravelmente retransmitida pela imprensa. Mais do que uma lógica de imitação nutrida pela vontade de fazer «melhor» que o bairro vizinho, o tratamento das informações relativas à crise sincronizou, homogeneizou e difundiu repertórios da ação violenta. Dessa maneira, deu crédito à ficção de um movimento nacional.

Princípios básicos da sociologia da ação coletiva permitem compreender a dinâmica da crise e invalidam definitivamente as teorias sobre a sua manipulação pelos islamitas radicais ou grupos do crime organizado. Na melhor hipótese, estas interpretações demonstram a incapacidade de compreender a situação. No pior caso, são uma manipulação cínica, interessada em justificar a perda de controle e/ou o uso de medidas radicais para enfrentar os protestos.

Porque é aí que está, sem dúvida, um dos maiores riscos dos acontecimentos recentes. Da mesma maneira que a rejeição a Constituição européia foi imediatamente interpretada por nossos governantes como vontade de mais desregulamentação, os tumultos do outono de 2005 irão servir de pretexto para novas regressões nos programas sociais. A aprendizagem profissional aos 14 anos, o fim provável do colegial único e a aceleração da flexibilização do emprego não-qualificado são as respostas já apresentadas para responder às incertezas da juventude popular.

O endurecimento policial e judicial, cujo efeito funesto para a coesão social e a ordem pública é conhecido, deverá ser reforçado. A chantagem para receber os benefícios sociais, com a qual alguns políticos sonhavam há muito tempo, foi revigorada e os relatórios mais reacionários (como o relatório Benisti ou o do Instituto Nacional da Saúde e da Pesquisa Médica-Inserm sobre as «crises dos adolescentes») retomaram a cena, para definir como patológicos os comportamentos descritos como «anti-sociais» dos filhos das famílias modestas ou dos imigrantes.

Os dois caminhos possíveis

O mais urgente é a reconstrução de solidariedades reais. Sem elas, a direita aproveitará os fatos para ampliar a regressão social e a criminalização da revolta

Esse movimento utiliza a estrutura da vida política. Aproveitando-se da disputa dentro das classes populares (os que «venceram» contra os que «não querem se sair melhor», as «vítimas» contra os «autores», os «franceses» contra as «famílias que praticam a poligamia»), o governo vai explorar as desordens atuais para destruir tanto as proteções sociais e salariais quanto as formas desordenadas de resistência à ordem da desigualdade que ele defende. Isto deveria obrigar uma esquerda politicamente conseqüente a aproveitar esta ocasião para levar avante um projeto de transformação capaz de preencher as fissuras abertas nos meios populares pelos trinta anos de revolução conservadora.

As confusões do Partido Socialista sobre o prolongamento do estado de emergência, a incapacidade do Partido Comunista ou das formações da extrema esquerda para sugerir uma alternativa àqueles que tendem a se tornar «as novas classes perigosas» ou a integrar suas especificidades mostram que não se está encontrando um caminho.

Neste caso, as «soluções» trazidas para a crise não farão mais do que reforçar as razões que estavam em sua origem. A reconstrução de solidariedades efetivas é mais do que nunca necessária. A organização, em torno de objetivos políticos comuns, de indivíduos de status profissionais, confessionais e origens diferentes foi o que permitiu melhorar o destino coletivo e arrancar conquistas sociais que os liberais e seus servidores obstinam-se em destruir — nas periferias e em todos os lugares.

(Trad.: Celeste Marcondes)

1 - Robert Castel, Les Métamorphoses de la question sociale, Gallimard, Paris, 1999.
2 - Ver principalmente Observatoire des zones sensibles, relatórios 2004 e 2005, Editions de la DIV, Paris.
3 - Laurent Bonelli, «Uma visão policial da sociedade», Le Monde Diplomatique, fevereiro de 2003.
4 - France Culture, 9 de novembro de 2005.
5 - Ler «Une vision policière de la sociéte”, Le Monde Diplomatique (original francês), fevereiro de 2003
6 - Lucienne Bui Trong. Les Racines de la violence. De l’émeute au communautaurisme, Audibert, Paris, 2003, pág 63 e seguintes.
7 - France-Culture, 9/11/2005.




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