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A articulação dos principais países produtores de petróleo foi essencial para evitar o aviltamento eterno dos preços do combustível
(01/05/2006)
14/9/1960: Os cinco principais produtores de petróleo (Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kwait e Venezuela) fundam, em Bagdá, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). A criação da OPEP foi um movimento reivindicativo em reação a uma política de achatamento de preços praticada pelo cartel das grandes empresas petroleiras ocidentais – as chamadas «sete irmãs» (Standard Oil, Royal Dutch Shell, Mobil, Gulf, BP e Standard Oil da California).
15 a 20/1/1961: A carta da OPEP, adotada na conferência de Caracas, define os três objetivos da organização: aumentar a receita dos países-membros, a fim de promover o desenvolvimento; assegurar um aumento gradativo do controle sobre a produção de petróleo, ocupando o espaço das multinacionais;ç e unificar as políticas de produção. A OPEP aumentou os royalties pagos pelas transnacionais, alterando a base de cálculo, e as onerou com um imposto.
Janeiro de 1968: Após a guerra dos Seis Dias, em junho de 1967, num contexto de déficit de oferta, a OPEP consegue um acordo com as companhias ocidentais, eliminando o desconto sobre o preço de venda. No fim da década, o barril já vale US$ 1,80.
1971-1972: A OPEP, que detém na época dois terços das exportações mundiais de óleo bruto, inicia o processo de nacionalizações.
16/10/1973: Primeira crise de petróleo. Durante a guerra do Yom Kipur, a OPEP aumenta o preço do óleo de 70 a 100%. Os produtores árabes declaram um embargo aos países considerados pró-Israel (Estados Unidos e Holanda). O preço do óleo sobre 400% em cinco meses (17/10/1973 – 18/3/1974), com um novo aumento de 100% na conferência de Teerã em 23 de dezembro.
Março de 1975: Primeiro encontro dos chefes de Estado dos países-membros da OPEP, em Argel.
1978 – 1981: Segunda crise de petróleo. A revolução islâmica no Irã e a guerra Irã-Iraque provocam queda na produção e disparada de preços. A política da OPEP, que não teme mais a superprodução, torna-se mais agressiva. Oito altas de preço se sucedem. Em 1980, alguns carregamentos de óleo bruto eram negociados a mais de 40 dólares o barril.
Março de 1982: A OPEP decide em Viena fixar cotas de produção, limitando o total a 18 milhões de barris diários, para manter a cotação. Como a Carta da OPEP permitia que essas cotas fossem somente referenciais, somente três países decidiram aplicá-las. A Arábia Saudita reduziu sua produção em dois terços.
Março de 1983: Em razão da queda nas vendas, a OPEP, que sofre a concorrência da política de diversificação de recursos energéticos praticada pelos países ocidentais e pela exploração de reservas fora de seu controle, baixa em 15% o preço de referência para o petróleo.
1986: Sob pressão de partidários da limitação de produção, uma conferência extraordinária da OPEP reúne-se em Genebra e decide manter um teto de 17 milhões de barris diários em março e abril. Em agosto, o volume diminui para 16 milhões de barris, mas esta medida não seria aplicada.
Novembro de 1997: A OPEP reúne-se em Jacarta e aumenta em 10 % a produção sem levar em conta a crise asiática provocando uma baixa de 40% na cotação. O preço do barril vai a US$ 10 o barril.
10/9/2000: Depois de nova alta no preço do barril de petróleo, a OPEP decide, numa conferência ministerial em Viena, aumentar em 3% a produção para segurar o preço do óleo bruto, que triplicou em um ano. O efeito da medida é quase nulo.
1º/1/2002: A OPEP reduz a produção por um período de seis meses, com o objetivo de provocar uma alta na baixa cotação do barril, que ficou abaixo de US$ 20 dólares, em conseqüência da crise econômica mundial.
24/9/2003: Os ministros da OPEP decidem reintegrar o Iraque na organização.
2004-2005: A crescente demanda de petróleo nos Estados Unidos e na China provoca um pico histórico na cotação do barril, que supera US$ 50. Em abril de 2005, a cotação chegaria a US$ 70.