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CIÊNCIA

Transgênicos contra a malária?

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Visto com entusiasmo nos anos 90, o desenvolvimento de mosquitos resistentes ao parasita que provoca o impaludismo empacou. Além de entender os problemas científicos, é útil questionar a idéia de que os grandes problemas de Saúde exigem soluções «de ponta»

Christophe Boëte - (01/07/2006)

Uma nova arma fará parte, talvez, nos próximos anos, do arsenal de luta contra a malária: os mosquitos geneticamente modificados. Mas esses insetos OGM poderão de fato destruir o impaludismo... ou serão apenas instrumentos de distração de laboratório?

O que está em jogo é importante. Perto de 10% da população mundial sofrem de malária e estima-se que esta doença mate entre um e três milhòes de pessoas por ano. Com 90% dos casos de morte, é a África que paga o mais pesado tributo ao parasita Plasmodium alciparum. As crianças de menos de cinco anos são as mais atingidas. Tais números colocam o impaludismo nas primeiras filas dos problemas mundiais de saúde pública.

A natureza parasitária da doença é conhecida desde o fim do século 19. O parasita foi descrito logo depois e os mosquitos da espécie Anopheles foram apontados como os responsáveis pela transmissão alguns anos mais tarde. Mais de cem anos depois, a doença continua a fazer estragos.

Entretanto, nos anos 1950 e 1960, o programa de erradicação teve sucesso real – principalmente na Índia, em Zanzibar e na União Soviética. Mas seu custo financeiro, o aparecimento de resistência ao DDT nos mosquitos vetores do parasita e as reticências de muitas comunidades diante das operações de luta anti-vetorial – a erradicação do mosquito – finalmente levaram ao seu fracasso. Isso trouxe, ao longo das décadas seguintes, um desinteresse por essa doença, reforçado por sua erradicação na Europa e na América do Norte. Hoje, o impaludismo está em plena recrudescência, com uma mortalidade mais que duplicada em vinte anos. Este agravamento se explica por fatores biológicos, sócio-econômicos e políticos. A resistência dos parasitas aos remédios e a dos vetores a muitos inseticidas; as modificações ambientais e especialmente as práticas agrícolas tornam problemático o controle da doença. A irrigação para uma cultura de exportação, como a cana-de-açúcar, provocou um ressurgência da malária em certas regiões da Suazilândia. Na Tailândia, as plantações de borracha formaram um nicho favorável à instalação de mosquitos-vetores. Na Etiópia, a criação de barragens conduziu a um aumento da transmissão.

Recrudescimento de uma doença da pobreza

Além do mais, a instabilidade política na qual são às vezes mergulhados os países em desenvolvimento, as guerras, o afluxo de populações aos campos de refugiados, o desmoronamento dos sistemas de saúde – principalmente depois da aplicação dos planos de ajuste estrutural preconizados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) – provocaram um aumento dos caminhos de ressurgência da doença, como em certas repúblicas da ex-União Soviética (especialmente o Tadjiquistão no fim dos anos 1990) ou na Nicarágua. O impaludismo continua, portanto, a ser uma doença dos países em desenvolvimento e da pobreza. Sem estratégia de intervenção eficaz, estima-se que nos próximos vinte anos o número de vítimas dobrará de novo.

Ao lado dos instrumentos utilizados nesse momento, muitas vezes descritos como imperfeitos, diversas pistas são exploradas, visando notadamente interromper a transmissão. Entre estas, a utilização de mosquitos geneticamente modificados, capazes de matar o parasita, mobiliza uma parte das verbas concedidas à luta contra o impaludismo. Prova disso é o financiamento de quase 20 milhões de dólares concedido pela fundação Bill & Melinda Gates a um consorcio dirigido dirigido por Anthony James (da Universidade da Califórnia) para um projeto visando desenvolver abordagens tecnológicas e transgênicas na luta contra as doenças vetoriais como a dengue ou a malária. A concepção desses organismos geneticamente modificados (OGM) de caráter um pouco particular decorre de uma abordagem molecular recente – dita moderna – de controle do impaludismo.

No começo dos anos 1990, por iniciativa de um pequeno grupo de biólogos moleculares reunidos em Tucson (Arizona) durante a conferência Prospects for malaria control by genetic manipulation of its vectors (“Perspectivas de controle do impaludismo pela manipulação genética de seus vetores”), um programa de desenvolvimento de mosquitos geneticamente modificados foi decidido, com duração de vinte anos. O plano concentrou-se em três grandes etapas. Duas delas são tecnológicas; a terceira envolve mais a biologia das populações e a ecologia para saber, depois que o mosquito transgênico for criado, como ele poderia fixar-se no meio natural e ali substituir a população natural.

O fracasso das primeiras tentativas OGM

O objetivo: substituir as populações de mosquitos vetores por populações não-vetoras, a fim de parar a transmissão. Numa primeira etapa, o desafio seria transformar de modo estável os mosquitos do gênero Anopheles antes do ano 2000. Depois, criar um mosquito anofelineo não-vetor do impaludismo para 2005. Enfim, por em prática experiências controladas para entender como propagar esse genótipo nas populações selvagens daqui até 2010. Hoje, a etapa de criação de um mosquito transgênico resistente foi realizada por uma equipe inglesa Mas se sua resistência é eficaz diante do Plasmodium berghei, que ataca os roedores, não o é diante do Plasmodium falciparum.

Este programa ambicioso foi tido como pioneiro na utilização de instrumentos moleculares para o controle da malária, o que explica, em parte, porque seus aspectos tecnológicos receberam mais atenção do que a parte tocante à ecologia e à epidemiologia. Ora, este último ponto é fundamental se se quer prever o sucesso ou não da propagação da resistência ao parasita Plasmodium nas populações naturais de mosquitos, mas também para avaliar o real benefício deste método em termos de saúde pública. Nesta situação, os ecologistas científicos e os biólogos moleculares reclamam mais verbas. Os primeiros, para determinar se os mosquitos geneticamente modificados podem ser mostrados com sucesso; os segundos, porque a criação de um tal mosquito exige mais pesquisa – cara – de alta tecnologia.

Por que tal abordagem – tecnológica e relativamente futurista – é considerada como uma solução possível, enquanto a comunidade científica concorda em pensar que a associação de diversos meios é o caminho a seguir na luta anti-impaludismo? O recurso aos mosquitos transgênicos parece dificilmente capaz de se associar a outros programas de controle dos vetores. Certamente, a introdução desses mosquitos necessitará a cessação da luta anti-vetorial, para favorecer sua instalação. Isto pode ser considerado a sério, em países onde existem outras doenças transmitidas por insetos? E nos lugares onde existem outras espécies de mosquitos-vetores, além da geneticamente modificada? Estas continuarão a transmitir a malária e pode-se prever que em muitas situações, o fato de retirar uma espécie da transmissão não mudará, ou mudará muito pouco, a situação epidemiológica. Nao se deve, aliás, esperar por uma seleção de parasitas capazes de escapar dessa resistência? Os exemplos de seleção de um mecanismo de escape não faltam, evidentemente, seja nas bactérias cconfrontadas aos antibióticos, seja nos mosquitos diante de muitos inseticidas.

Talvez seja preciso buscar o entusiasmo de muitos cientistas junto ao grande interesse suscitado pelo seqüenciamentode uma das quatro espécies de impaludismo humano (Plasmodium falciparum) e de um de seus vários vetores (Anopheles gambiae) em 2002. Os resultados de modelos matemáticos otimistas permitiram até que seus autores declarassem que esta solução permitiria, «uma vez resolvidas as implicações éticas e econômicas, livrar o mundo do impaludismo dentro de um curto período de tempo [1]». Tal declaração provavelmente está tão próxima da realidade quanto as que afirmam que as plantas geneticamente modificadas vão resolver a fome do mundo.

O que as soluções «de ponta» não enxergam

O perigo de acompanhar o progresso sem questionamento é que a ciência pode facilmente favorecer uma abordagem reducionista e mecanicista, como a que oferece a biologia molecular [2]. Esta tendência favorece as soluções ditas «de ponta», em detrimento das que recorrem a técnicas simples. Se a biologia molecular levou a grandes descobertas e mostrou sua pertinência e eficácia para responder a perguntas da ciência, não traz informações sobre outros processos que desempenham um papel primordial, como a ecologia ou a epidemiologia. Além do mais, suas explicações técnicas tornam difícil sua divulgação para um público não-iniciado.

As questões ecológicas aparecem com muita freqüência, para os biólogos moleculares, apenas como formalidades que as soluções de ponta adequadas responderão. Trata-se de otimismo, de utopismo, de uma simples falta de conhecimento, ou pior, de má-fé?

Ao que tudo indica, os ecologistas reclamaram recursos para desenvolver a pesquisa em ecologia e biologia das populações. As abordagens que levam em conta a biologia das populações e a evolução deveriam empenhar-se em determinar os fatores principais que podem influenciar uma resistência anti-Plasmodium, depois que o mosquito transgênico for solto em condições naturais. Mas também seria útil interrogar sobre as conseqüências a longo prazo. Haveria uma real diminuição da mortalidade e da morbidade, ou a evolução natural permitirá ao parasita contornar esta resistência? A questão é trazer provas da validade do método, e não sucumbir à preocupação única de puxar a brasa para sua sardinha (nos recursos investidos em pesquisa relacionada com os mosquitos transgênicos) e a publicação de artigos científicos em revistas renomadas. Todavia, os biólogos moleculares já começaram a realizar os estudos ecológicos «exigidos» e se suas conclusões não são muito positivas, afirmam com freqüência que soluções tecnológicas devem resolver o problema...

A malária foi erradicada há dezenas de anos da Europa e da América do Norte sem informação genômica alguma, e principalmente por mudanças econômicas e sociais (ausência de águas estagnadas, melhoria da qualidade do habitat, tratamento sistemático dos acessos palustres), alcançadas por vontade política. Qualquer progresso técnico em matéria de mosquitos transgênicos não levará a nada eficaz se uma campanha durável, de grande amplitude, bem organizada e financiada não vier junto.

Além disso, se a genômica é considerada crucial na luta contra o impaludismo, um compromisso dentro dos recursos, evidentemente limitados, pode existir, entre pesquisa e programas de controle. Mais inquietante, como foi levantado pelos pesquisadores britânicos David Rogers e Sarah Randolph a respeito do controle da tripanosomíase africana (doença do sono): os programas que envolvem tecnologias de ponta podem depender de perícia e tecnologia externas, necessitando de altos investimentos na origem. Nesse caso, qualquer fracasso leva apenas a uma dívida maciça e a uma diminuição dos financiamentos destinados às atividades tradicionais de controle.

Evidentemente, pode-se responder que os métodos clássicos que recorrem a tecnologias de ponta não captam seus recursos das mesmas fontes e os primeiros enfrentam importantes problemas de implementação. Os mosquiteiros impregnados são utilizados por menos de 2% da população de risco africana, enquanto a declaraçao de Abuja [3] estipula que a cobertura deveria ser de 60% em 2005. Ora, se a instalação de dispositivos eficazes não funciona, como os dispositivos mais tecnológicos teriam maior sucesso?

Aspectos éticos e legais: secundários?

Os aspectos legais e éticos relativos ao uso dos mosquitos transgênicos para o controle do impaludismo começaram a ser discutidos, mas o balanço está fraco. Os possíveis efeitos negativos da utilização dos mosquitos transgênicos e o conhecido princípio da precaução receberam muito pouca atenção. A sociedade civil continua a não ser consultada nos recentes congressos e oficinas dedicadas a essa abordagem (Londres 2001, Atlanta 2001, Wageningen 2002 e Nairobi 2004), enquanto que não parece particularmente importante e necessário que as comunidades e organizações não governamentais sejam envolvidas e consultadas.

Se o desenvolvimento de infraestrutura e de tecnologias relativas aos mosquitos transgênicos for declarado de importância capital na África [4], isto não deve ser seguido do desenvolvimento de organizações capazes de comprometer-se com a definição de orientaçòes da ciência e da tecnologia, tanto nos países ocidentais quanto nos países onde o impaludismo é endêmico? Aí está um ponto essencial na democratização da ciência e da tecnologia.

Como se reconhece em um documento do Intermediate Technology Development Group: «O desenvolvimento da maior parte das novas tecnologias emprega um modelo sem alterações desde o século 19 – primeiro, otimizar a tecnologia, depois verificar a aceitação pelos utilizadores e finalmente examinar todos os regulamentos que regem sua utilização. Dados os investimentos feitos nos primeiros estágios, torna-se difícil desenvolver de novo uma tecnologia mais tarde, ainda que efeitos sociais potencialmente nocivos tenham sido identificados. Em conseqüência, uma vez confrontados com a oposição diante da nova tecnologia, os tomadores de decisões ficam na obrigação de defendê-la. É uma resposta administrativa tecnocrática, na qual incidências potenciais sobre a sociedade ou ambiente, identificadas fora do estrito processo de concepção, são considerados problemas de aceitação pelos utilizadores [5] ».

Se desenvolvessem a pesquisa sobre os mosquitos OGM em um diálogo com a sociedade civil, os cientistas seriam obrigados a dar uma descrição acessível e sem jargão a seu projeto de pesquisa, permitindo aos cidadãos avaliar o interesse e as possíveis repercussões. Isso seria bem recebido pelos pesquisadores, que se beneficiariam então de um retorno dos potenciais recebedores das aplicações de seus trabalhos.

São muito numerosas as falsas esperanças que, como a vacina com esporócitos irradiadaos nos anos 1960, pontilham a história da luta anti-impaludismo e levaram muitas vezes a retumbantes fracassos.

Os instrumentos atuais mais eficazes não têm o brilho da high tech. A distribuição gratuita e utilização de mosquiteiros impregnados, a utilização correta dos medicamentos derivados da artemisina e a melhoria das habitações são uma parte do arsenal disponível. Ao lado dessas medidas, é necessário melhorar ou facilitar, do ponto de vista logístico e financeiro, o acesso a estruturas de tratamento próximas e de qualidade [6]. As debilidades destas estruturas está muitas vezes associada ao fracasso dos Estados, aos planos de ajuste estrutural e às políticas neoliberais. Tudo isto está muito distante da poderosa biotecnologia do século 19.

Sem dúvida alguma, qualquer pesquisa sobre o impaludismo – inclusive sobre os mosquitos vetores – trará descobertas biológicas que poderão levar a resultados imprevistos. Mas isso não poderia ser feito somente em nome da luta anti-palúdica, sobretudo quando arbitragens financeiras podem ser feitas às suas custas.

Podemos ainda nos inquietar com o fato de que a ciência possa tornar-se uma tecnociência, restrita a um meio da técnica [7]. A necessidade de resultados aplicados impõe à pesquisa um risco de perda de sua liberdade; e uma ciência capaz de levar a inovações tecnológicas poderia suplantar uma ciência sem outra função que a de satisfazer a curiosidade da humanidade. É preciso então lembrar as palavras de Erwin Chargaff, segundo o qual a idéia de que a ciência pode melhorar o mundo peca por presunção. A honestidade e uma grande reserva na comunidade científica devem hoje cercar as motivações e acolher os resultados da pesquisa e seus possíveis efeitos benéficos para a humanidade.

Tradução: Betty Almeida betty_blues_@hotmail.com



[1] Matthew W. Hahn, Sergey V. Nuzhdin, “ The fixation of malaria refractoriness in mosquitoes ”, Current Biology, vol. 14, pp. 264-265, 2004.

[2] Pierre-Henri Gouyon, “ Pas de progrès sans raison ni precaution ”, para La revue du groupe de recherche pour l’éducation et la prospective ; 2003:146-151.

[3] Assinada em 2000 pelos chefes de estado e de governo africanos concordando sobre a necessidade de empreender ações efetivas contra o impaludismo.

[4] Hassan Mshinda, Gerry Killeen et al., “ Development of genetically modified mosquitoes in Africa ”, The Lancet Infectious Diseases, vol. 4, 2004.

[5] Tom Wakeford, Democratising technology Reclaiming science for sustainable development: ITDG-Practical Action, Rugby, Reino-Unido, 2004.

[6] Jean-Pierre Olivier de Sardan, “ Une médecine de proximité... et de qualité pour l’Afrique ”, Le Monde diplomatique, edição francesa, fevereiro de 2004.

[7] Jacques Ellul, La technique ou l’enjeu du siècle, Armand Colin, 1954.


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