Jornalismo Crítico | Biblioteca e Edição Brasileira | Copyleft | Contato | Participe! |
Uma iniciativa


» Aos super ricos, os super genes?

» A Ideologia da Mineração está em xeque

» Orçamento 2020 expõe o Bolsonaro das elites

» A esquecida questão da desigualdade energética

» Crônica de Cuba, em incerta transição

» “Direitos Já”: Uma perigosa contradição

» Cinema: Espelhos deformantes

» As mentiras da ciência a serviço do mercado

» Anatomia da próxima recessão global

» Passo a passo para frear a devastação da Amazônia

Rede Social


Edição francesa


» Le Media Lab aux avant-postes du cybermonde

» Echec à la corruption au Brésil

» Les beaux jours de la corruption à la française

» Parler français ou la « langue des maîtres » ?

» Au Portugal, austérité et contestation

» Le piège du 11-Septembre

» Quand la gomme arabique fait tanguer l'Amérique

» Au Kosovo, la « sale guerre » de l'UCK

» L'école publique à l'encan

» Le régime de Khartoum bousculé par la sécession du Sud


Edição em inglês


» September: the longer view

» Afghan peace talks: Trump tweets, Taliban fights

» An inexhaustible myth in times of extreme adversity

» What happened to social solidarity?

» Sudan: conflict, violence and repression

» Russia's appointed billionaires

» Another end is possible

» Arms sales: the Swedish model

» Soft power influence in the Arabian Gulf

» Life with bribes and kickbacks


Edição portuguesa


» Edição de Setembro de 2019

» Portugal não pode parar?

» Quem elegeu Ursula von der Leyen?

» Edição de Agosto de 2019

» Plural e vinculado à esquerda

» Os talibãs de São Francisco

» Edição de Julho de 2019

» Inconsistências (ou o sono da razão?)

» Comércio livre ou ecologia!

» Edição de Junho de 2019


AS ARMAS DO GUIA

Poderes militares de Teerã

Imprimir
Enviar

Ler Comentários
Compartilhe

Além das forças armadas regulares, o Irã conta com dois corpos de milícias paramilitares e com centros de formação de combatentes estrangeiros. No comando desta máquina não está o presidente, mas o Guia da Revolução

Jehan Lazrak - (21/12/2006)

De acordo com o artigo 151 da Constituição da República Islâmica, o governo deve garantir a todos uma formação militar, segundo os princípios islâmicos que dão o direito a cada indivíduo de pegar em armas para defender seu país [1].

As despesas militares alcançam 7,3 bilhões de dólares, ou seja, 1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2005. As Forças Armadas são compostas por duas ramificações, as forças regulares e os Guardiães da Revolução islâmica (pasdarans). As primeiras constituem o exército de terra (350 mil na ativa e 350 mil reservistas), a marinha (18 mil), o exército do ar (18 mil) e as forças de defesa aérea (12 mil). O serviço militar propriamente dito, diz respeito a todos os homens. E, para entrar no exército como profissional, é necessário ter, pelo menos, 18 anos e engajar-se por dois anos. O Irã conta com cinco bases navais - três no Golfo Pérsico, uma no mar Cáspio e uma no Oceano Índico – e quatorze bases aéreas.

Os pasdarans foram criados por decreto, em 5 de maio de 1979, como força leal ao aiatolá e como contrapeso à influência do exército regular. Suas forças terrestres (100 mil), marítimas (20 mil) e aéreas têm, como objetivo, preservar a segurança nacional e defender a revolução. Em 2003, Rahim Safavi, comandante em chefe dos pasdarans, escrevia em uma carta ao Parlamento: "Os Guardiães da Revolução Islâmica consideram-se responsáveis pela defesa da Revolução Islâmica, de suas realizações, da ideologia e dos valores do imã Khomeiny. (…) Nossa missão principal é deter aqueles que desejam destruir e impedir a Revolução Islâmica".

Poder econômico das milícias

Desde a eleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, que serviu em suas fileiras durante a Guerra com o Iraque (1980-1988), a implicação dos pasdaran nos negócios políticos cresceu. O Parlamento comporta 80 Guardiães da Revolução (num total de 290 deputados). Eles tornaram-se, além disso, uma força econômica importante, que possui empresas em numerosos setores e que se beneficiam de inúmeros contratos governamentais. Eles obtiveram, por exemplo, em junho de 2006, um de vários bilhões de dólares referentes à construção de um gasoduto entre o Golfo Pérsico e o sul do país. A última aquisição obtida pelos pasdarans é a mais importante sociedade petrolífera privada iraniana, Oriental Kishv, comprada por 90 milhões de dólares.

Os pasdarans e o exército regular estão sob a tutela do Ministério da Defesa e da Logística das Forças Armadas desde 1989. Este último é dirigido conjuntamente pelos integrantes dos pasdarans, das forças armadas regulares, da polícia e da "gendarmerie". Ele planeja e coordena as operações de controle desses diferentes serviços. O guia supremo (faqih) é a maior autoridade do país. Ele tem o poder de nomear e de excluir os dirigentes das Forças Armadas e dos Guardiães da Revolução, de declarar a guerra e de mobilizar as Forças Armadas. É o Conselho Supremo de Segurança Nacional que controla o relatório do nuclear. Ele está encarregado, de forma mais geral, de proteger os interesses da Revolução, sua soberania e sua integridade nacional.

Outros grupos se aliam aos Guardiães da Revolução: os Basij e as forças Al-Qods. Os Basij (90 mil na ativa e dois milhões de reservistas) são um grupo paramilitar, uma "força de intervenção popular rápida". Criados em 1980 para fornecer voluntários para a guerra contra o Iraque, os Basij têm como função combater os inimigos internos da Revolução e fazer respeitar os códigos islâmicos. As Forças Al-Qods formam e treinam, sob a autoridade do Ministério das Informações e da Segurança, combatentes estrangeiros, especialmente do Hezbollah libanês e do Djihad Islâmico palestino.

Tradução: Marci Helaine
marci.helaine@terra.com.br



[1] Ver link.


Fórum

Leia os comentários sobre este texto / Comente você também

BUSCA

» por tema
» por país
» por autor
» no diplô Brasil

BOLETIM

Clique aqui para receber as atualizações do site.

Leia mais sobre

» Irã
» Geopolítica Mundial
» Grupos Paramilitares
» Islamismo
» DOSSIÊ IRÃ
» Forças Armadas

Destaques

» O planeta reage aos desertos verdes
» Escola Livre de Comunicação Compartilhada
» Armas nucleares: da hipocrisia à alternativa
» Dossiê ACTA: para desvendar a ameaça ao conhecimento livre
» Do "Le Monde Diplomatique" a "Outras Palavras"
» Teoria Geral da Relatividade, 94 anos
» Para compreender a encruzilhada cubana
» Israel: por trás da radicalização, um país militarizado
» A “América profunda” está de volta
» Finanças: sem luz no fim do túnel
Mais textos