Jornalismo Crítico | Biblioteca e Edição Brasileira | Copyleft | Contato | Participe! |
Uma iniciativa


» Uma aventura temerária

» Colômbia, paz ameaçada

» Hora de virar a mesa dos banqueiros

» #Ocupapolítica , entre esquerdistas e pragmáticos

» Crônica da Rússia, à beira da revolução

» Chuva no sertão. cobiça sobre as águas

» As raízes filosóficas da destruição do mundo

» As raízes filosóficas da destruição do mundo

» Os limites de dois “filmes do Oscar”

» As novas lutas pelo Direito à Intimidade

Rede Social


Edição francesa


» Hommes en quête d'identité

» L'odyssée de John Perry Barlow

» Les indépendants du cinéma direct

» Les femmes dans les luttes sociales

» La classe ouvrière devant les premiers immigrants

» En Chine, progrès dans l'industrie, difficultés dans l'agriculture

» Une trentaine de conflits armés que l'ONU n'a généralement pas réussi à éviter

» « Parité, je n'écris pas ton nom... »

» En Iran, les ravages de la drogue

» Sade et l'esprit du néolibéralisme


Edição em inglês


» Maxime Robin on the new drugs ‘100 times stronger than heroin'

» The light at the end of the corner

» Chinese New Year, but where's the money?

» Donald Trump offers a helping hand to China and Russia

» How we got Donald Trump

» How we got Donald Trump

» Iran's far-reaching Shia networks

» Iran's far-reaching Shia networks

» Japan's bluefin tuna

» Japan's bluefin tuna


Edição portuguesa


» Edição de Fevereiro de 2018

» «Idiotas úteis» do Pentágono

» O papel da Concertação Social

» Edição de Janeiro de 2018

» Recuperar os CTT

» O alvo iraniano

» O eixo Washington-Riade-Telavive

» Edição de Dezembro de 2017

» O Orçamento, o presente e o futuro

» Guerras de religião


HISTÓRIA

Num livro, a verdade

Imprimir
Enviar

Ler Comentários
Compartilhe

Foi apenas nos anos 1970, e graças à pesquisa de uma dupla de jornalistas, que se esclareceu a responsabilidade pelo bombardeio em massa de Guernica — e se soube como a cidade viveu suas últimas horas

Lionel Richard - (29/04/2007)

Uma das maiores fraudes midiáticas do século 20 deu origem à destruição da pequena cidade basca de Guernica. Ela foi devastada pela aviação alemã a serviço do general Francisco Franco Franco durante a Guerra Ciivil espanhola, em 27 de abril de 1937. A falsificação é comparável, em sentido oposto, à tramada pelos soviéticos no massacre de Katyn, onde cerca de 20 mil membros da elite polonesa foram executados na primavera de 1940. Em princípio, o extermínio foi atribuído ao exército alemão. Tempos depois, Mikhail Gorbatchev admitiu a culpa da NKDV, polícia política soviética, que agiu segundo ordens de Stálin.

Os franquistas imputaram o crime de guerra de Guernica aos republicanos. Essa teoria foi largamente difundida em todo o mundo pela mídia anticomunista da época. A polêmica confundiu muitas pessoas. Elas começaram a duvidar de tudo e a se perguntar em quem deviam crer.

Para acabar com as controvérsias, uma grande publicação norte-americana encomendou uma reconstituiição — minuto a minuto — das últimas horas de Guernica [1]. O jornalista investigativo britânico Gordon Thomas (autor de duas notáveis pesquisas: As armas secretas da CIA e a História secreta do Mossad) e Max Morgan-Witts foram incumbidos de fazê-la.

Livro reportagem reconstitui as últimas horas

Eles não hesitaram em percorrer o mundo em busca de sobreviventes espanhóis e alemães. Redesenharam a cadeia de decisões militares e a narrativa verídica, histórica e indiscutível da tragédia. Explicitaram como o chefe do Estado maior alemão, Wolfram Von Richthofen, em total acordo com o general franquista Juan Vigón, pôs em marcha sua “estratégia do terror”. Em um movimentado dia, a pequena cidade basca de 7 mil habitantes foi devastada por bombas incendiárias. Desconsiderou-se a população civil.

Na história da guerra, Guernica teve um triste privilégio: foi a primeira cidade do mundo a ser destruída por um ataque aéreo. A técnica do “tapete de bombas” foi posta em prática. Durante a segunda guerra, essa técnica seria usada, pela Luftwaffe (força aérea alemã), para semear o terror por toda a Europa.

A apaixonante pesquisa resultou em uma formidável obra, que se lê como se fosse um suspense. Com razão, a imprensa norte-americana a considera “um dos grandes livros do século consagrado à guerra”.

Tradução: Leonardo Abreu
leonardoaabreu@yahoo.com.br

Leia mais:

Nesta edição, sobre o mesmo tema:

Guernica, agonia de uma guerra Completam-se em 26 de abril setenta anos do massacre de Guernica por tropas da direita espanhola apoiadas por soldados nazistas. Durante quatro décadas, a autoria do crime foi ocultada: só a obra-prima de Picasso serviu como testemunha



[1] Les Dernières heures de Guernica (traduzido do inglês por Marianne Véron), Nouveau Monde, Paris, 2007, 320 páginas, 22 euros.


Fórum

Leia os comentários sobre este texto / Comente você também

BUSCA

» por tema
» por país
» por autor
» no diplô Brasil

BOLETIM

Clique aqui para receber as atualizações do site.

Leia mais sobre

» Espanha
» História
» Guerras civis

Destaques

» O planeta reage aos desertos verdes
» Escola Livre de Comunicação Compartilhada
» Armas nucleares: da hipocrisia à alternativa
» Dossiê ACTA: para desvendar a ameaça ao conhecimento livre
» Do "Le Monde Diplomatique" a "Outras Palavras"
» Teoria Geral da Relatividade, 94 anos
» Para compreender a encruzilhada cubana
» Israel: por trás da radicalização, um país militarizado
» A “América profunda” está de volta
» Finanças: sem luz no fim do túnel
Mais textos