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Muito mais que novos combustíveis

Foto: Andrea Sossich

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A meta é ambiciosa: reduzir pela metade as emissões de CO2 e ainda assim transformar o acesso à energia num direito de todos. A humanidade precisa estar disposta a uma nova relação consigo mesma (A possível Revolução Energética, parte 3)

Antonio Martins - (18/04/2007)

Um novo paradigma é, como se viu, algo muito mais profundo que a simples mudança das fontes energéticas. Para que a meta de redução pela metade das emissões de CO2 seja alcançada, [R]evolução Energética julga necessário (e plenamente possível) criar uma nova noção de eficiência energética. A que temos hoje considera um único fator: o preço final dos combustíveis. A que é necessária para salvar o planeta precisa ser capaz de criar algo muito mais complexo: relações sustentáveis do ser humano com a natureza e consigo mesmo.

Isso implica rever os princípios do modelo atual: a começar da visão antropocêntrica de mundo. O ser humano precisa abandonar a postura de senhor da natureza, e passar a se reconhecer como parte dela. Isso não equivale a penúria: o documento enfatiza, como se verá adiante, a necessidade de estender o uso da energia aos que hoje não têm acesso a ela. Mas significa redução máxima do desperdício, do consumo alienado cuja finalidade não é o bem-estar — mas a preservação de relações sociais, econômicas e simbólicas perversas.

Como meta, o relatório propõe uma redução no uso geral de energia, ao longo dos próximos 43 anos. Somadas todas as fontes, consumimos, hoje, 435,1 mil petajoules por ano [1] — dos quais 348,6 mil provêm de combustíveis sujos. Sem mudança de políticas e atitudes, passaremos, em 2050, a 807,7 mil petajoules/ano. O Greenpeace demonstra que é possível reduzir essa marca para 421,9 petajoules/ano. Será uma diminuição de 3% em relação ao dispêndio atual e de 47% em relação à previsão para 2050, no cenário-referência. [2]

Em cheque, a civilização do automóvel

Para assegurar tal economia, será preciso rever mais três princípios do paradigma anterior. O consumo individualista dará lugar ao consumo responsável. Possuir riqueza não deve equivaler a direito de contaminar o planeta. O relatório sugere uma ampla mudança nos métodos de produção e nos hábitos de consumo. Técnicas avançadas de construção reduzem sensivelmente o uso de ar condicionado e de aquecimento, em residências e escritórios. Aquecedores solares podem ser instalados também nas fachadas dos edifícios, para ampliar sua auto-sustentabilidade. O uso de lâmpadas e aparelhos elétricos e eletrônicos econômicos faz enorme diferença no consumo total de energia. Na indústria, o mesmo se obtém com motores, compressores e bombas eficientes, ou com a reciclagem. A produção de alumínio primário, por exemplo, requer uso ultra-intensivo de eletricidade. Mas esse dispêndio é reduzido em 90% a 95% na produção secundária do metal.

Nos transportes, tanto os biocombustíveis quanto os motores elétricos e híbridos estão avançando. Mas por que não questionar, também, a racionalidade dos sistemas baseados no automóvel? A construção e manutenção de ruas e rodovias asfaltadas suga uma enorme parcela das finanças públicas. A circulação nas cidades torna-se caótica — frenética no ritmo e muito lenta na velocidade. Cada usuário perde no trânsito, a cada ano, milhares de horas, que poderiam ser dedicadas à leitura (em trens, bondes e ônibus confortáveis), ao descanso, lazer e convívio com seus semelhantes. Os índices de mortes, mutilações e ferimentos em acidentes automobilísticos são brutais.

Mudanças no padrão de consumo podem ser suscitadas tanto por atitudes individuais (como poupar água, ou deixar de usar plásticos descartáveis) quanto por decisões coletivas. Certas práticas devem ser simplemente proibidas (o uso de veículos poluentes ou a fabricação de motores ineficientes, por exemplo). Em outros casos, funcionam os estímulos financeiros, positivos e negativos. Pedágios eletrônicos sobre a circulação de automóveis nas cidades são perfeitamente aceitáveis, se a arrecadação destina-se a melhoras reais nos sistemas de transporte coletivo. O emprego de métodos de construção sustentáveis e aparelhos eletrônicos econômicos pode ser promovido por meio de incentivos fiscais e de crédito.

No lugar da mega-empresa, a rede de produtores autônomos

Na esfera da geração de energia, o modelo da concentração produtiva é substituído pela geração descentralizada. Por sua própria natureza e diversidade, as fontes renováveis estão disponíveis em todo o planeta, e podem ser aproveitadas também em pequenos espaços e instalações. Isso multiplica as possibilidades de captação e oferece enormes vantagens de autonomia e redução de custos. Já existe tecnologia disponível para construir casas e edifícios que geram toda a energia de que necessitam. Instalar um catavento, uma usina de concentração solar ou uma unidade de produção de óleo de mamona requer incomparavelmente menos espaço e capital que construir uma refinaria de petróleo ou escavar uma mina de carvão. Em regiões remotas do Sul do planeta, as fontes limpas podem garantir que centenas de milhões de pessoas tenham, pela primeira vez, acesso à eletricidade. Em todas as partes do mundo, a autonomia livra as sociedades da dependência em relação a um número reduzido de grandes corporações, historicamente conhecidas por seu poder e apetite para devastar o ambiente, desalojar populações, conspirar contra governos legítimos, formar cartéis e impor preços.

O uso descentralizado de fontes renováveis permite resolver problemas de transporte e produção que marcam o padrão fóssil. O deslocamento diário de milhões de toneladas de petróleo e derivados, carvão e gás resulta em enormes perdas ambientais e econômicas. Na geração termelétrica, estima-se que 61% da energia existente nos combustíveis simplesmente se perca, na forma de calor e por ineficiência tecnológica. A transmissão de eletricidade, por fios de alta e baixa tensão, rouba 10% adicionais.

[R]evolução Energética demonstra que outra fonte notável de economia é o emprego da tecnologia da informação para estabelecer a geração colaborativa de energia em rede. Trata-se de um princípio capaz de superar a ênfase atual na competição entre empresas. As redes de transmissão, criadas há mais de um século, foram construídas para integrar apenas um pequeno número de grandes unidades geradoras. A energia que chega a cada casa ou empresa pode vir, digamos, de uma hidrelétrica (limpa) situada a centenas de quilômetros ou — se o nível da represa está baixo — de uma termelétrica poluente, porém operante.

A informática permite criar redes com centenas ou milhares de fornecedores. Nelas, cada unidade despeja energia no sistema de acordo com as condições físicas e as prioridades definidas socialmente. A rede pode priorizar a geração de energia solar, nos períodos de maior luz, aproveitar os momentos de alta intensidade dos ventos e elevado volume das águas e, até mesmo, quando necessário, incorporar energia suja para evitar interrupções. A fonte fóssil, contudo, é automaticamente desligada, assim que as renováveis voltam a distribuir eletricidade. Todo o processamento é feito em "centrais elétricas virtuais", cujo papel é exatamente coordenar o sistema para "produzir" energia evitando perdas e aproveitando ao máximo a capacidade instalada. Essas centrais virtuais permitem, além disso, articular a produção local autônoma com territórios mais vastos. Um catavento pode fornecer energia exclusivamente para a localidade mais próxima, nos momentos de pico do consumo; e, quando esse diminui, redirecionar sua produção para o sistema.

Reduzir as emissões garantindo o direito à energia

A adoção de conceitos como consumo responsável e descentralização é ainda mais necessária porque o paradigma da [R]evolução Energética inclui, como elemento indispensável. a justiça social. No novo padrão, a energia passa a ser vista como um bem a que os seres humanos têm direito, independentemente de capacidade aquisitiva. Isso significa incorporar centenas de milhões de seres humanos, hoje, excluídos ao consumo de eletricidade e aos sistemas de transporte. O trecho do relatório que trata do tema é particularmente expressivo.

"A energia é central para reduzir a pobreza e a desigualdade e promover grandes avanços em áreas como Saúde e Educação. Mais de um quarto da população do mundo não se beneficia de serviços modernos de energia. Na África Sub-saariana, 80% dos habitantes não têm acesso a eletricidade. (...) Populações empobrecidas gastam até um terço de sua renda em energia, principalmente para cozinhar. As mulheres, em particular, empregam uma parte considerável de seu tempo coletando, processando e usando combustível tradicional pra cozinhar (...) Essas horas poderiam ser gastas no cuidado com as crianças, educação ou geração de renda. (...) A Organização Mundial da Saúde estima que 2,5 milhões de mulheres e crianças morrem prematuramente a cada ano, por respirar fumaça de fogões de biomassa.

"Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, de reduzir pela metade a pobreza até 2015, não serão alcançados sem energia para ampliar produção, renda e educação, criar empregos e reduzir o desgaste de lutar todos os dias pela própria sobrevivência.(...) Não será possível reduzir os índices de mortalidade sem energia para a refrigeração necessária em clínicas, hospitais e campanhas de vacinação. (...) As crianças não estudarão à noite sem luz em suas casas. Não se bombeará nem tratará água sem energia".

Leia mais:

A possível Revolução Energética é um texto em quatro capítulos:

-  I: "Seremos como rebanhos?"

- II: "Um choque entres os dois modelos"

- IV: "De que revolução se trata"



[1] Joule é uma medida universal de energia. 1 joule equivale à 4,2 calorias, ou à energia necessária para levantar um objetivo de um quilograma a 10 centímetros acima da superfície. 1 petajoule é o mesmo que 1 quatrilhão (1015) de joules

[2] Como a matriz energética também mudará, o uso de combustíveis fósseis, no cenário da revolução energética, equivalerá a apenas 31% do previsto no padrão convencional.

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