Jornalismo Crítico | Biblioteca e Edição Brasileira | Copyleft | Contato | Participe! |
Uma iniciativa


» 15 de outubro de 2021

» É possível ser flaneur em meio aos escombros?

» O tempo livre e o novo feitiço do capital

» Da guerra no Afeganistão à guerra feminista

» Viagem ao coração das trevas do capitalismo

» As lições da China para erradicar a pobreza

» 14 de outubro de 2021

» A esperança da paz e a permanência das guerras

» Amazônia: a defesa covarde da “soberania”

» Aborto: quando os EUA têm um quê de Talibã

Rede Social


Edição francesa


» Les bonnes recettes de la télé-réalité

» Mme Michèle Alliot-Marie emportée par la foule

» Jusqu'où obéir à la loi ?

» Ces « traîtres » qui sauvèrent l'honneur de la France

» A la recherche d'un destin commun en Nouvelle-Calédonie

» L'école algérienne face au piège identitaire

» Envoyés spéciaux de la guerre d'Espagne

» La ballade des prétendus

» Le théorème de la mélancolie

» Sécurité nucléaire, les risques de la dérégulation


Edição em inglês


» Taiwan at the heart of the US-China conflict

» October: the longer view

» What do we produce, and why?

» Hunger in France's land of plenty

» In search of a good food deal

» Georgia's love-hate affair with Russia

» Latin America faces tough choices

» Recognising the PRC

» Behind bars: resisting the Turkish state

» Taiwan strengthens ties with the US


Edição portuguesa


» Edição de Outubro de 2021

» Um império que não desarma

» Convergir para fazer que escolhas?

» O mundo em mutação e o Estado - em crise?

» Edição de Setembro de 2021

» Transformação e resiliência

» O caminho de Cabul

» Edição de Agosto de 2021

» Ditadura digital

» Desigualdades digitais


VIOLÊNCIA

Quem são os recrutas da Al-Qaeda

Imprimir
enviar por email

Ler Comentários
Compartilhe

Entre sua origem, nos anos 1990, e hoje, a rede terrorista mudou o perfil de seus adeptos, revela Laurence Wright neste trecho de O vulto das Torres

Lawrence Wright - (21/05/2007)

“Em sua origem, nos anos 1990, a maior parte dos recrutas da Al-Qaeda eram procedentes das classes média e alta, quase todos de famílias unidas. Muitos tinham cursado estudos superiores, com um gosto preferencial pelas ciências biológicas e a engenharia. Uma minoria vinha de escolas confessionais, a maior parte havia se formado na Europa ou nos Estados Unidos e falava cinco ou seis línguas. Nenhum apresentava sinais de qualquer desordem mental. Muitos não eram religiosos quando se engajaram no jihad. A geração precedente englobava membros de profissões liberais pertencentes às classes médias – médicos, professores, contadores, imãs – que foram ao Afeganistão acompanhados de suas famílias.

Entre os novos jihadistas, sobretudo os jovens e solteiros, figuravam criminosos hábeis na fabricação de documentos falsos, na utilização fraudulenta de cartões de crédito, no tráfico de drogas — todas competências que se revelaram úteis à causa. (...) Dez a vinte mil foram treinados nos campos afegãos antes que esses fossem destruídos, em 2001. (...) As cadernetas de notas de alguns recrutas revelam os objetivos milenares da organização: estabelecer o reino do Senhor sobre o planeta, tornar-se mártires em nome de Deus, purificar as colunas do Islã de fatores de depravação. (...) Os alvos continuavam a ser os soldados norte-americanos e seus veículos, mas outros inimigos do Islã foram invocados: os desertores (’os Mubarak desse mundo’), os xiitas, a América, Israel”.

(O vulto das torres, Companhia das Letras, São Paulo

Tradução: Elisa Buzzo
elisabuzzo@gmail.com

Leia mais:

Nesta edição, sobre o mesmo tema:

O Bem, o Mal e o Terrorismo
Quatro livros recém-lançados examinam o recurso à violência pessoal, a pretexto de obter reivindicações políticas. Entre os debates necessários, uma pergunta incômoda: que distingue o terror dos "inimigos" do que é praticado pelos "aliados"?

Como os EUA cultivam a impunidade
No trecho abaixo, extraído de Dining with Terrorists, Phil Rees destaca a ação da Casa Branca para livrar os soldados norte-americanos do Tribunal Penal Internacional, que julga crimes de guerra

As novas obras sobre o terrorismo




Fórum

Leia os comentários sobre este texto / Comente você também

BUSCA

» por tema
» por país
» por autor
» no diplô Brasil

BOLETIM

Clique aqui para receber as atualizações do site.

Leia mais sobre

» Terrorismo
» Choque de Fundamentalismos
» Guerra contra o Iraque
» Oriente Médio

Destaques

» O planeta reage aos desertos verdes
» Escola Livre de Comunicação Compartilhada
» Armas nucleares: da hipocrisia à alternativa
» Dossiê ACTA: para desvendar a ameaça ao conhecimento livre
» Do "Le Monde Diplomatique" a "Outras Palavras"
» Teoria Geral da Relatividade, 94 anos
» Para compreender a encruzilhada cubana
» Israel: por trás da radicalização, um país militarizado
» A “América profunda” está de volta
» Finanças: sem luz no fim do túnel
Mais textos