Jornalismo Crítico | Biblioteca e Edição Brasileira | Copyleft | Contato | Participe! |
Uma iniciativa


» Tecnologia, Ignorância e Violência

» Universidades: a “nova” estratégia do governo

» Pós-capitalismo na era do algoritmo (2)

» Por uma Reforma Tributária Solidária

» Mudar o mundo sem desprezar o poder

» Seria a Medicina moderna uma ilusão?

» Pós-capitalismo na era do algoritmo (1)

» Uma “potência acorrentada”

» Sobre jeans, trabalho insano e folia

» Sobre jeans, trabalho insano e folia

Rede Social


Edição francesa


» La France favorable à un système international de gérance

» Les savants, le public et la sonde Rosetta

» Les mondes perdus de l'anticipation française

» L'ordre mondial selon John Maynard Keynes

» L'offensive des intellectuels en Iran

» Les charniers de Franco

» Sabra et Chatila, retour sur un massacre

» La résistance de George Orwell

» Mémoires et malmémoires

» Keynes, ou l'esprit de responsabilité


Edição em inglês


» July: the longer view

» An interview with Franco ‘Bifo' Berardi

» Learning the lessons of the Arab Spring

» May 2019 parliamentary election

» A religious map of India

» Universal access to care

» Benin's fight against tuberculosis

» Towards an equal and healthy Africa

» Ivorians mobilise against AIDS

» Health for all, a global challenge


Edição portuguesa


» Edição de Julho de 2019

» Inconsistências (ou o sono da razão?)

» Comércio livre ou ecologia!

» Edição de Junho de 2019

» As pertenças colectivas e as suas conquistas

» A arte da provocação

» 20 Anos | 20% desconto

» EUROPA: As CaUsas das Esquerdas

» Edição de Maio de 2019

» Os professores no muro europeu


ÁFRICA

Sob a tutela da Casa Branca

Imprimir
Enviar

Ler Comentários
Compartilhe

Além de seguidora emblemática do "Consenso de Washington", Gana transformou-se, no governo de Kufuor, num aliado militar estratégico dos EUA e da Inglaterra

Yao Graham - (21/06/2007)

O presidente George W. Bush e o primeiro-ministro britânico Anthony Blair transformaram Gana em modelo do que é “bom para a África”. O presidente John Kufuor dispõe de um acesso privilegiado à Casa Branca e a 10, Downing Street [1], Bush o qualificou de “visionário e "homem de caráter”, que teria feito um “trabalho fantástico para seu país”.

O que deixa Washington tão satisfeito com Gana é a expansão discreta, mas muito clara, da cooperação com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), tanto no que diz respeito a informações quanto a operações militares. Os Estados Unidos desejam “garantir” as reservas petrolíferas do golfo da Guiné. Elas poderiam representar, até 2015, até 25% de suas importações do produto. Já em 2003, invocando a necessidade de preservar as relações militares com os Estados Unidos, Acra assinou um acordo que protegia do Tribunal Penal Internacional os residentes norte-americanos presentes em seu território.

Vários exercícios militares conjuntos foram organizados em terra e no mar. Em outubro de 2005, eles envolveram, mil soldados do exército de Gana e da Otan. Acra colocou seu território e seus equipamentos à disposição dos militares norte-americanos. Acolheu um programa estadunidense-europeu destinado a propiciar o desenvolvimento das tropas (programa Exercise Reception Facility).

“Gana nos interessa”, declarou, em maio de 2004, o general Joseph Ralston, que dirigia o Comando Aliado Supremo na Europa. “O que fundamentalmente nos interessa é a segurança, a paz, os investimentos econômicos, o desenvolvimento dos países da África. Gana revela-se um pólo de estabilidade que queremos ter certeza de reforçar. E se for preciso executar operações em países menos estáveis, poderíamos nos basear em Gana e discutir com os países interessados [2].”

Alguns ganenses inquietam-se com essa cooperação com Washington. Ela poderia transformar o país em alvo para os terroristas. A construção de uma nova embaixada norte-americana nos bairros no leste de Acra suscita intranqüilidade. No entanto, essas indagações não parecem fragilizar o governo de Kufuor.

Tradução: Wanda Caldeira Brant
wbrant@globo.com

Leia mais:

Nesta edição, sobre o mesmo tema:

Gana, retrato da África recolonizada
Primeiro país africano independente, Gana vive sem festas os cinqüenta anos da libertação. Adotadas a partir da década de 1980, políticas neoliberais devastaram a indústria nascente, arruinaram os camponeses e tornaram as cidades caóticas e violentas

Os EUA apostam no "black business"
No momento em que a influência norte-americana sobre o continente negro enfrenta a concorrência da China, ex-militantes pelos direitos civis impulsionam a GoodWorks, uma estranha rede que une governantes suspeitos e homens de negócio ambiciosos



[1] Endereço da residência oficial do primeiro-ministro do Reino Unido, e nome metafórico pelo qual é conhecido o Executivo do país

[2] Escritório das Nações Unidas para a coordenação das Relações Humanitárias, Rede Integrada Regional de Informação, Boletim de informação para a África do Oeste, nº931, Nova York, 15 de março de 2001


Fórum

Leia os comentários sobre este texto / Comente você também

BUSCA

» por tema
» por país
» por autor
» no diplô Brasil

BOLETIM

Clique aqui para receber as atualizações do site.

Leia mais sobre

» Gana
» Poder Imperial dos EUA
» Recolonização da África
» África

Destaques

» O planeta reage aos desertos verdes
» Escola Livre de Comunicação Compartilhada
» Armas nucleares: da hipocrisia à alternativa
» Dossiê ACTA: para desvendar a ameaça ao conhecimento livre
» Do "Le Monde Diplomatique" a "Outras Palavras"
» Teoria Geral da Relatividade, 94 anos
» Para compreender a encruzilhada cubana
» Israel: por trás da radicalização, um país militarizado
» A “América profunda” está de volta
» Finanças: sem luz no fim do túnel
Mais textos