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Além de seguidora emblemática do "Consenso de Washington", Gana transformou-se, no governo de Kufuor, num aliado militar estratégico dos EUA e da Inglaterra

Yao Graham - (21/06/2007)

O presidente George W. Bush e o primeiro-ministro britânico Anthony Blair transformaram Gana em modelo do que é “bom para a África”. O presidente John Kufuor dispõe de um acesso privilegiado à Casa Branca e a 10, Downing Street [1], Bush o qualificou de “visionário e "homem de caráter”, que teria feito um “trabalho fantástico para seu país”.

O que deixa Washington tão satisfeito com Gana é a expansão discreta, mas muito clara, da cooperação com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), tanto no que diz respeito a informações quanto a operações militares. Os Estados Unidos desejam “garantir” as reservas petrolíferas do golfo da Guiné. Elas poderiam representar, até 2015, até 25% de suas importações do produto. Já em 2003, invocando a necessidade de preservar as relações militares com os Estados Unidos, Acra assinou um acordo que protegia do Tribunal Penal Internacional os residentes norte-americanos presentes em seu território.

Vários exercícios militares conjuntos foram organizados em terra e no mar. Em outubro de 2005, eles envolveram, mil soldados do exército de Gana e da Otan. Acra colocou seu território e seus equipamentos à disposição dos militares norte-americanos. Acolheu um programa estadunidense-europeu destinado a propiciar o desenvolvimento das tropas (programa Exercise Reception Facility).

“Gana nos interessa”, declarou, em maio de 2004, o general Joseph Ralston, que dirigia o Comando Aliado Supremo na Europa. “O que fundamentalmente nos interessa é a segurança, a paz, os investimentos econômicos, o desenvolvimento dos países da África. Gana revela-se um pólo de estabilidade que queremos ter certeza de reforçar. E se for preciso executar operações em países menos estáveis, poderíamos nos basear em Gana e discutir com os países interessados [2].”

Alguns ganenses inquietam-se com essa cooperação com Washington. Ela poderia transformar o país em alvo para os terroristas. A construção de uma nova embaixada norte-americana nos bairros no leste de Acra suscita intranqüilidade. No entanto, essas indagações não parecem fragilizar o governo de Kufuor.

Tradução: Wanda Caldeira Brant
wbrant@globo.com

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Nesta edição, sobre o mesmo tema:

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Os EUA apostam no "black business"
No momento em que a influência norte-americana sobre o continente negro enfrenta a concorrência da China, ex-militantes pelos direitos civis impulsionam a GoodWorks, uma estranha rede que une governantes suspeitos e homens de negócio ambiciosos



[1] Endereço da residência oficial do primeiro-ministro do Reino Unido, e nome metafórico pelo qual é conhecido o Executivo do país

[2] Escritório das Nações Unidas para a coordenação das Relações Humanitárias, Rede Integrada Regional de Informação, Boletim de informação para a África do Oeste, nº931, Nova York, 15 de março de 2001


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