Jornalismo Crítico | Biblioteca e Edição Brasileira | Copyleft | Contato | Participe! |
Uma iniciativa


» Rebelião em Londres: é o clima ou o sistema?

» A “inteligência caolha” da família Bolsonaro

» O crime de Guarapuava e as elites sem freios

» Boaventura: os EUA flertam com o direito názi

» Argentina: ainda bem que há eleições…

» O bispo que não vai para o céu

» Prisões brasileiras: relato de dentro do inferno

» Bernardet: “Tirei o corpo fora”

» Bernardet: “Tirei o corpo fora”

» Em Los Silencios, fuga para o não-lugar

Rede Social


Edição francesa


» La justice, pilier ou béquille de la démocratie ?

» La canicule, révélateur d'une santé malade

» La caution des scientifiques

» Dans l'enfer blanc de l'amiante

» Fiasco à La Haye

» L'immigration au miroir des échecs de la gauche

» « Faxer » ou périr, une culture de l'urgence

» Comment Sciences-Po et l'ENA deviennent des « business schools »

» Assimilation forcée dans le Xinjiang chinois

» Les riches entre philanthropie et repentance


Edição em inglês


» Mica mining, why watchdogs count

» LMD's New York debates

» Decriminalizing the drug war?

» April: the longer view

» Housing, rubbish, walls and failing infrastructure in East Jerusalem

» Mining profits go to foreign investors

» Combatting climate change: veganism or a Green New Deal?

» Berlin's fight for expropriation

» Afghanistan: the fighting continues

» The private world of swiping on screens


Edição portuguesa


» Edição de Abril de 2019

» A nossa informação, as vossas escolhas

» O cordão sanitário

» O caso do Novo Banco: nacionalizar ou internacionalizar?

» Edição de Março de 2019

» Sabe bem informar tão pouco

» O presidente e os pirómanos

» Edição de Fevereiro e 2019

» As propinas reproduzem as desigualdades

» Luta de classes em França


DESIGUALDADES

Por um punhado de euros

Imprimir
Enviar

Ler Comentários
Compartilhe

As somas recebidas pelo Marrocos para bloquear uma das portas de entrada da Europa são irrisórias. Mas as remessas de dinheiro dos marroquinos que vivem no exterior a seu país equivalem a 10% do PIB

Sophie Boukhari - (21/06/2007)

“No Marrocos, a política das migrações está entregue a pessoas cujo interesse se volta para a segurança pública. Para elas, o essencial é fazer número, a fim de provar sua eficácia na Europa”, desabafa o universitário Mehdi Lahlou. Há uma tentativa de receber recompensas da União Européia (UE) pela contenção dos migrantes. Mas, no plano financeiro, o país só obteve, até agora, uma ajuda específica de 67 milhões de euros, por seu trabalho de “sentinela”. Como frisa o jurista Mohamed Kachani, trata-se de apenas uma “gorjeta”, já que Rabat enfrenta despesas muito maiores, particularmente ligadas às deportações por avião de mais de sete mil africanos, desde 2004.

Por outro lado, o país negocia um aumento de cotas para trabalhadores temporários marroquinos admitidos na França e Espanha. Pede igualmente, mais vistos para seus cidadãos interessados em viajar à Europa. A aposta é grande: as transferências de dinheiro dos marroquinos residentes no estrangeiro atingiram 4,3 bilhões de euros em 2006 — cerca de 10% do PIB. Além disso, segundo o último estudo do Comissariado do Plano, mais de um jovem entre três sonha em emigrar.

Tanto de um lado como do outro do Mediterrâneo, a gestão securitária da questão de migração produz terríveis dramas humanos, mas poucos resultados duráveis. Os africanos retidos em Marrocos, sob condições desumanas, são vítimas de uma política européia tão absurda quanto ineficaz. Pois quanto mais a Europa constrói barricadas ao seu redor, mais os migrantes afluem. Em 2006, 31 mil subsaarianos atingiram as Ilhas Canárias, a partir das costas do Oeste africano — ou seja, seis vezes o número do ano precedente.

Depois de ter instalado um dispositivo quase militar, estimado em 260 milhões de euros, para bloquear mil quilômetros de costas andaluzes, a União Européia teria a intenção de cercar todo continente africano com uma barreira de proteção? Um projeto assim, totalmente irrealista, seria ainda mais absurdo, já que menos de 5% dos “clandestinos” residentes na Europa chegaram nesse continente pela rota africana. Os outros entram pelos portos e pelos aeroportos, munidos de um visto obtido segundo as exigências legais, vindos tanto de países africanos como de outros, como lembra Mehdi Lahlou.

Tradução: Leonardo Teixeira da Rocha
leorocha2003@yahoo.com.br

Para saber mais

Nesta edição, sobre o mesmo tema:

Viagem ao "muro" europeu
Reportagem no Marrocos: assim vivem (e morrem) milhares de migrantes que o mundo rico quer ver longe de suas fronteiras. E mais: como a União Européia transfere para alguns países africanos o trabalho sujo de reprimir quem busca uma vida melhor




Fórum

Leia os comentários sobre este texto / Comente você também

BUSCA

» por tema
» por país
» por autor
» no diplô Brasil

BOLETIM

Clique aqui para receber as atualizações do site.

Leia mais sobre

» Marrocos
» Desigualdades Internacionais
» Movimentos Migratórios
» África
» União Européia

Destaques

» O planeta reage aos desertos verdes
» Escola Livre de Comunicação Compartilhada
» Armas nucleares: da hipocrisia à alternativa
» Dossiê ACTA: para desvendar a ameaça ao conhecimento livre
» Do "Le Monde Diplomatique" a "Outras Palavras"
» Teoria Geral da Relatividade, 94 anos
» Para compreender a encruzilhada cubana
» Israel: por trás da radicalização, um país militarizado
» A “América profunda” está de volta
» Finanças: sem luz no fim do túnel
Mais textos