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Cronologia dos conflitos provocados pela ocupação da palestina. Por ter mantido e aprofundado a opressão sobre eles, a Guerra dos Seis Dias acabou deflagrando uma série de choques, que se arrasta até hoje

Bassma Kodmani - (21/06/2007)

1970

Setembro: As tropas do rei Hussein, da Jordânia, esmagam a resistência palestina. Expulsa do país, ela instala-se no ano seguinte, no Líbano.

1973

Outubro: Ofensiva das tropas egípcias e sírias contra Israel, cujo exército — no início pressionado — termina por detê-la.

1975

Abril: Início da guerra civil libanesa, que durou até o acordo de Taëf (1989) e fez (oficialmente) 150 mil mortos.

1978

Março: Israel invade o sul do Líbano e cria uma "zona de segurança".

1980

Setembro: O exército iraquiano ataca o Irã. Começa uma longa guerra, que terminou em 1988 e deixou dois milhões de mortos.

1982

Junho: Início da invasão israelense no sul do Líbano. O país só se retirou em 2000.

1987

Dezembro: Início da primeira Intifada em Gaza e, depois, na Cisjordânia. Prolongada até 1991, provocou a morte de 1.300 palestinos e 250 israelenses.

1990

Agosto: Invasão iraquina do Kuait.

1991

Janeiro-março: Primeira Guerra do Golfo (150 mil iraquianos mortos, 470 da coalizão internacional).

1994

Maio-julho: Guerra civil no Iêmen.

1996

Abril: Operação israelense “Vinhas da Ira” contra o Líbano.

Setembro:Confrontos no Curdistão iraquiano. Intervenção do exército iraquiano e bombardeios norte-americanos.

2000

Setembro:Início da segunda Intifada. Prolongando-se até 2005, fez mil israelenses e 4.500 palestinos mortos.

2001

Setembro-outubro:Atentados ao World Trade Center (NY) e ao Pentágono (Washington) pelo grupo Al-Qaeda. O ataque foi seguido pelo início da Guerra do Afeganistão.

2002

Março-junho: Operação “Rempart”: Israel reconquistou militarmente o conjunto da Cisjordânia.

2003

Março-abril: Guerra anglo-americana contra o Iraque.

2006

Julho-agosto:Guerra israelense contra o Líbano (1.300 libaneses e 160 israelenses mortos).

Tradução: Carolina Gutierrez
carol@diplo.org.br

Leia mais:

Nesta edição, sobre o mesmo tema:

A batalha que incendiou o Oriente Médio
Quarenta anos depois, um retorno “Guerra dos Seis Dias” revela: o conflito que envenenou as relações entre Israel e Palestina não teve como origem a disputa entre os dois povos. Seria um sinal de que a paz é possível?

Sob o signo da frustração
A derrota no conflito de 1967 transtornou o mundo árabe. É a partir dos traumas associados a ela que crescem a influência da religião, a tentação da violência, o conservadorismo moral como forma de “purificação” e os governos cada vez mais afastados de seus povos

Como a ocupação invadiu Israel
Após seu triunfo retumbante contra os três maiores exércitos árabes, o país encheu-se de orgulho, dinheiro e ilusão. Quarenta anos depois, a sociedade está mais frágil, atemorizada e desigual. Há quem tema por suas chances de sobrevivência

Dinastias, golpes e... insurreições
Desde a constituição de seus Estados nacionais, o mundo árabe tem sido marcado por governos que se eternizam (muitas vezes apoiados por potências estrangeiras) e por fortes sobressaltos políticos. O período pós-67 manteve esta tendência




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