Jornalismo Crítico | Biblioteca e Edição Brasileira | Copyleft | Contato | Participe! |
Uma iniciativa


» A Tecnologia da Adaptação — e como vencê-la

» O Irã e os idiotas úteis… a Washington

» “Atire na cabeça!”

» Um reino de farsas e encenações necessárias

» Jogue no Google, senhor ministro

» Religião, violência e loucura

» O consenso pela Educação acabou

» O dia em que o governo perdeu as ruas

» Galeria: Brasil nas ruas

» Um governo tóxico

Rede Social


Edição francesa


» Une obligation morale

» Mais pourquoi cette haine des marchés ?

» Les militants français confrontés à la logique de l'entreprise

» Une machine infernale

» Pour sauver la société !

» Des réformes qui ne sont pas allées assez loin

» Controverses et débats en Allemagne

» Un nouveau maître à penser : l'entreprise

» Le problème de l'épuisement des matières premières peut, aujourd'hui, être envidagé avec un optimisme relatif

» Incontrôlable avant l'an 2000, l'explosion démographique accroit le risque d'une double catastrophe mondiale


Edição em inglês


» Iran and the US, a tale of two presidents

» Terry Gou, Taiwan's billionaire and political wildcard

» Ecuador's crackdown on abortion is putting women in jail

» Traditions of the future

» Boondoggle, Inc.

» Sisi amends Egypt's constitution to prolong his presidency

» May: the longer view

» The languages of Ukraine

» Chile's day of women

» Notre Dame is my neighbour


Edição portuguesa


» 20 Anos | 20% desconto

» EUROPA: As CaUsas das Esquerdas

» Edição de Maio de 2019

» Os professores no muro europeu

» Chernobil mediático

» Edição de Abril de 2019

» A nossa informação, as vossas escolhas

» O cordão sanitário

» O caso do Novo Banco: nacionalizar ou internacionalizar?

» Edição de Março de 2019


Poema não tão simples

Imprimir
Enviar
Compartilhe

Ricardo Miyake - (05/10/2007)

Tal como dela me lembro,
Eu via seus dentes na boca entreaberta
O vento quase suspenso, minha mão quase nela,
E agora o sol seca a grama onde piso,
Seca a saliva que quase trocamos,
Os dedos entrelaçados.
Tal como dela me lembro,
Trocamos papéis e planos
E talvez alcançássemos uma felicidade
Feita de uma casa à beira do lago,
Um barco à beira da água,
E a moldura à beira do céu de tinta.
E hoje a revi, desviando dos buracos
Da calçada, das poças da chuva que lavou
As migalhas partilhadas,
Do que dela me lembrava, lacunas,
O quadro que juntos pintamos,
Um quase, os dedos das mãos quebrados.

(Do ciclo “Poemas nostálgicos”)


Ricardo Miyake é poeta, crítico de cultura e professor de Literatura no ensino superior. Publicou, em 1998, Livro de Coisas (poemas, Editora Com-Arte). Atualmente, desenvolve pesquisa em torno da produção literária contemporânea brasileira e aguarda editoras para mais dois livros, um de poemas e outro de ensaios.



Fórum

Leia os comentários sobre este texto / Comente você também

BUSCA

» por tema
» por país
» por autor
» no diplô Brasil

BOLETIM

Clique aqui para receber as atualizações do site.

Leia mais sobre

» Seção {Palavra}


Destaques

» O planeta reage aos desertos verdes
» Escola Livre de Comunicação Compartilhada
» Armas nucleares: da hipocrisia à alternativa
» Dossiê ACTA: para desvendar a ameaça ao conhecimento livre
» Do "Le Monde Diplomatique" a "Outras Palavras"
» Teoria Geral da Relatividade, 94 anos
» Para compreender a encruzilhada cubana
» Israel: por trás da radicalização, um país militarizado
» A “América profunda” está de volta
» Finanças: sem luz no fim do túnel
Mais textos