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O editor da seção anuncia: “a cada semana, uma nova edição, para reverenciar a literatura – ou, antes dela, a Palavra”

Rodrigo Gurgel - (06/10/2007)

Os diálogos que deram vida à seção Palavra concentraram-se em três pontos: o espaço deveria servir à divulgação da literatura contemporânea de língua portuguesa, abarcando a prosa e a poesia; não poderia, contudo, abster-se de publicar crítica literária e artigos que refletissem sobre os diversos aspectos da literatura, do livro e do mercado editorial; e, finalmente, se comprometeria a não basear seus critérios de seleção editorial em questões de cunho ideológico, pois a literatura – ainda que muitos discordem desse ponto de vista – encontra-se acima de tais controvérsias. Aqui, dessa forma, imaginando um universo ideal, teriam espaço Sartre e Céline.

Passadas algumas semanas, oferecemos aos leitores esta primeira edição. Em “Sylvia Plath e A redoma de vidro”, Isa Fonseca elabora um delicado paralelo entre a ficção e a vida dessa poeta norte-americana. No conto “Um brinde no Largo do Arouche”, Antonio Carlos Olivieri imagina um curioso périplo paulistano, sem deixar de lado as inevitáveis contradições dessa capital. Finalmente, em “Poema não tão simples”, Ricardo Miyake nos oferece a nostalgia do amor que esteve a um passo de se realizar.

Semanalmente, às sextas-feiras, publicaremos uma nova edição, tentando não só cumprir os objetivos que nos propusemos, mas reverenciar a literatura – ou, antes dela, a Palavra.

Cordial abraço!


Rodrigo Gurgel é escritor, editor e crítico literário. Escreve regularmente no jornal Rascunho e em seu blog



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