Jornalismo Crítico | Biblioteca e Edição Brasileira | Copyleft | Contato | Participe! |
Uma iniciativa


» Uma semana contra o Capitalismo de Desastre

» Na Argentina, algo além de Macri começa a cair

» Transportes: a atualidade da Tarifa Zero

» Aos super ricos, os super genes?

» A Ideologia da Mineração está em xeque

» Orçamento 2020 expõe o Bolsonaro das elites

» A esquecida questão da desigualdade energética

» Crônica de Cuba, em incerta transição

» “Direitos Já”: Uma perigosa contradição

» Cinema: Espelhos deformantes

Rede Social


Edição francesa


» Libye, l'appel du devoir

» La gauche française bute sur l'Europe

» Fédéralisme à l'allemande et évolutions politiques

» « Métro, boulot, tombeau »

» Plus haute sera la prochaine tour

» Le Media Lab aux avant-postes du cybermonde

» Echec à la corruption au Brésil

» Les beaux jours de la corruption à la française

» Parler français ou la « langue des maîtres » ?

» Au Portugal, austérité et contestation


Edição em inglês


» The logs of war

» Benjamin Netanyahu, best friend of the far right

» September: the longer view

» Afghan peace talks: Trump tweets, Taliban fights

» An inexhaustible myth in times of extreme adversity

» What happened to social solidarity?

» Sudan: conflict, violence and repression

» Russia's appointed billionaires

» Another end is possible

» Arms sales: the Swedish model


Edição portuguesa


» Edição de Setembro de 2019

» Portugal não pode parar?

» Quem elegeu Ursula von der Leyen?

» Edição de Agosto de 2019

» Plural e vinculado à esquerda

» Os talibãs de São Francisco

» Edição de Julho de 2019

» Inconsistências (ou o sono da razão?)

» Comércio livre ou ecologia!

» Edição de Junho de 2019


LITERATURA

Palavra 2

Imprimir
Enviar
Compartilhe
Novos autores estréiam na seção, expressam suas reflexões e dão vida a suas quimeras

Homens e não
O primeiro romance da Resistência italiana chega ao Brasil, 62 anos depois da edição original. Em narrativa seca, Elio Vittorini foca a humanidade e o horror sem reduzir sua história a uma tese política. Uma resenha de Gregório Dantas
Aqui

Condições urgentes
Renata Miloni propõe: "o que penso ser preciso para escrever (e ler) é que jamais se deve abandonar as próprias marcas em nome de um conforto que, na verdade, não existe fora delas"
Aqui

Selena e o major
"Olhou bem pra cara do velho, o linho, o olhinho azul do velho, anel da mesma cor, bengala de castão. E começou a rir". Por Neuza Paranhos
Aqui

Das lágrimas
Ricardo Miyake, no ciclo Poemas Nostálgicos
Aqui

Rodrigo Gurgel - (15/10/2007)

Na resenha “Humano e não-humano”, Gregório Dantas analisa Homens e não, do escritor siciliano Elio Vittorini. Romance da resistência contra o fascismo, Vittorini busca repetir nesse livro a fórmula de sua obra-prima, Conversa na Sicília: “Uma vez mais a palavra do escritor tenta superar os dados imediatos para tocar a verdade absoluta daqueles trágicos momentos”, afirma o italianista Giorgio Bárberi Squarotti. Na opinião de Gregório Dantas, Vittorini tem o mérito de não reduzir sua história a uma tese política, mas apenas revelar o horror – e, por meio dele, o paradoxo essencial da condição humana.

Renata Miloni – em “Condições urgentes” – reflete sobre as circunstâncias materiais necessárias à produção da escrita. Elaborando uma mescla de crônica e artigo, a autora comenta a indissociável relação que existe entre o espaço e a criação literária. Da caverna ideal de Kafka à parede repleta de post-its do escritor Will Self, Renata Miloni busca encontrar o eixo de silêncio e intimidade que permite aos escritores “irem ao lugar de onde trazem suas idéias”.

O conto desta edição – “Selena e o Major” – é assinado por Neuza Paranhos. De um encontro aparentemente banal na fila do banco, em uma cidadezinha do interior mineiro, surge o diálogo que não se esgota no bom humor ou no conflito de costumes e valores. Jamais saberemos se a reiteração da inesperada proposta instalou a dúvida no coração de Selena, mas a insistência do velho caudilho permanece, no fim da narrativa, como um sinal de certo Brasil antigo – e nunca superado.

Finalmente, dando seqüência ao ciclo “Poemas nostálgicos”, iniciado na semana passada, Ricardo Miyake fala sobre a cidade na qual o existir é feito de ausências, onde os amantes, apesar de unidos, sentem-se extraviados entre as misérias dos outros.

A edição desta semana confirma nossa idéia original: que Palavra se firme como um espaço dedicado exclusivamente à literatura, onde diferentes vozes possam não só expressar suas reflexões, mas também dar vida às suas quimeras.

Boa leitura!



Fórum

Leia os comentários sobre este texto / Comente você também

BUSCA

» por tema
» por país
» por autor
» no diplô Brasil

BOLETIM

Clique aqui para receber as atualizações do site.

Destaques

» O planeta reage aos desertos verdes
» Escola Livre de Comunicação Compartilhada
» Armas nucleares: da hipocrisia à alternativa
» Dossiê ACTA: para desvendar a ameaça ao conhecimento livre
» Do "Le Monde Diplomatique" a "Outras Palavras"
» Teoria Geral da Relatividade, 94 anos
» Para compreender a encruzilhada cubana
» Israel: por trás da radicalização, um país militarizado
» A “América profunda” está de volta
» Finanças: sem luz no fim do túnel
Mais textos