Jornalismo Crítico | Biblioteca e Edição Brasileira | Copyleft | Contato | Participe! |
Uma iniciativa


» Pós-capitalismo na era do algoritmo (final)

» Contingenciamentos: a barbárie nos números

» O horror como mera constatação

» João Gilberto pra acabar com a apatia

» Boaventura: Descolonizar o saber e o poder

» Morte e gozo sobre rodas

» Tecnologia, Ignorância e Violência

» Universidades: a “nova” estratégia do governo

» Pós-capitalismo na era do algoritmo (2)

» Por uma Reforma Tributária Solidária

Rede Social


Edição francesa


» Il y a soixante ans, l'aube de la guerre d'Espagne

» Mourir pour des images

» L'évêque aux côtés des tueurs

» Quand les intellectuels s'enflammaient pour une cause…

» La France favorable à un système international de gérance

» Les savants, le public et la sonde Rosetta

» Les mondes perdus de l'anticipation française

» L'ordre mondial selon John Maynard Keynes

» L'offensive des intellectuels en Iran

» Les charniers de Franco


Edição em inglês


» July: the longer view

» An interview with Franco ‘Bifo' Berardi

» Learning the lessons of the Arab Spring

» May 2019 parliamentary election

» A religious map of India

» Universal access to care

» Benin's fight against tuberculosis

» Towards an equal and healthy Africa

» Ivorians mobilise against AIDS

» Health for all, a global challenge


Edição portuguesa


» Edição de Julho de 2019

» Inconsistências (ou o sono da razão?)

» Comércio livre ou ecologia!

» Edição de Junho de 2019

» As pertenças colectivas e as suas conquistas

» A arte da provocação

» 20 Anos | 20% desconto

» EUROPA: As CaUsas das Esquerdas

» Edição de Maio de 2019

» Os professores no muro europeu


LITERATURA

Palavra 3

Imprimir
Enviar
Compartilhe
Palavra desta semana enfoca, inicialmente, dois dos melhores escritores brasileiros: Clarice Lispector e Cristovão Tezza.

Clarice e seus amigos
São 42 pequenas entrevistas. Profundas, às vezes. Deliciosas, sempre. Fui direto às minhas predileções e curiosidades.
Aqui

Literatura de pai para filho
Mais do que uma história de filho doente, O filho eterno é uma bela reflexão sobre a paternidade, sobre ser escritor e sobre o momento político conturbado dos anos 1980
Aqui

E Paris mudou de cara
Estrangeiro em tudo e todos. O autor incursiona pelo encanto sombrio da Cidade Luz, onde seus sentimentos mesclam-se de forma sinestésica e paradoxal entre o medo e o fascínio diante da outra face de Paris
Aqui

Dos reencontros
Ricardo Miyake, no ciclo Poemas Nostálgicos
Aqui

Rodrigo Gurgel - (19/10/2007)

Em “Clarice e seus amigos”, André Resende comenta as entrevistas realizadas por Clarice Lispector, entre maio de 1968 e outubro de 1969, para a revista Manchete, e agora reunidas pela Editora Rocco. Segundo Resende, sem a pretensão de se mostrar isenta em relação a seus entrevistados, Clarice mantém diálogos francos, abertos, nos quais até mesmo a amizade pode despontar, o que dá vida a uma coletânea, no mínimo, prazerosa.

No que se refere a Cristovão Tezza, seu último romance, O filho eterno, passa pelo crivo de Leandro Oliveira. Em recente entrevista, concedida ao jornal Rascunho, Tezza afirma que “não podia morrer, acabar a minha existência como escritor, sem enfrentar o tema mais importante e impactante da minha vida”. O resultado, de acordo com Leandro Oliveira, surge na forma de uma literatura madura, despida de sentimentalismos – uma “bela reflexão sobre a paternidade”.

Dos contos, publicados em nossas duas edições iniciais, passamos à crônica. Diego Viana, residindo em Paris há alguns anos, fala sobre seu auto-expatriamento e o difícil processo de adaptação, até chegar ao inevitável fascínio: “Se a infinidade de mansardas já desconcertou Baudelaire, inspirou Merleau-Ponty e encantou Cortázar, não serei eu a passar indiferente”. Alimentando seu idílio em relação ao que é novo, Viana não apenas resgata os primeiros meses na França, mas apresenta um olhar cujo principal mérito reside em descrever “a grandeza do miúdo” – a melhor característica da crônica, segundo o mestre Antonio Candido.

Terminando o ciclo “Poemas nostálgicos”, Ricardo Myiake participa de Palavra com o poema “Dos reencontros”, quando a memória surge para preencher o que se perdeu “nos vãos das calçadas”, ou seja, para recuperar aquilo que, essencial e imprescindível, jamais foi, na verdade, esquecido.

Até a próxima semana!

Rodrigo Gurgel



Fórum

Leia os comentários sobre este texto / Comente você também

BUSCA

» por tema
» por país
» por autor
» no diplô Brasil

BOLETIM

Clique aqui para receber as atualizações do site.

Destaques

» O planeta reage aos desertos verdes
» Escola Livre de Comunicação Compartilhada
» Armas nucleares: da hipocrisia à alternativa
» Dossiê ACTA: para desvendar a ameaça ao conhecimento livre
» Do "Le Monde Diplomatique" a "Outras Palavras"
» Teoria Geral da Relatividade, 94 anos
» Para compreender a encruzilhada cubana
» Israel: por trás da radicalização, um país militarizado
» A “América profunda” está de volta
» Finanças: sem luz no fim do túnel
Mais textos