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Pablo Simpson - (23/11/2007)

* * *

Outros ventos trouxeram nossas cicatrizes

Um suor me recobre, pesa nestes ombros
a flor de encontro dúbio. Assim perdi
tanto em buscá-la, tanto em desfazer.

As mãos sobre as coxas, o sexo já confessado.

Tão poderosa e viva e assim tão pura
a luminosidade dos azuis.

E aspirei contigo o perfume casto das cerejas,
também desfeito. O matiz inseguro de tuas nuvens.

Fluorescência do âmbar:
o segredo revelado, não te espantes.

E é o mesmo teu silêncio, amparando as estátuas.
As que houvera na morte e o sonho de suas noites.

Os frutos

O tempo colhia os frutos sem alarde
na terra baixa, maduros de sementes.

Eu corria as ladeiras com meus olhos
freqüentes do passado, e as flores frias.

Dos muros de palavras retirávamos
um punhado de hera, o cheiro seco.

Que invadia as manhãs pelas janelas
e nossos corações cheios de névoa.

Ele colhia os frutos. Nós, sem pressa,
que o tempo madurou de outros silêncios.

Eu não me erguia ao alto da colina
sobre um caixão de pedra, com medo.

De nosso território com seus prédios
enormes e homens baixos. Eles jogavam.



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