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A fantástica fábrica de salsichas

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O curso de P. E. também realiza visitas guiadas a editoras. Essa, sim, foi a parte mais empolgante do meu treinamento de agente secreta (com licença, sofro de imaginação galopante): me infiltrar no terreno inimigo e desvendar seu modus operandi

Simone Campos - (02/02/2008)

Se você soubesse como as salsichas são feitas, não as comeria. Esse lugar-comum também já pertence aos jornais, tanto que o ouvi na minha primeira aula de redação técnica. Aliás, quando terminei jornalismo, sobejavam razões para não querer nem mesmo fabricar aquele tipo de salsicha, enjoativa demais para o meu estômago. Aí resolvi voltar à casa um e cursar, temerariamente, produção editorial.

Você deve estar se perguntando o mesmo que as minhas tias sempre me perguntam: o que é isso? Produção editorial [1] é uma especialização de comunicação social que, por enquanto, no Brasil, só existe na UFRJ e na USP. Um curso de graduação que mistura letras, design, biblioteconomia e mais algumas coisas inéditas. Foi lá que eu aprendi, por exemplo, que nomes de cursos se escrevem com letra minúscula, entre muitas outras coisas. Não existe País, Juiz, nem Direito, e muito menos Amor – ao menos não para Emanuel Araújo em A construção do livro.

Conforme costumo resumir para as minhas tias, produção editorial ensina tudo relacionado a editar livros. Menos escrevê-los (ha). Para isso você tem que procurar a Unisinos. [2] Mas eu, por acaso, os escrevo sem licença mesmo. É mais ou menos como se eu fosse veterinária, açougueira, cozinheira e animal na fábrica de salsichas. Como é que continuo com esse canibalismo de comprar livros e mais livros – se bem que com cada vez mais cuidado?

É muito amor pela salsicha... Gosto de livros desde pequena. Só não me decidi antes por Produção Editorial porque as próprias pessoas do curso tinham dificuldades em colocar numa frase simples do que se tratava – e convenhamos, isto mina a confiança de qualquer agnóstico. Só quando estava quase terminando jornalismo é que a névoa começou a se dissipar – informações desencontradas sobre uma habilitação misteriosa de nove alunos (quase uma confraria) que ensinaria algo sobre tradução e revisão e editoras. Dizia-se também que naquela habilitação só tinha gente estranha. Felizmente, estavam certos.

Espionagem industrial

Então, entrei em produção editorial (P. E.) e fui estagiar numa editora. Nada poderia ter me preparado para aquele choque – a não ser o curso de P. E. Tínhamos aula, naquele semestre, com uma professora que trabalhava numa editora. Ela estava para os editores como a Sydney Bristow [3] está para os agentes secretos: tinha nascido para aquilo.

Certa aula, ela perguntou às seis alunas da sala como se recebiam originais na editora em que trabalhavam. Todas as outras cinco tinham seus estágios – é, entendi a indireta –, a maioria em grandes editoras, e cada uma delas respondeu que na minha, não há ninguém específico para cuidar disso. Ou seja, a slush pile (pilha dos originais não-solicitados) na melhor das hipóteses era na caçamba de reciclagem. Imagine que ótimo foi para uma autora com originais (solicitados, mas poxa) enviados para duas das editoras em questão ouvir isso. A cada relato de descaso, eu sentia uma nítida elevação na minha pressão sangüínea, o que foi culminar numa tímida diatribe. Pus as mãozinhas nas cadeiras e, boquiaberta, formulei e reformulei definições amotinadoras começadas por “então quer dizer que...”, com um “que absurdo!” esporádico. Meu levante fracassou totalmente. Ninguém ali escrevia.

Como que para pagar um karma, assim que caí no estágio fui colocada para vigiar a slush pile. Impedir que ela crescesse. Precisava demover os autores que queriam enviar material à editora e, se preciso, afastá-los a tabefes. “No momento estamos ocupados, ocupadíssimos, e não podemos receber seu original para avaliação”. Era preciso falar assim, pois qualquer outra desculpa esbarrava num muro de obstinação intransponível. Por incrível que pareça, havia nisso uma pincelada de piedade: evitava que os autores desperdiçassem tempo, dinheiro, energia e papel com alguém que não ia lê-los. Às vezes eles insistiam em mandar assim mesmo.

Vendo isso, eu, tão boazinha!, tão empática!, comecei examinar o material que chegava com atenção... e quebrei a corrente e flutuei no Nirvana, tamanhas as porcarias que chegavam. Publicar é caro, um encalhe é desesperador e imprimir irrelevâncias detona pouco a pouco a relação com livrarias e leitores. Mais tarde fiquei amiga de outra garota do curso de P. E. que, descobri depois, também cuidava de uma slush pile, e trocamos histórias. É pouco; devíamos ter um grupo de apoio. No qual eu seria uma Marla Singeri [4], já que continuo me arriscando a ler originais de vez em quando. Sou um caso perdido.

Comi da árvore do conhecimento

De outra feita, ainda na aula da “Sydney Bristow”, fizemos uma cotação de quanto pagava cada editora aos tradutores de livros estrangeiros – e, olha, posso dizer que a qualidade das traduções tem relação quase direta com esse valor. Uma vez munida dessa informação, simplesmente deixei de comprar os livros de certa editora nacional. Quando o livro que quero sai por ela, encomendo a versão original pela internet.

O papel. Quanto mais branco, melhor; assim é que é bom, não é? Muitas editoras concordam com isso... mas tente ler à beira-mar e descubra a magia do papel amarelado.

O curso de P. E. também realiza visitas guiadas a editoras. Essa, sim, foi a parte mais empolgante do meu treinamento de agente secreta (com licença, sofro de imaginação galopante): me infiltrar no terreno inimigo e desvendar seu modus operandi. Ninguém jamais desconfiaria daquela mocinha que anda engraçado. Falavam as maiores barbaridades na minha frente e eu lá, contumaz, Bond jogando pôquer! “Alguns autores não vendem mesmo, mas nós temos que mantê-los, paparicá-los, porque ganham prêmio, saem na mídia, fazem a imagem da editora.” Também é por isso que certos profissionais do jornalismo conseguem publicar suas ficções, outro grande mistério esclarecido.

Sei quem comprou quem; quem fica onde; quem publica proporcionalmente muita porcaria e quem publica pouca; quem tem bons livros de bolso e quem tem ruins. Em suma e já tomando emprestado de outra simbologia: comeu da árvore do conhecimento?, agora pedala.

Na próxima coluna, pretendo falar um pouco mais do que descobri sendo uma “espiã na casa da literatura”, desta vez concentrando-me na minha porção insumo da fábrica de salsichas.



[1] Produção editorial na Wikipedia

[2] Edição de livros, segundo a página web da universidade

[3] Sydnew Bristow na Wikipedia

[4] Marla Singeri

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