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LITERATURA

Palavra 18

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As concubinas do sultão
Percebo que não conheço São Paulo. Acredito que ninguém conheça. Pois a cidade não se deixa conhecer. Como se precisasse esconder o rosto, ela abafa a própria voz natural, uma vibração produzida a cada instante pelo flutuar de seus habitantes.
Aqui

Os muitos dilemas da literatura policial brasileira
Os detetives Espinosa e Mandrake, aquele mais do que este, são conseqüência de uma necessidade de auto-afirmação que ainda permeia a literatura de entretenimento no Brasil.
Aqui

Do processo de organização das idéias
Alguns poderiam dizer que saber toda a história antes de escrever tira toda a graça da escrita. Mas literatura policial é um troço assim. É um artesanato com uma técnica.
Aqui

Moça de vermelho sabe morrer
Aqui

Rodrigo Gurgel - (22/02/2008)

O que é São Paulo? As reflexões de Diego Viana, que esteve em São Paulo de passagem, depois de um longo período parisiense, abrem nossa edição. Se uma cidade é conhecida, principalmente, por seus espaços públicos, então a megalópole merece todo o estranhamento do cronista, toda a inconformação – e toda a recusa.

Paulo Polzonoff Jr. analisa o artigo de Olivia Maia – “O dilema da literatura policial brasileira” – publicado em nossa 14ª edição. Com leveza e ironia, mas sem fugir das questões que precisam ser discutidas, Polzonoff aponta os erros primários cometidos pelos escritores nacionais.

Olivia Maia fala sobre seu processo de criação. Como montar uma trama coerente? Como dar vida aos personagens? A escritora não propõe receitas, mas, com extremo bom humor, lutando para convencer sua gata a não sentar sobre as anotações, nos dá pistas para penetrarmos no labirinto que é escrever um romance.

Conto que não é apenas a narrativa de um crime mas também uma reflexão sobre o gênero policial – assim poderíamos definir a história de Manoel Fernandes Neto, “Moça de vermelho sabe morrer”. Narrador e personagem se sobrepõem, criando a ilusão que não apenas nos absorve da primeira à última linha, mas nos transforma em cúmplices.

Boa leitura e até a próxima semana!

Rodrigo Gurgel, editor de Palavra



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