Jornalismo Crítico | Biblioteca e Edição Brasileira | Copyleft | Contato | Participe! |
Uma iniciativa


Rede Social


Edição francesa


» La crise russo-ukrainienne accouchera-t-elle d'un nouvel ordre européen ?

» Offensive sur l'or noir africain

» Un Syrien sur cinq a quitté son pays

» Gramsci, un rayonnement planétaire

» L'ENA tentée par la philosophie des affaires

» Éloge du rire sardonique

» L'abstention gagne les classes moyennes

» Qui veut encore financer la presse ?

» L'unité de l'Algérie

» Créatrices et minotaures


Edição em inglês


» Biden's Middle East challenges

» April: the longer view

» Africa's oil-rich national parks

» Montenegro's path to independence

» Japan's bureaucrats feel the pain

» Who's who in North Africa

» Being Kabyle in France

» Who wins in Chile's new constitution?

» Senegal's five days of anger

» Threat to Africa's parks


Edição portuguesa


» Edição de Abril de 2021

» A liberdade a sério está para lá do liberalismo

» Viva o «risco sistémico!»

» Pandemia, sociedade e SNS: superar o pesadelo, preparar o amanhecer

» A maior mentira do fim do século XX

» Como combater a promoção da irracionalidade?

» A Comuna de Paris nas paredes

» Como Donald Trump e os "media" arruinaram a vida pública

» Edição de Março de 2021

» Acertar nas fracturas


CHÉRI À PARIS / CRÔNICAS FRANCESAS

Procura-se pão francês

Imprimir
enviar por email
Compartilhe

— É o pão do dia-a-dia no Brasil.
— E vocês o chamam de pão francês? Olha, acho que ele não existe na França.
— Quer dizer que temos sido enganados esse tempo todo?
— Lamento te revelar isso assim, de sopetão.

Daniel Cariello - (04/03/2008)

— Três pães, s’il vous plaît.

— Qual?

— Pão francês. Queria três, bem assados.

— Pão francês?

— Não tem?

— Aqui na França, tecnicamente falando, todos os pães são franceses.

— É aquele pãozinho pequeno assim, ó.

— O croissant?

— Não, não. É um que parece um zepelin, sabe?

— Baguete?

— Não, a baguete parece mais um submarino, e é grande. Esse é como uma baguete que encolheu.

— Voilà! É a mini-baguete.

— Menor ainda.

— É a mini-baguete cortada ao meio?

— Mas aí continua sendo uma mini-baguete, só que cortada ao meio.

— Tem razão.

— Imagina que a baguete é o pai.

— Tô imaginando.

— O pão francês é o filho gordinho.

— Nunca ouvi falar.

— É o pão do dia-a-dia no Brasil.

— E vocês o chamam de pão francês?

— Sim.

— Olha, acho que ele não existe na França.

— Quer dizer que temos sido enganados esse tempo todo?

— Lamento te revelar isso assim, de sopetão.

— Estou chocado.

— Ainda temos a baguete. Quer?

— Vai, me dá uma.

— Qual? Normal, tradicional, integral, com cereais?

— Mas é difícil comprar pão por aqui, hein?

— O que você queria? Estamos na França. Temos dezenas de pães diferentes.

— Só não tem o pão francês.

— Esse não.

— Me dá uma baguete com cereais, então.

— Aqui está.

— Pode embrulhar?

— Hã?

— Colocar num saco.

— Aqui não...

— Já sei, não tem saco pro pão também.

— Isso.

— Vai me dizer que tenho que levá-lo debaixo do braço?

— Exatamente.

— Olha, mudei de idéia. Dá pra sair um misto-quente?

Mais:

Daniel Cariello assina a coluna Chéri à Paris. Também mantém o blog Chéri à Paris e edita a Revista Brazuca.



Fórum

Leia os comentários sobre este texto / Comente você também

BUSCA

» por tema
» por país
» por autor
» no diplô Brasil

BOLETIM

Clique aqui para receber as atualizações do site.

Leia mais sobre

» Cultura
» Literatura
» Chéri à Paris


Destaques

» O planeta reage aos desertos verdes
» Escola Livre de Comunicação Compartilhada
» Armas nucleares: da hipocrisia à alternativa
» Dossiê ACTA: para desvendar a ameaça ao conhecimento livre
» Do "Le Monde Diplomatique" a "Outras Palavras"
» Teoria Geral da Relatividade, 94 anos
» Para compreender a encruzilhada cubana
» Israel: por trás da radicalização, um país militarizado
» A “América profunda” está de volta
» Finanças: sem luz no fim do túnel
Mais textos