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LITERATURA

Cinco aspectos do conto na era virtual

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Na internet, a proximidade do escritor com as opiniões dos leitores é tão instantânea quanto a reação deles ao ler cada linha de suas próprias narrações

Renata Miloni - (04/04/2008)

Com a intenção de talvez criar uma pequena série de cinco aspectos de vários temas relacionados à literatura, tento dar continuidade ao escolher o conto como assunto deste texto. Mas não algo generalizado, quero falar sobre as vantagens que vejo para a produção do gênero na internet.

I

Os contos realmente mudaram de forma com a internet? Há uma nova linguagem sendo usada? Estas são duas perguntas constantes quando se fala em como a era virtual afetou a literatura. No fundo, o que importa é mesmo a forma ou o resultado?

Muitos acreditam que o conto ganhou mais atenção e, por que não?, oportunidades com a praticidade dos blogs. É realmente uma ferramenta que auxilia não só na publicação como na divulgação, aceitação e até melhoria do que seus autores escrevem. Mas com a difusão de idéias, novos espaços também foram criados para que a literatura independente seja mais conhecida. É o caso de sites e revistas online como a portuguesa [Minguante], especializada em micronarrativas, e a brasileira [Malagueta], criada por Alex Sens Fuziy] e agora editada por mim.

Para aproveitar o exemplo, Alex, apesar de jovem, escreve ficção em blogs há alguns anos. Teve textos publicados em antologias e agora lança seu primeiro livro, Esdrúxulas, de contos e minicontos. É uma prova de que muitos (bons) autores vêem a internet como um exercício, por isso a considero até essencial. A literatura também é feita de testes e recomeços.

II

O conto apenas por estar na internet não perde seu significado, continua sendo uma narração, uma pequena história que o autor se dedica a criar. Se a linguagem aqui acaba interferindo na forma, os “meios atuais de produção” são incluídos nos escritos, transformando cenários e situações. O resultado pode ser uma procura maior principalmente de jovens internautas, interessados em literatura, que podem se identificar facilmente com o que é narrado.

III

Voltando um pouco à publicação de “virtuais”, encontramos as antologias. Atualmente muitas das publicadas são compilações de textos publicados em blogs coletivos ou pessoais de vários autores que resolveram se unir para tornar a leitura um pouco mais “real”. E com isso surgem antologias temáticas, inclusive (como não?) sobre blogs.

Ainda não consigo ver tal forma de publicação de uma maneira muito positiva para o começo da carreira de escritor. Claro que há algumas bastante focadas, bem cuidadas e que têm como objetivo unicamente apresentar literatura de qualidade. Mas minha tendência ainda é infelizmente duvidar sempre dessas intenções.

IV

Apesar da pressa que a internet impõe de certa forma, quase sempre silenciosamente, alguns autores não se intimidam com isso e se dedicam a escrever contos às vezes muito mais densos do que o costume só deixa os leitores encontrarem nos livros.

O escritor que publica na internet para exercitar a escrita tem a possibilidade de saber melhor do que é capaz e suas limitações. Pode publicar seus contos por partes e acompanhar a evolução das histórias sob uma outra perspectiva. E quem sabe até goste da idéia de escrever um folhetim e, assim, se aproximar do romance, atingindo várias “áreas” da prosa.

V

Para o leitor, esse tipo de publicação é como se fosse uma preparação. É possível escolher estilos de escrita preferidos sem precisar pagar para conhecer o autor.

A proximidade do escritor com as opiniões dos leitores é tão instantânea quanto a reação deles ao ler cada linha de suas próprias narrações. O interesse pela literatura de determinado autor parte de uma confiança adquirida. E assim o que se pode chamar de fidelidade já nasce forte.

Por estes e outros aspectos, considero importante que escritores iniciantes usem a internet como um ensaio de seu futuro. Qualquer tipo de ferramenta honesta é um excelente benefício.



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