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LITERATURA

Palavra 24

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O dilema da literatura de gênero brasileira
A literatura policial brasileira contemporânea é quase inexistente, mas o mesmo pode ser dito da ficção científica, ou da literatura romântica, ou do romance histórico. Em outras palavras, o que falta no cenário literário nacional hoje não é apenas literatura policial, é literatura de gênero como um todo
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Uma revista com rumo firme e novos horizontes
Em 2008, com a publicação de sua 8ª edição, a ser lançada no próximo dia 17 de abril, a “Cadernos de Literatura em Tradução” introduz duas mudanças editoriais. Uma delas é a periodicidade, que passa de anual a semestral. A segunda é a introdução de edições temáticas, que serão alternadas com volumes de tema livre
Aqui

A faca sutil: pouca emoção
Lorde Asriel arregimenta um exército composto por homens que sofreram a intercisão, portanto não têm medo, nem imaginação, nem vontade própria
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April in Paris
Em Paris, a beleza brota como uma resposta à opressão do inverno, uma vitória daqueles que sobreviveram, uma ressurreição mitológica revivida a cada ano. A mística em torno do equinócio é profunda, ancestral, dionisíaca. O movimento é patente
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Rodrigo Gurgel - (11/04/2008)

Partindo de quatro textos publicados neste Palavra, Lucas Murtinho analisa não apenas a questão da literatura policial no Brasil, mas amplia e aprofunda o debate, mostrando como a literatura de entretenimento é o melhor caminho para, usando a expressão de José Paulo Paes, “uma vigorosa literatura de proposta”.

Comemorando 11 anos da Cadernos de Literatura em Tradução, John Milton, Marina Della Valle e Telma Franco recuperam um pouco da história dessa revista que já antecipou importantes traduções publicadas no Brasil. Além disso, os autores apresentam as mudanças editoriais programadas para 2008, salientando o lançamento, no próximo 17 de abril, do número 8, dedicado a traduções de textos escritos por Gwendolyn Brooks, Sylvia Plath, Jamaica Kincaid, Masha Kaléko, Joyce Mansour, Emily Brontë e Delmira Augustini, entre outras.

Dida Bessana analisa A faca sutil, segundo volume da trilogia Fronteiras do universo, escrita por Philip Pullman. Apesar de alguns personagens interessantes, o veredicto da autora não deixa dúvidas: falta emoção nos cortes dessa faca capaz de abrir passagens para países, tempos e diferentes universos, mas cega quando se trata de convencer um leitor atento.

Em sua crônica, Diego Viana fala sobre a chegada da primavera em Paris. Assobiando April in Paris, de Yip Harburg e Vernon Duke, e relembrando as interpretações de Billie Holiday e Ella Fitzgerald, o cronista caminha pelos parques e praças sem perder qualquer detalhe – e sem fugir de inevitáveis comparações com algumas cidades do Brasil.

Boa leitura!

Rodrigo Gurgel, editor de Palavra



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